quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Postado por Fernando Brito Comentar
O “Financial Times” e o FMI dão hoje o mesmo conselho ao Brasil: “tá tudo muito bem, tá tudo muito bom, mas vocês precisam botar o pé no freio”.
É mais ou menos a tradução que se pode fazer do que disseram:
“O desafio para o Brasil é como administrar seu sucesso”, diz o FT, segundo a BBC.
“As perspectivas para a economia brasileira são positivas, mas há sinais de superaquecimento, avaliou o Fundo Monetário Internacional”, segundo a Agência Reuters.
Ora, como diria o Nélson Rodrigues, até as pedras da calçada sabem que os riscos e problemas agudos da economia brasileira não são os internos, mas o do mundo desenvolvido que estes nossos “muy amigos” representam.
Não há pressão inflacionária interna – exceto a do etanol – digna de significação, o que há é pressão cambial sobre os juros brasileiros, porque não há o que fazer com o capital sobrante no mundo desenvolvido, cuja economia virou um atoleiro.
Parece que a Presidenta Dilma Roussef estava adivinhando que nos dariam estes conselhos e já dispensou a ajuda, em seu discurso de ontem:
Aos que pensam que, em um momento de incerteza internacional como o que vivemos, o mais prudente é não agir e esperar a onda passar, eu contra-argumento, amparada na experiência que tivemos durante o período do governo do presidente Lula, em 2008 e 2009: é justamente em uma situação de tensões no mundo que devemos mostrar, além do indispensável bom senso, uma boa dose de ousadia.
Em 2008, enfrentamos a crise com desonerações e estímulos ao consumo. Hoje a situação é outra, mas não estamos dispensados de ser ousados. É claro que não vamos abdicar dos fundamentos do nosso modelo de desenvolvimento, baseado no controle da inflação, no rigor fiscal, no crescimento econômico com inclusão social e na preservação do nosso mercado interno. Mas este é, sem dúvida, o momento certo para desenvolver tecnologia e inovação. Este é o momento certo de agregação de valor na indústria nacional.”
É isso aí. Nosso mercado, nossa indústria, nossos empregos, nossa renda e nosso consumo são os combustíveis para fazer a roda girar. Se abrirmos mão deles, se frearmos demais o carro, voltamos a ser o Brasil da Roda Presa.
 No http://www.tijolaco.com/

Só está faltando os telejornais da Globo reconhecer o talento que Dilma tem para ser uma excelente PresidentA

E AÍ ANÔNIMOS , DILMA E GLOBO TUDO A VER ?


http://natelinha.uol.com.br/img/pag/315x265/img20110801235452.jpg
A presidente Dilma Rousseff revelou em recente entrevista ao jornal "O Globo" que é fã da novela "Insensato Coração" e que sua personagem preferida é Natalie Lamour, interpretada por Deborah Secco.

A atriz se sentiu muito honrada com o elogio vindo do Palácio do Planalto. "Eu realmente fico muito feliz quando alguém aprecia o meu trabalho. E, em se tratando da presidenta do nosso país e também da primeira mulher a alcançar tão importante cargo, eu me sinto duplamente lisonjeada", disse a bela ao colunista Jorge Bastos Moreno, de "O Globo.

Os autores Gilberto Braga e Ricardo Linhares, também comentaram os elogios feitos à trama. "Mesmo uma presidente da República precisa de entretenimento. Fico especialmente orgulhoso de saber que ela gosta do meu trabalho, porque eu estou gostando muito do dela. Espero que ela nos acompanhe até o final e que fique satisfeita", disse Gilberto.

Já o parceiro Ricardo espera que sua história inspire a comandante do Brasil. "Não sabia que a presidente era fã da novela e fiquei muito orgulhoso. Tomara que embarcar na ficção a ajude a desanuviar, após as difíceis decisões que ela tem que tomar no seu dia a dia. Um dos temas da história é o combate contra a corrupção e a impunidade, o que encontra eco na faxina que ela está promovendo em alguns órgãos do governo", afirmou.

"Insensato Coração" chega ao fim no dia 19 de agosto, na Globo.
No http://aposentadoinvocado1.blogspot.com/

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Animação "O Matuto no cinema" de Jessier Quirino

Modo Dilma de governar encanta até a oposição

ESCRITO PELA PRÓPRIA OPOSIÇÃO , PARA DESGOSTO DOS "ANÔNIMOS"

Dilma, a nova fase

Cláudio Lembo
De São Paulo


Para Lembo, a presidente "tem componentes diferentes dos operadores políticos de todos os tempos" (foto Roberto Stuckert Filho/PR/Divulgação)

Em todos os ambientes, quando se fala em política, coloca-se uma pergunta: como vai o governo Dilma? É natural a indagação. No presidencialismo, mais que no parlamentarismo, a figura do supremo mandatário tem importância expressiva.
O Parlamento, por mais que mostre vocação cívica, jamais consegue atingir o espaço de expressão do Executivo. O Judiciário, apesar do atual ativismo, ainda é poder que exige provocação para agir.
O Executivo, ao contrário dos demais poderes, está sempre presente na vida do cotidiano das pessoas. A cidadania acompanha com acuidade todos os atos do mandatário. Eles repercutem no dia-a-dia de cada cidadão, mesmo que não incidam diretamente sobre os seus interesses imediatos.
Dilma Rousseff atingiu a Presidência da República como reflexo de uma personalidade carismática e bem sucedida. Mais ainda. Respeitada por todas as classes sociais, salvo poucas exceções.
Suceder a Luiz Inácio Lula da Silva seria tarefa difícil para o mais experiente político, mais dificuldade encontra um quadro técnico acostumado à direção direta de seus subordinados e definição precisa dos objetivos.
A política é caleidoscópio. Jamais é possível aquilatar a próxima imagem. Tudo é mutável e a volubilidade das vontades humanas se apresenta no cenário político com enervante constância.
Compreensível, pois, a idas e vindas dos primeiros meses do atual governo. Só encontrou situações complexas. Lula, o líder sindical, é homem de conflitos e acordos transitórios.
Uma técnica, que sempre ocupou cargos administrativos, não pode utilizar o mesmo meio de convicção. Não possui tradição política e nem sequer atrativo para falar sem atingir conclusões.
Daí as pequenas crises, particularmente no trato dos assuntos ministeriais. Agiu mal, cai. Esta forma de atuar não era habito no período presidencial anterior e nem sequer faz parte dos hábitos políticos brasileiros.
O costume - diga-se de passagem, secular - é transigir e conciliar. Tudo acontece mediante conciliação. Nunca se vai às últimas conseqüências. Dilma rompeu a maldição.
É claro que determinados segmentos se encontram incomodados. No entanto, é possível que a presidenta esteja inaugurando um novo ciclo na política nacional.
Colocar as coisas no devido lugar. Fazer com que os fatos se tornem claros, as falcatruas expostas e seus autores exonerados é novidade que deixa perplexa muita gente.
O erro dos políticos tradicionais é nítido. Esqueceram de examinar a trajetória da presidenta Dilma. Ela sempre mostrou liderança e lutou, de maneira inequívoca, pela democracia e moralidade administrativa.
Ofereceu, em seu passado, em holocausto a dignidade humana o seu próprio sacrifício pessoal. Sofreu em sua a integridade física e perdeu a liberdade. Permaneceu com seus princípios.
Erram, pois, os políticos, inclusive os mais experientes que, em governos passados, ocuparam cargos relevantes nos poderes da República, em procurar agredi-la - e a seu governo - com palavras ou bravatas.
Dilma tem componentes diferentes dos operadores políticos de todos os tempos. Possui coragem e destemor. Não é carreirista. Quer exercer com dignidade seu mandato.
Se tudo isto não fosse suficiente, a democracia plena em que se vive não permite a presença da imoralidade administrativa e nem das velhas técnicas de desestabilização dos governantes.
A opinião pública sabe diferenciar com precisão os bons e os maus atos dos administradores. As boas e as más condutas dos políticos. Terminou a fase do quem pode leva.
Hoje, é preciso respeitabilidade para o exercício das funções públicas. A sociedade é implacável e acompanha cada movimento dos detentores de cargos nos três poderes da República.
Dilma age como quer a maioria da cidadania: preserva a dignidade do cargo e afasta firmemente os de conduta frágil. Tudo isto é novidade. Dai alguma perplexidade de seus adversários e dos analistas deformados pela paixão ou interesses.


Cláudio Lembo é advogado e professor universitário. Foi vice-governador do Estado de São Paulo de 2003 a março de 2006, quando assumiu como governador.
 
No http://aposentadoinvocado1.blogspot.com/

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Por isso é que o país precisa, urgentemente, investir na educação dos brasileiros e das brasileiras


Pesquisa Ibope liga homofobia a baixa escolaridade


Pesquisa Ibope feita neste mês e divulgada nesta quinta-feira diz que 55% dos brasileiros são contrários à união estável entre homossexuais. Diante da notícia, eclodiram matérias nas redes sociais da internet que dão a entender que a pesquisa é negativa para a causa dos homossexuais de lutarem por direitos iguais aos dos heterossexuais. Todavia, é exatamente o contrário.
Em primeiro lugar, há que se ter presente que há alguns anos seria impensável que quase metade da população brasileira (45%) fosse favorável a que homossexuais pudessem se unir legalmente num cartório. Além disso, a pesquisa, em meio a vários dados  inúteis, detectou um fato que este blog divulgou no post Os três níveis de homofobia faz pouco tempo.
De maneira geral, a pesquisa identifica que pessoas que aceitam melhor a orientação sexual alheia são as mulheres, os jovens e os mais escolarizados. Mais de 2 mil brasileiros de todas as regiões foram entrevistados seguindo cotas proporcionais por idade, sexo e classe de consumo.
O mais importante dos dados é o de que entre aqueles que estudaram só até a 4ª série do ensino fundamental 68% são contrários à união civil entre homossexuais, enquanto que  apenas 40% dos que têm nível superior são contrários ao direito. Ou seja: quanto menor a instrução, maior a homofobia. Cada vez mais fica provado que preconceito não passa de ignorância.

No http://www.blogcidadania.com.br/2011/07/pesquisa-ibope-liga-homofobia-a-baixa-escolaridade/

O que for bom no governo Dilma, a Globo não mostra 3

O que for bom no governo Dilma, a Globo não mostra 2

O que for bom no governo Dilma, a Globo não mostra

Dilma Rousseff discursa no sorteio da Copa no Rio

Se é da base aliada, faça também uma faxina para se livrar do câncer da corrupção que pode enraizar-se dentre do próprio partido

MARCOS COIMBRA VAI NO PONTO CERTO

Marcos Coimbra - Sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi - marcoscoimbra.df@dabr.com.br
Faça a coisa certa
Com seu habitual bom senso, as pessoas comuns sabem que o problema da saúde não tem uma causa única ou um só culpado. O relevante é saber o que cada político faz para resolvê-lo
Dizendo o óbvio: os governantes não são julgados pelo tamanho dos problemas que enfrentam, mas pelas respostas que a eles dão.
As pessoas não avaliam quem tem função no Executivo segundo a gravidade dos problemas existentes. Isso só acontece em situações excepcionais, quando elas se convencem que alguma coisa errada foi causada por alguém. Aí sim a conta é cobrada.

Na maior parte das vezes, não é isso que ocorre. Os problemas são de responsabilidade difusa, ninguém tem paternidade clara. Muitos são antigos e é impossível saber quando surgiram. São tão disseminados que parecem nascer por geração espontânea.
O problema da saúde pública, por exemplo. Hoje, para a vasta maioria dos brasileiros, é o mais grave e urgente do país. Do Oiapoque ao Chuí, nas pesquisas de opinião, sempre aumenta a proporção de entrevistados que o apontam como sua maior preocupação. Está se tornando uma obsessão nacional.
Alguém pode ser individualmente responsabilizado por ele? Mesmo o mais petista não teria coragem de dizer que os tucanos são culpados e só um oposicionista muito mal informado diria que a culpa é do “lulopetismo”.
Com seu habitual bom senso, as pessoas comuns sabem que o problema da saúde não tem uma causa única ou um só culpado. Que, a rigor, nem é tão importante discutir como se originou. O relevante é saber o que cada político faz para resolvê-lo. É assim que eles são avaliados, não pelo fato de haver o problema.
Foi, fundamentalmente, pela sua passagem pelo Ministério da Saúde, no segundo governo de Fernando Henrique, que Serra se tornou candidato a presidente em 2002, permaneceu no páreo em 2006 e emplacou uma nova candidatura presidencial em 2010.
A gravidade do problema da saúde impediu que fosse candidato? Alguém jogou a responsabilidade por ele em seu colo? (A campanha Lula até tentou, em 2002, sem necessidade ou sucesso). Foi porque ele resolveu o problema da saúde que teve, nas duas vezes, um desempenho razoável e chegou, em ambas, ao segundo turno?
Sabemos que não. Serra foi um bom ministro da Saúde e se tornou um candidato presidencial respeitável ao conseguir fazer boas coisas, apesar da gravidade da situação. E não foram ações que solucionaram as carências mais sentidas. Pouco melhorou, por exemplo, a qualidade do atendimento oferecido no sistema público e pouco aumentou a oferta de equipamentos básicos, como hospitais e postos de saúde.
Iniciativas como a criação dos genéricos e a distribuição do kit anti-Aids ficaram como símbolos do que é possível fazer para diminuir problemas complicados. Um “pouco” que é “muito”. Isso é que foi relevante na formação da imagem de Serra.
Há algo parecido na briga de Dilma para moralizar o Dnit. É lá, no foco de problemas de corrupção que existem há anos no setor, que ela se propôs a mexer e a não descansar enquanto não terminar uma faxina em regra.
O que mais chama atenção é quão sozinha ela está na empreitada. No Congresso, seu partido lhe dá apoio apenas discreto, temendo indispor-se com as outras bancadas da “base”. Nessas, ninguém defende medidas que podem se voltar contra elas.
A oposição finge espanto com o que vê e se recusa a contribuir para que tenha sucesso. Na mídia, seus porta-vozes preferem o papel de vestais escandalizadas em vez de reconhecer o valor do que Dilma está fazendo.
Fazer uma limpa no Dnit resolve a corrupção no Brasil? Talvez não, mas é um passo fundamental. E é dando um passo de cada vez que se anda. Pelo menos, na vida real, onde promessas grandiosas e onipotentes costumam ser sinônimos de fazer nada.
 
No http://dilma13.blogspot.com/2011/07/marcos-coimbra-vai-no-ponto-certo.html#more