segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Senado abre inscrições para Diploma Mulher Cidadã Bertha Lutz

Senado abre inscrições para Diploma Mulher Cidadã Bertha Lutz


Entidades governamentais e não governamentais têm até o dia 1º de novembro para enviar ao Senado indicações de mulheres para concorrer ao Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz. Instituída em 2001, a premiação é uma homenagem a brasileiras que tenham desenvolvido atividades relacionadas à defesa dos direitos da mulher e de questões de gênero no Brasil.


A entrega da 11ª edição do diploma acontecerá em março de 2012, em sessão especial do Senado também destinada a comemorar o Dia Internacional da Mulher. Cinco mulheres de diferentes áreas de atuação serão escolhidas pelo Conselho do Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz, que é presidido pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

Bertha Maria Júlia Lutz (1894-1976) empresta seu nome ao prêmio por ter se destacado na luta pelos direitos políticos das mulheres. Ela é considerada uma das pioneiras do feminismo no Brasil e é conhecida como uma grande líder na luta pelo direito de voto das mulheres brasileiras.

As inscrições, acompanhadas do currículo da candidata e da justificativa de sua escolha, devem ser encaminhadas à Secretaria-Geral da Mesa do Senado.

Há uma sugestão de formulário a ser preenchido na página do Senado.

Fonte: Agência Senado


No http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=163713&id_secao=1

"Ela transformou suas desvantagens em vantagens"

Inês: Lula é Lula, Dilma é Dilma !
Chora, PiG (*), chora !

    Publicado em 12/09/2011

Um estranho no ninho

Saiu na Carta Maior

Dilma é Dilma, Lula é Lula


Todo o temor dos setores de centro-esquerda nas eleições do ano passado residia no fato de a candidata ungida por Lula, Dilma Rousseff, não ter as mesmas qualidades do ex-presidente. Os primeiros nove meses de governo, todavia, mostram que, em alguns casos, ela transformou suas desvantagens em vantagens.


Maria Inês Nassif


O talento de Luiz Inácio Lula da Silva para lidar com as multidões; sua expertise em diálogo, adquirida nas mesas de negociação com os patrões como sindicalista; a ascendência sobre o PT, por ter sido, desde a criação do partido, a ligação entre os quadros de esquerda e as massas; e até um tendência ao pragmatismo acabaram concentrando todos os elementos de governabilidade em suas mãos, nos seus dois mandatos (2002-2010).


O carisma e o talento político, e algumas apostas bem sucedidas – que permitiram a inclusão de grandes contingentes pobres à sociedade de consumo – se sobrepuseram a condições extremamente desfavoráveis do seu mandato. Lula lidava com uma elite política rachada ao meio: na base de apoio, tinha que lidar com a política de clientela de partidos tradicionais, à direita ou ao centro; na oposição, com um udenismo que tinha grande potencial de instabilização do regime. Sem fazer o governo dos sonhos da esquerda de seu partido ou dos movimentos sociais, a guinada à direita do PSDB e o “lulismo” das bases acabaram limitando a ação dos grupos mais radicais. Seu vínculo com a CUT também neutralizou o movimento sindical.


Todo o temor dos setores de centro-esquerda nas eleições do ano passado residia no fato de a candidata ungida por Lula, Dilma Rousseff, não ter as mesmas qualidades. A presidenta eleita não tem vínculos históricos com o PT ou com os movimentos sociais, não tem prática de negociação – nem no movimento sindical, nem com os partidos políticos – e não é uma líder popular. Os primeiros nove meses de governo, todavia, mostram que, em alguns casos, ela transformou suas desvantagens em vantagens. Depois de oito anos de governo de um líder político como Lula, era obrigatória a reautonomização dos partidos e dos movimentos sociais.


A crise política e a radicalização à direita do PSDB e do PFL juntaram esses atores em torno de Lula. O governo Dilma acena para uma certa organização da vida institucional, pelo menos no que se refere às forças que deram apoio orgânico à sua candidatura. A disputa política tende a ser menor no cenário institucional e se desloca para a sociedade. Governo vira governo, partido vira partido, movimento sindical vira movimento sindical e movimentos sociais viram movimentos sociais.


O Congresso do PT, realizado no início de junho, é um exemplo. O partido saiu da toca e construiu sua própria agenda política, com itens que o governo não necessariamente assumirá, como a regulamentação da mídia. A reforma política, se comove governo e partido, está nas mãos do partido: a opinião pública precisa estar convencida disso e a luta se dá no Legislativo, entre os partidos políticos. A CUT reassumiu a bandeira da redução da jornada de trabalho sem o correspodente corte em salários. O MST aproveitou uma evidente preferência do governo por medidas destinadas ao incentivo da produção na propriedade familiar, tem sido ouvido nas suas reivindicações por crédito e tecnologia para assentados e deve colocar a reforma agrária no campo de luta social (até hoje não foi feita nenhuma desapropriação para fins de reforma agrária no governo Dilma).


Sem grandes vínculos com o partido e com os movimentos sociais historicamente ligados a Lula, Dilma tem gasto mais tempo com eles do que seu antecessor. O ex-presidente entendia esses setores como uma extensão de seu mandato. E tinha o “lulismo” como amortecedor de demandas mais radicais. Desde o episódio dos “aloprados” – em 2006, a Polícia Federal deu flagrante em petistas que tentavam comprar um dossiê contra o candidato ao governo pelo PSD, José Serra – , Lula botou a direção do PT na geladeira. O deputado Ricardo Berzoini, então presidente do partido, amargou o desgaste do episódio junto ao governo até o fim de seu mandato na presidência do PT. Quando José Eduardo Dutra, quadro da confiança de Lula, assumiu a presidência petista, a campanha eleitoral já estava em andamento. O PT se concentrou nas eleições; Lula, no governo e nas eleições.


Com uma composição muito elástica da base parlamentar, Lula evitou conversar diretamente com os movimentos sociais. O que garantiu um certo controle sobre os movimentos mais radicais foi a radicalização à direita da oposição. Não havia interesse desses setores me enfraquecer o governo, depois de terem sofrido um período negro de criminalização nos governos tucanos. A CUT também perdeu o poder de ação, embora os trabalhadores do setor público tenham mantido alguma militância.


Dilma devolveu poder à direção do PT, ao abrir um contato direto com o atual presidente da agremiação, Rui Falcão. Abriu sua agenda para políticos. E, além de ter conversado pessoalmente com líderes de movimentos sociais, manteve o canal aberto com esses setores via Gilberto Carvalho, nomeado secretário-geral, que tem um diálogo inquestionável com eles.


O racha do DEM, o PSD, também foi um grande presente para a presidenta. Com uma base parlamentar muito grande, os pequenos partidos de direita tendem a ser neutralizados com os novos integrantes da base. O governo também pode se dar ao luxo de abrir mão de parte dos votos do PMDB para aprovar matérias de seu interesse. Tanto é assim que a presidenta tem feito as mudanças no Ministério a cada escândalo, devolvendo aos partidos da base o ônus pelo desgaste dos malfeitos dos titulares das pastas por eles indicados.


É certo que muita água vai correr debaixo da ponte até terminar o primeiro mandato de Dilma – e mais água ainda se ela conseguir a reeleição. Mas o fato é que os primeiros meses de seu governo mostram que Dilma é Dilma e Lula é Lula. Cada um lida com as dificuldades de governo com as qualidades que possui.

No http://www.conversaafiada.com.br/politica/2011/09/12/ines-lula-e-dilma-dilma-e-lula-chora-pig-chora/

Amor à profissão nós temos, Governador. E o senhor, tem à sua?

Sobre a opinião do Gov. Cid Gomes

EDUCAÇÃO:sobre a opinião do Governador Do Ceará, Cid Ferreira Gomes. Que decepção Governador! Amigos leitores cliquem logo abaixo no link do IG.
SOBRE A OPINIÃO DO GOVERNADOR CID GOMES. LEIAM E OUÇAM O QUE ELE DIZ. Espero sinceramente que os CEARENSES lembre-se de dar o direito que o Governador Cid Gomes tem de ter e de expressar sua opinião. Inclusive, é preciso lembrar também de que trabalhar, por AMOR e com AMOR, é a base para que o resultado de qualquer pessoa, em qualquer área ou atividade seja o melhor. Contudo, devemos considerar que a PREMISSA básica de um Governador é ter como PRIORIDADE, o BEM-ESTAR do seu povo "ELEITORES" que o elegeram. Sugiro que na próxima eleição, na qual o Cidadão Cid Gomes esteja pleiteando um Cargo Público, que o povo torne possível o direito que ele tem TAMBÉM de procurar outro setor, não votando nele, já que pensa assim diante da reivindicação justa de trabalhadores da Educação - Área magna para qualquer melhoria de qualidade de vida. Amor, Vocação, Espírito de Solidariedade e de Servir de fato à Nação, são caracteristicas importantes para um Governante, mas que também precisa ser remunerado em prol da sua sobrevivência e da sua família.
ALGUÉM LEU, EM ALGUM LUGAR OU OUVIU DIZER QUE O GOVERNADOR CID GOMES TENHA RENUNCIADO OU DOADO SEUS PROVENTOS COMO PARLAMENTAR?
Adm. Djanira Felipe de Oliveira - Blog: www.djanirafelipe.wordpress.com
Twitter: @DjaniraFelipe - Facebook: Djanira Felipe de Oliveira - Youtube: DjaniraFelipe

No http://dilma13.blogspot.com/




"O futuro é da mulher"

Renda feminina cresce mais do que a do homem

Segunda-feira 12, setembro 2011
Massa de rendimento da mulher sobe 30,8% em 5 anos, enquanto a deles avança 22,7%. Na classe C, salto é de 48,7%
Mais anos de estudo. Maior presença na universidade. Participação crescente no mercado de trabalho. Expansão dos programas de transferência de renda. Juntos, esses motivos explicam o salto dos ganhos das mulheres nos últimos cinco anos: a massa da renda feminina subiu 30,8%, de 2006 a 2011, passando de R$519,3 bilhões para R$679,5 bilhões. Um ritmo de crescimento que deixou a expansão dos homens para trás. A evolução da massa de renda masculina é menor: de 22,7% (de R$868,3 bilhões para R$1 trilhão). Avanços que foram mais expressivos na classe C. A massa de renda delas avançou 48,6% em cinco anos, para R$333,3 bilhões; enquanto a deles subiu 38,3%, para R$508,8 bilhões.
As conclusões são de pesquisa da consultoria Data Popular feita com exclusividade para O GLOBO. O levantamento evidenciou o lado feminino da nova classe média brasileira: as quase 53 milhões de mulheres da classe C detêm quase metade da renda feminina do país.
- As mulheres passaram a ser protagonistas do mercado de trabalho, do consumo, das decisões. Se a classe C cresceu, deve-se à importância da mulher. Uma relevância que ganha cada vez mais espaço ao aquecer o mercado interno em tempos de crise – afirmou Renato Meirelles, diretor da Data Popular.
Mulheres têm mais escolaridade do que homens
Pelos dados da consultoria, as mulheres estão cada vez mais escolarizadas do que os homens e sua participação nas universidades cresceu quase 60% nos últimos anos – contra 47,2% da presença deles nas faculdades do país. Já representam 57% do total de estudantes de ensino superior. Na nova classe média, em cinco anos, aumentou em 65% a porcentagem de mulheres de classe C que já haviam cursado o ensino superior.
- Desta maneira, a distância entre a renda do homem e da mulher vai caindo, especialmente na classe C. Ainda que essa distância ainda exista – comentou Meirelles, acrescentando que, na nova classe média, os homens ganham, em geral, 39% a mais do que elas; já na classe A, a diferença é de 58,9%. – É bom lembrar que a escolaridade das mulheres é maior que a dos homens em todas as classes sociais. Contudo, nas classes C e D essa diferença é ainda maior, fortalecendo o protagonismo feminino na baixa renda.
Segundo Marcelo Neri, chefe do Centro de Pesquisas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV), a maior taxa de escolaridade, a queda da desigualdade e participação no mercado de trabalho explicam parte do avanço da renda das mulheres.
- Programas de transferência social, como o Bolsa Família, e os reajustes do salário mínimo também contribuíram bastante para o crescimento da renda total da mulher. É bom lembrar que o governo concede o dinheiro do Estado para a mulher, que tradicionalmente é a gestora do orçamento da família – afirmou Neri, explicando que o ganho de renda ao longo do anos é um movimento sustentado, pois tem como base o aumento da escolaridade e ainda a maior presença no mundo do trabalho. – O futuro é da mulher.
Com mais dinheiro na bolsa, a mulher também passou a ter ainda mais poder de decisão sobre as compras da família. Não à toa: seu potencial de consumo está em quase R$1,5 trilhão, o que é 106,2% a mais do que em 2002. Sua voz pesa na hora de a família decidir do destino das férias aos produtos de tecnologia da residência.
- A mulher é a grande gestora dos recursos da família. E isso é uma conquista que não volta mais atrás – disse Meirelles.
Elas só não escolhem o carro, brinca Hildete Pereira, professora da UFF. Com mais dinheiro e com crédito farto no varejo, a mulher, especialmente a da classe C, aqueceu o mercado interno e contribui – e muito – para segurar a economia brasileira durante a crise financeira global.
- A mulher, que ainda é a grande responsável pelos filhos, tornou o mercado de trabalho mais dinâmico e isso teve efeitos no consumo do país. Como é a maior responsável pelas decisões de compra da casa, escolhe do fogão à roupa do marido. É preciso olhar atentamente para essa mulher e garantir um cenário para que essa alegria da classe C não acabe.
Grandes varejistas já percebem a importância da classe C e, especialmente, dessa mulher – que, segundo a Data Popular, 33% das mulheres da classe média são chefes de família. No Walmart, por exemplo, quase metade das vendas vem da classe C, ainda que a venda média para classe AB seja 20% a 30% maior do que a da classe C.
- Preço é primordial, mas não é mais o único quesito para atrair essa mulher.
Roupas, bolsas e sapatos podem levar Mariane Alves, de 36 anos, à loucura.
- Eu sou descontrolada – brincou a universitária ao resumir o jeito como consome. – Gosto de gastar – comenta.
Mas a moça faz bem mais do que ir às compras. Hoje, estuda jornalismo numa faculdade particular e, em breve, vai fazer parte do time da nova geração da família que tem diploma de nível superior. Será também um dos orgulhos de seus tios de consideração que, com esforço, ajudam a estudante a realizar seus sonhos.
- Eu e meus primos (de consideração) demos um passo a mais do que nossos tios. Com mais estudo, as oportunidades certamente serão melhores – afirmou Mariane. Globo
Por  
No http://osamigosdobrasil.com.br/2011/09/12/renda-feminina-cresce-mais-do-que-a-do-homem/

Fantástico 11/09/2011- Entrevista com Dilma Rousseff. - Parte 2/2

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Prefeitura e Câmara de Glória negam Lei de licença maternidade de 6 meses às funcionárias municipais

Lei da licença maternidade é reprovada em Glória/BA

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Valério José. Vereador que propôs a Lei da maternidade.
Ela aumentaria de 4 para 6 meses a licença das gestantes

Valério José, vereador do Partido dos Trabalhadores em Glória na Bahia está indignado com a rejeição da Lei proposta por ele, que aumentava a licença maternidade das funcionárias públicas do município de 04 (quatro) para 06 (seis) meses. Segundo o mesmo, a lei tinha sido encaminhada anteriormente, mas o presidente da casa legislativa o procurou com um pedido da prefeita. Ela achava que o inicio da sua administração não era o momento certo, porque a prefeitura estaria passando por problemas financeiros. O vereador aceitou a justificativa e esperou o chamado “momento certo”, que para ele seria agora.
Com a nova proposição junto a Câmara, Valério foi surpreendido com o voto contrario de quatro vereadores. Dois deles do seu próprio partido, o PT.
Os únicos vereadores que votaram favorável a Lei da licença maternidade foram Valério José, Alex, Zé Nilson e ele acha que o quarto teria sido Gilmar. Essa lei já foi aprovada pelo governo federal e estadual. E prefeituras da região como Paulo Afonso já teve a sua aprovada e as mulheres contam com os benefícios.
O vereador Valério discorda da justificativa da prefeita de não haver recursos suficientes para que em Glória se dê o mesmo benéfico. Ele alega que recursos existem, pois foram criados vários cargos de confiança com altos valores. “Porque o mesmo beneficio não é dado ao povo”? Questiona ele.

No http://www.noticiasdosertao.com.br/ultimas/saude/6505-Lei-licena-maternidade-reprovada-GlriaBA.html

7 de setembro - Hino Nacional Brasileiro mostrando a diversidade cultural da nação brasileira

7 de setembro - Hino Nacional Brasileiro - em ritmo de Brasil

7 de Setembro - PT para o Brasil seguir crescendo

Um sopro de vida orgânica no PT

O documento aprovado no Congresso do PT é uma tentativa de resgatar a organicidade política do partido que, depois de oito anos de governo Lula (e oito meses de Dilma) acabou se conformando como uma mera unidade pró-governo. É uma tentativa de sair da arena da luta meramente institucional com os partidos aliados e ganhar a opinião pública para suas bandeiras.

Não se recomenda reduzir o Congresso do PT, realizado no final de semana, a um mero jogo de cena. A ausência de debates acalorados ou a não explicitação de grandes divergências internas dizem mais do que isso. Ao longo de oito anos de governo, e no início de um terceiro mandato na Presidência, era inevitável que mudanças se produzissem num partido que sempre funcionou como uma frente de tendências de esquerda, setores sindicais e grupos ligados à Igreja Progressista.

O PT passa por um processo de mudança que se iniciou em 1998, após a terceira derrota de Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pela Presidência. Ao longo do tempo, sofreu defecções próprias de um partido que se consolidou na oposição e como partido de esquerda que, uma vez no poder, não teria condições de governabilidade se não optasse por uma política de alianças mais ampla e maleável.

Muita água rolou debaixo da ponte desde a formação do PT, em 1980. Sofreu rachas que resultaram no PSTU e no PSol; não apenas perdeu setores ligados à Teologia da Libertação, como os que lá permaneceram vivem o ostracismo a eles imposto nos dois últimos papados (de João Paulo II e de Bento XVI); amargou as crises do chamado Mensalão e dos "Aloprados", que resultaram não apenas em desgaste popular, mas em perdas de quadros importantes para a dinâmica interna, sangria iniciada na formação do Ministério petista; foi de alguma forma redimido pelo sucesso dos governos Lula, mas para isso teve que pegar carona na popularidade de um líder carismático que detinha o poder do presidencialismo.

O resultado foi um esvaziamento de quadros dirigentes, uma crise interna que se estendeu no tempo, inclusive pela falta de mediadores com o peso de Lula, e uma perda de peso relativo em relação aos demais partidos da base aliada, embora permaneça com uma grande bancada no Congresso.

Essa conjunção de desgraças poderia ter reduzido o partido a pó, à semelhança do que acontece com o desidratado DEM, ex-PFL. Não foi o que aconteceu. Primeiro, porque continua partido do governo - e num sistema presidencialista, isto não é pouco, nem para o PT (embora, por justiça, é preciso lembrar que o partido, desde a sua criação, teve um crescimento eleitoral contínuo, mesmo na oposição, e apenas sofreu uma queda eleitoral em 2006, quando era governo e apesar da reeleição de Lula). Em segundo lugar, porque a sangria de quadros não alterou a realidade de que o partido ainda é o único que dispõe de quadros, não apenas os nascidos de sua organização mas também os originários da esquerda pré-redemocratização.

A vantagem disso é que, mesmo com a proliferação de grupos articulados em torno de líderes paroquiais (isso também existe no PT), prevalece, inclusive numericamente, a ideia de que a organicidade partidária é a grande vantagem de que desfruta em relação aos partidos da base aliada, nas contendas com o governo.

As dificuldades que o governo Lula e o PT enfrentaram a partir de 2005 também colocaram como questão eleitoral para o partido a atração dos movimentos sociais, afastados nos primeiros anos de governo petista, e a inclusão dos setores que ascenderam à sociedade de consumo nesse período graças às políticas de inclusão do governo petista. Se o partido não capitalizar esses setores agora, não conseguirá dividir esse legado com Lula. Ou o perderá para o PSDB, que investe na "nova classe média" partindo do conceito clássico de que esse setor social tem grande tendência ao conservadorismo. O PSDB quer conquistar os setores que emergiram no governo petista pela direita; o PT tenta fidelizá-lo com um discurso mais progressista, para não perder o apoio das classes mais baixas que, se não chegaram às classes médias, ascenderam à sociedade de consumo nos governos petistas.

A defecção de grupos de esquerda e a divisão das responsabilidades de governo com tendências que se desentendiam internamente permitiram o milagre da unidade, num momento de crise em que se apostaria na fatalidade da desunião. A saída de Lula do governo e uma aposta na incapacidade da presidenta Dilma Rousseff nas questões de natureza política reiteravam essa previsão. Não foi tão ruim assim. E, pensando bem, pode ser uma grande chance para o PT encontrar o equilíbrio entre os interesses do partido e as exigências do governo.

O documento do PT, aprovado no encontro, é uma tentativa de resgatar a organicidade política do partido que, depois de oito anos de governo Lula (mais oito meses de Dilma) acabou se conformando como uma mera unidade pró-governo. É uma tentativa de ter suas próprias bandeiras, no suposto de que o partido deve assumir o papel de abrir espaço, na sociedade, para medidas de caráter mais progressista. Entenda-se a manifestação política do Congresso do PT como uma tentativa de sair da arena da luta meramente institucional com os partidos aliados e ganhar a opinião pública para suas bandeiras. Por enquanto, o único mérito é tentar retomar o seu papel de intelectual orgânico. Será um grande mérito, contudo, se conseguir levar essa missão a bom termo.

(*) Colunista política, editora da Carta Maior em São Paulo.
No http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5187