quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Cinco anos da Lei Maria da Penha

Cinco anos da Lei Maria da Penha

A lei, sozinha, não resolve tudo. Se resolvesse, bastaria ao Congresso editar uma nova lei e vários problemas brasileiros estariam resolvidos, inclusive a corrupção. Há séculos se discute se a lei deve ter esse caráter pedagógico, regulando situações e comportamentos futuros dos cidadãos ou se, ao contrário, ela deveria ser editada apenas quando a repetição das condutas nocivas ou não desejadas impusesse a sua aprovação. De qualquer modo, no nosso sistema estatal de tripartição de poderes, a primeira regra é a de que o Legislativo elabora as leis, cabendo ao Executivo e ao Judiciário, cada um ao seu modo, executá-las. Em outras palavras, existindo a lei, ela deverá ser imediatamente cumprida, sob pena de cair no esquecimento, ou então virar letra morta.
No dia 22 de setembro deste ano, a Lei Maria da Penha (Lei nº11.340/2006), criada para combater a violência doméstica e familiar contra a mulher, completou cinco anos de vigência. Quando entrou em vigor, duvidava-se de que ela pudesse surtir algum resultado, reprimindo ou mesmo punindo prática que não era vista assim com tão maus olhos, numa sociedade ainda de fortes raízes patriarcais. Afinal, mulher que saía de casa para acusar o seu companheiro era tida como ingrata e atrevida. Deveria, quando muito — e se pudesse —, procurar um psicólogo para resolver os seus problemas. Dizia-se até mesmo que a nova lei iria estimular as mulheres a denunciarem os seus maridos, levando o conflito doméstico para a polícia ou o tribunal, quando é sabido que roupa suja se lava em casa e em briga de marido e mulher ninguém deve meter a colher. Certa delegada de polícia diz ter se cansado de ouvir: “Doutora, eu não matei, não roubei, a senhora vai me prender só porque eu bati na minha mulher?”.
Na verdade, a Lei Maria da Penha trouxe a lume uma dura realidade escondida nos lares brasileiros. Muitas tragédias ocorreram até que se tomasse a iniciativa de reverter a impunidade histórica no Brasil com relação à violência doméstica. A própria Maria da Penha, cujo nome batizou a lei, foi vítima de duas tentativas de assassinato, antes de tomar coragem para processar criminalmente o seu ex-marido.
Considerada uma das três melhores leis do mundo pelo Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher, a lei brasileira contra a violência doméstica é elogiada internacionalmente por ter dado tratamento abrangente ao tema, punindo não apenas a agressão física à mulher, mas também a psicológica, a sexual, a patrimonial e a moral. Estabeleceu a lei, ademais, formas de proteção da vítima pelo Estado, como a previsão de casas de abrigo, delegacias especializadas e medidas preventivas de proteção à mulher.
Em cinco anos de vigência, a Lei Maria da Penha registra hoje a aprovação de pelo menos 80% dos brasileiros, segundo pesquisa realizada pela Fundação Abramo. No Superior Tribunal de Justiça, a quantidade de processos penais envolvendo a violência doméstica de gênero passou de 640, em 2006, para 1.600, em 2011. Um aumento de quase 150%. Embora ainda haja resistência à aplicação da norma por parte de juízes e autoridades, o aumento dos casos demonstra, no mínimo, que as mulheres estão perdendo o medo de se declararem vítimas de violência e denunciarem os abusos. A lei pode melhorar, é verdade. Alguns pontos ainda exigem maior reflexão, como a necessidade da representação da vítima para o início da ação penal, tema já decidido pelo Superior Tribunal de Justiça, mas de modo não unânime. No Congresso estão em curso vários projetos de lei que sugerem alterações no seu texto. Entre avanços e recuos, estamos caminhando. A lei, apesar de nova, já trouxe mudança visível no comportamento das pessoas. A paulatina conscientização de que os problemas domésticos não se resolvem com violência é, sem dúvida, a maior delas.- Mônica Sifuentes  – Desembargadora federal (TRF 1ª Região)

No http://osamigosdobrasil.com.br/2011/10/02/cinco-anos-da-lei-maria-da-penha/

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O dia do professor está chegando, eis aí a homenagem de Cid Gomes, governador do Ceará

A Democracia Esfaqueada



Texto: Rafael Tomyama* Fotos: Alex Costa (DN) - http://www.bocadigital.net/
Farsa montada durante protesto de professores em greve ameaça estabilidade institucional no Ceará
Durante manifestação de professores em luta no Ceará pela implantação do Piso Nacional da categoria em 29/9, um episódio chocou o país: o brutal espancamento de professores dentro do prédio da Assembleia Legislativa, enquanto os parlamentares no plenário votavam uma mensagem do Executivo que não atendia às suas reivindicações. Para tentar justificar o injustificável, o destacamento da Polícia Militar na Casa tentou montar uma fraude com ajuda da imprensa, agora desmascarada. O caso é tão grave que detona, de uma só vez, a credibilidade do governo, do parlamento e da velha mídia no Estado.

Farsa
Chocante. Estarrecedor. Inaceitável. Esta é a verdadeira magnitude de um escândalo que atinge a reputação e credibilidade das instituições parlamentar, policial e jornalística no Ceará. O episódio da “faca”, encontrada e exibida como um troféu à imprensa pelo Comandante da segurança da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará durante manifestação dos professores em greve, no fatídico 29/9 naquele local, foi tida como a prova inconteste, na versão da Polícia Militar, de que o movimento dos grevistas é “violento” e que, portanto, o espancamento do qual foram vítimas foi um gesto de “defesa” da ordem e da integridade de seus membros e da patrimônio daquela Casa Legislativa.
Tese
Mais do que culpabilizar e criminalizar um movimento organizado reivindicatório legítimo, serviu também para sustentar a tese de um “confronto”, em que ambos os lados teriam protagonizado um “enfrentamento” em pé de igualdade, e descartar a do massacre de que foram vítimas. Os professores teriam cometido o sacrilégio de se utilizar da violência, cujo monopólio cabe exclusivamente à força repressiva do Estado.
A imprensa subserviente também fez a sua parte. Fotos e imagens dos professores sangrando foram estampadas ao lado do orgulhoso policial exibindo “a faca”. A versão policial foi transcrita sem a menor preocupação de ouvir professores sobre isso. Diante do conflito em questão era uma informação no mínimo suspeita. E a imprensa repetiu a versão da polícia sem ao menos se dar ao trabalho de checar. Na imagem publicada nos jornais via-se claramente não um cossoco ou uma faca de cozinha ou um cutelo ou uma peixeira, mas uma faca de uso exclusivo militar. Mesmo que ferisse a inteligência da audiência e do público leitor observar que a “prova” era parte de uma farsa, por razões óbvias.
E tem mais: A tal faca chegou na ALEC como? Flutuando? Materializou-se em meio à multidão? Não havia um indivíduo que a portava? Não há uma única de imagem de circuito interno de TV? Uma testemunha idônea? Uma impressão digital? Um resquício de prova qualquer, em que se revela o suposto sanguinário professor esfaqueador? Perguntas que martelavam a cabeça sem poder calar.
Ao observar-se o contexto da tentativa de criminalização de movimentos sociais, é um absurdo que se lance mão de um expediente típico da ditadura fascista, para supostamente “justificar” a repressão, o uso desmedido da força e o massacre aos trabalhadores, taxados de “baderneiros”. Comprovada a farsa, não há voz séria e honrada que não se indigne diante de tamanha monstruosidade.
Desmentido
Mas o patético espetáculo prossegue. Ao estardalhaço no “quente” da notícia segue uma protocolar nota-desementido no rodapé de uma coluna opinativa. Afinal, não se pode acusar o veículo de não ter atuado com isenção. Que é isso? Sobre o erro do jornal e da imprensa em geral, que repetiu como boneco de ventríloquo a mentira, nem uma linha. Porque se admitiria o próprio erro?
Mas os supostos principais politicamente beneficiados pela astúcia da manobra são: o governador do Ceará e o presidente e demais deputados da maioria submissa na Assembleia. Pensavam que poderiam simplesmente esmagar e passar por cima dos trabalhadores em luta, votando a mensagem do Executivo e descendo-lhes cassetetes para que se calassem. Provaram do gosto amargo de uma vitória de Pirro e estão aí de volta para “negociar”. Negociar o quê? Não haviam ganho a parada?
Uma coisa é preciso admitir: o espancamento serviu para coesionar e fortalecer o movimento paredista, que ganha mais e mais adesões e manifestações de apoio de todos os segmentos sociais a cada dia. A cada passeata ou ato político multidões crescentes de lutadores de todas as idades e segmentos sociais se somam aos protestos, numa onda irrefreável de apoio e solidariedade.
A instituição ALEC, na contramão, em mais uma demonstração de sua truculência, publicou nota paga em página inteira no final de semana, nos jornais que circulam no Estado, com o dinheiro dos contribuintes, para fazer de conta que nada demais havia acontecido e posar de vítima e de altiva, por conta das “medidas” ainda a serem tomadas. Oremos para que não sejam novas medidas anti-povo.
Colchões
Vejamos o que diz o apurado por Érico Firmo na Coluna de Política do jornal O Povo em 4/11 (“Faca pertencia à policial”): O coronel Pimentel, comandante militar da ALEC admitiu que a arma era de um membro da própria corporação militar.
Segundo os grevistas, os policiais estavam cortando os colchões em que estavam deitados os professores em greve de fome. É normal isso? Policiais investindo furiosamente contra colchões? Por quê? Qual seria o crime que estariam cometendo pessoas deitadas em colchões? Seriam eles os protagonistas do “ataque” que alegam terem sido vítimas os policiais? Pessoas deitadas em colchões?
Mas isso, a mídia subalterna não questiona. A risível versão policial de que foram empurrados por colchões (que, portanto, poderiam ser cortados) é a versão oficial e definitiva.
Laranjas
Ah, mas tem mais, segundo ele apareceu “outra faca”. Pena que não apareceu nas fotos. Segundo as informações fornecidas pelo próprio Pimentel, provavelmente se desprendeu e caiu quando os professores arremessaram o que tinham nas mãos (quando foram atacados). Arremessaram o quê? Laranjas. Ah, os policiais foram vítimas de um “ataque”. De quê? Laranjas. Com casca ou sem?
É um escândalo. Um atentado à democracia e ao Estado de Direito. Em qualquer país sério do mundo isso resultaria numa apuração isenta e rigorosa. Pra começar. E no mínimo num esclarecimento à sociedade, com aplicação de medidas disciplinares. Mas o que estão dizendo as autoridades? Nada. Silenciaram. Omitem-se? Prevaricam, portanto?
Enfim, tratado neste “nível” de displicência, o deboche vem à tona. Riem da cara do povo. Os “espertos” contam com a certeza da impunidade por seus atos, por se acharem do lado do poder. Mas a história ainda há de contar como, no final de setembro de 2011, as principais instituições da sociedade cearense fracassaram. *Rafael Tomyama é estudante de jornalismo em Fortaleza-CE.

Dilma Rousseff : cala a boca Miriam Leitão!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Dilma falou e disse

“Nós somos também uma parte substantiva dessa grande defesa que é o nosso mercado interno. É isso que faz com que esse país quando cresce, quando investe, quando consome, quando faz politica social, não seja presa fácil da crise internacional. Nós temos força para enfrentar essa crise. Por quê? Fizemos uma política de distribuição de renda, que melhorou o nosso país”. Presidenta Dilma

Professores lutam sozinhos pela qualidade da educação

domingo, 25 de setembro de 2011

Toma lá, Patrícia!

Aí Patrícia Poeta! Um exemplo porreta de "Toma Lá Dá Cá"




A Ambev bancou a bolsa da filha do Zé Serra em Harvard. 1 ano depois que ela voltou, FHC aprovou a fusão (Brahma/Antárctica). Serra era ministro.

E a filha do Serra, depois que voltou de Harvard e depois da fusão, virou diretora da Ambev que doa todo ano R$ 600 mil para o Instituto FHC.
(via Twitter Stanley Burburinho - @stanleyburburin)
No Ornitorrinco

sábado, 24 de setembro de 2011

Em solidariedade aos educadores em greve e contra a trucuência dos gorvernaores


Carolina Rodrigues - Imprensa // fotos e vídeo: Jornalista Kiko Machado Professores estão acorrentados ao Palácio Piratini

Pais de alunos se somam ao protestoHerança dos resultados



Dita, dita, dita ditadura!
Aja em virtude da lógica intrínseca do capital,
Dos impactos perversos sobre o mundo do trabalho,
Do poder corrosivo que a alma devasta.
Manda os seus executarem atos perversos.
Farão o que seu rei mandar.
São cães adestrados lambendo suas botas.
De impactos crueis: derruba, agride, mata.
Dita, dita, dita ditadura!
Faz calar aqueles que se opõem a ti.
Dita, desesperada, dita!

Seu grito não tem eco, não tem popularidade.
Seu grito é repelido pelo escudo da verdade.
O eco da verdade, este sim, está nos alertando
Que a ditadura, inconformada, quer voltar
Aos tempos dos senhores de engenho,
capitães do mato,
Histórico de tortura,
Território livre da denúncia...
Mera repetição do passado,
Lesando os interesses nacionais.
Maldita ditadura!!

Cala-te, ó infeliz!
Contra ti vamos à luta.
Contra o retrocesso
Da sede de poder desenfreada,
Do uso do poder de forma cruel, corrupta e prepotente;
Contra grotescas armações, truculências, aparatos repressivos;
Contra a ambição sem limite;
Contra "infiltrados";
Contra bajuladores idiotizados.
Não pode nos fazer desviar do caminho,
Apagar nossos planos e projetos,
Da defesa democrática de concepções.
Estamos ávidos e solidários aos que enfrentam dificuldades
Nada se compara à alegria da superação.

O mote da luta é:  respeito e cidadania,
Pela dignidade humana;
Pela dignidade nacional.
Somos o diálogo com os Movimentos Sociais,
A juventude conectada,
A sociedade civil organizada,
Um só organismo social,
A vontade soberana do povo,
Um povo orgulhoso,
A democracia, herança dos resultados.

Autora: Terezinha de Deus

Policial Militar ferida na manifestação dos Professores é socorrida por policial militar à paisana

Foto: Rodrigo Coca/Foto Arena

Professores em Greve e ironia na ALMG com Serventes de Pedreiro

Abaixo a ditadura! Salve a educação!

Greve de professores continua no Ceará

Os professores do Estado do Ceará não confiaram nas palavras do Governador Cid Ferreira Gomes e em Assembleia no Ginásio Aécio de Borba decidiram a continuidade da grave. Na última reunião de Cid Gomes com o Comando de Greve, o Governador ameaçou os professores, caso não voltassem ao trabalho, que demissão por abondono de emprego, e multaria a APEOC, em mais de R$ 200 mil.