domingo, 20 de novembro de 2011

“Acredito que, de fato, uma das maiores contribuições do presidente Lula ao processo de transformação do Brasil tenha sido a afirmação de que só era possível um verdadeiro desenvolvimento se nós também nos dispuséssemos a distribuir a renda.” Presidenta Dilma

Em Salvador, líderes reafirmam compromisso com o fim do racismo

No discurso para chefes de Estado da América Latina, Caribe e África, reunidos em Salvador para as comemorações do Ano Internacional dos Afrodescendentes, a presidente Dilma Rousseff citou as marcas deixadas pela escravidão no Brasil.


As mais dramáticas, segundo ela, foram a invisibilidade dos pobres e miseráveis, e a visão de que era possível fazer o país crescer sem incluir e distribuir renda. Lembrando a “revolução social” vivida pelo Brasil no governo do ex-presidente Lula, Dilma Rousseff defendeu o crescimento com inclusão social.

“Acredito que, de fato, uma das maiores contribuições do presidente Lula ao processo de transformação do Brasil tenha sido a afirmação de que só era possível um verdadeiro desenvolvimento se nós também nos dispuséssemos a distribuir a renda”, disse a presidente.

O Palácio Rio Branco, uma construção do século 16 e símbolo da revitalização do centro histórico de Salvador, o Pelourinho, foi o palco do encontro dos chefes de Estado que discutiram medidas para superar a discriminação de que ainda são vítimas os descendentes dos africanos nas Américas.

Dilma Rousseff citou o Censo do IBGE no qual metade da população brasileira se declarou, em 2010, afrodescendente. São 97 milhões de pessoas ou 50,7% da população. E de acordo com estimativas do Banco Mundial, Unicef e Cepal, na América Latina e no Caribe, pelo menos 150 milhões de habitantes são afrodescendentes, o que corresponde a 30% da população destas regiões.

“A despeito dos avanços em prol da igualdade racial, sabemos que a desigualdade persiste. Os afrodescendentes ainda sofrem com o desemprego, a pobreza extrema e a violência. Reverter este quadro é o objetivo maior da Declaração de Salvador que hoje aprovamos”, afirmou a presidente.

No documento, os líderes reafirmaram o compromisso com a eliminação completa e incondicional do racismo e de todas as formas de discriminação e intolerância, o que a presidente Dilma reiterou no seu discurso, condenando a xenofobia.

“Essa diversidade cultural e facial nos une, nos define e enriquece. É uma das nossas grandes contribuições para o mundo de hoje, no momento em que vemos surgir a xenofobia e o preconceito. Somos muito mais de 150 milhões de homens e mulheres e o Brasil se orgulha de ser o país com a segunda maior população negra do mundo depois da Nigéria.”

A Declaração de Salvador também enfatiza que a magnitude das contribuições dos afrodescendentes para a formação social, cultural, religiosa, política e econômica dos países da América Latina e Caribe deve ser valorizada e reconhecida. Além disso, o documento ressalta a importância de preservar e disseminar o rico legado da África e dos afrodescendentes para a construção e desenvolvimento dos países da região.

Fonte: Blog do Planalto

No http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=169013&id_secao=1

Samba Enredo Gaviões da Fiel 2012 OFICIAL ( c/legenda ) HD

Brasil. Uma história inconveniente (BBC 2000)

Lula, nós do VithaMulher, aqui na cidade de Paulo Afonso, estamos com você na luta contra o câncer. Teima,lula!

CORAL PAULO AFONSO









Cachoeiras em Paulo Afonso - Bahia

CACHOEIRA DE PAULO AFONSO BAHIA 

 

 Usina Hidrelétrica de Paulo Afonso (BA)- CHESF

Teleférico sobre o Rio S Francisco em Paulo Afonso - Ba

MONUMENTO O TOURO E A SUCURI
O Touro e a Sucuri - Chesf - Usina de Paulo Afonso - Bahia

A História desta escultura está relacionada com as transformações feitas pelo homem para desviar o curso do Rio São Francisco, aproveitando suas quedas dágua. É um obra de Diocleciano Martins de Oliveria inspirada no poema de Castro Alves. No monumento, a força da natureza é representada pela Sucuri e o esforço do homem representado pelo Touro, que através da técnica tenta dominá-la

The story of this sculpture is related to the man-made transformations to change the course of the "São Francisco River", taking advantage of its enumerous waterfalls. It´s a work of art by Diocleciano Martíns and it was inspired by a poem by Castro alves. In this monument, nature´s strength is represented by the "sucuri - python snake" and the efforts of men is
represented by the bull, who, using his technique, is trying to tame the snake.

O TOURO E A SUCURI
Castro Alves

Assim dir-se-ia que a caudal gigante
Larga sucuruiaba do infinito
Co'as escamas das ondas coruscantes
Ferrara o negro touro de granito!...
Horrido, insano, triste, lacerante
Sobe do abismo um pavoroso grito...
E medonha a suar a rocha brava
As pontas negras na serpente crava!



Credito:Ricardo Stuckert / Instituto Lula
Credito:Ricardo Stuckert / Instituto Lula
Em tratamento contra câncer, Lula raspa cabelo e barba

TEIMA, LULA! 
SEJA FORTE COMO UM TOURO!
TEIMA, LULA, 
PORQUE VOCÊ É A NOSSA ENERGIA!

Rico tem dinheiro mas o pobre é quem paga a conta

Três perguntas cretinas para os poderes da nação #blogmundofoz #teimalula #ForçaLula

Três casos que estavam aí pela mídia. Três perguntas que não me saem da cabeça.
Poder Executivo - Um acampamento indígena é atacado e um cacique alvejado a balas. Representantes do governo federal repudiam fortemente o ocorrido e demandam rápida investigacão sobre as causas do atentado.
Pergunta cretina: Se, em última instância, for “descoberto” que a razão principal é a incompetência do próprio Estado brasileiro em devolver as terras ocupadas ilegalmente pela agropecuária, o governo topa indenizar os índios com o dobro do valor que foi emprestado pelos bancos públicos a essas fazendas?
Poder Legislativo - Quatro funcionários do Ministério do Trabalho e Emprego são emboscados e chacinados em Unaí (MG), em 2004, por fiscalizar fazendas da região. Até agora ninguém foi julgado. Mas a Assembléia Legislativa de Minas Gerais condecorou um dos acusados de ser o mandante do crime.

Pergunta cretina: A Assembléia Legislativa do Pará não poderia condecorar também alguns fazendeiros da região de Marabá que conseguiram a proeza de não terem sido citados no inquérito policial do Massacre dos 19 trabalhadores rurais em Eldorado dos Carajás? Ou os responsáveis pela Segurança Pública no Estado que, provavelmente, nunca responderão por isso? Dando certo, rola pedir para a Assembléia Legislativa de São Paulo fazer o mesmo quanto ao Massacre dos 111 no Carandiru?
Poder Judiciário - O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o desembargador Teodomiro Cerilo Mendez Fernandez a pagar R$ 238 mil por espancar um homem dentro de uma Delegacia em 1993. Ele o havia “confundido” com um assaltante. Teodomiro chegou a ser condenado a quase cinco meses de prisão, mas o crime prescreveu. A mesma Justiça paulista mandou Maria Aparecida para a cadeia por ter furtado um xampu e um condicionador (ela perdeu um olho enquanto estava presa). Sueli também foi condenada pelo roubo de dois pacotes de bolacha e um queijo minas.
Pergunta cretina: O erro de Aparecida e Sueli foi a) não terem espancado ninguém na saída do supermercado, b) viverem em uma sociedade em que o direito à propriedade é mais importante que o direito à dignidade e à vida ou c) terem nascido pobres em um país onde o acesso à Justiça depende de quanto você tem em caixa?
 No http://dilma13.blogspot.com/2011/11/tres-perguntas-cretinas-para-os-poderes.html#more

Para a mídia golpista brasileira: "O melhor é dizer: Vão procurar o que fazer!"

TUDO JÁ FOI DITO UMA VEZ, MAS COMO NINGUÉM ESCUTA É PRECISO DIZER DE NOVO

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Fernando Montalvão é colunista do Site Notícias do Sertão.
Fernando Montalvão fala das "reporcagens" na mídia nacional

Na manhã de hoje (19), acessando a mídia eletrônica local, nos sites bobcharles e PAN me deparei com matéria transcrita da revista Época sobre o Min. das Cidades dep. Mário Negromonte. Pela Internet, acessei a página da revista eletrônica, edição de 18.11, lendo sob o título “Deu bode na festa”.
 Segundo a revista, o Ministro usou de uma festa patrocinada com recursos públicos em proveito pessoal e de seu filho, este, deputado estadual pelo PP-BA.  Como sempre, um Procurador Federal de plantão, Dra. Janice Asacari, disse e tá dito que o cartaz com a foto do Ministro no local da realização da “Festa do Bode”, evento anual de iniciativa de Delmiro do Bode, tinha promoção de cunho pessoal, o que é proibido pele Constituição Federal, incorrendo o Ministro em ato de improbidade administrativa e propaganda irregular.
Para a repórter subscritora da matéria, Isabel Clemente, deverá ter chegado à conclusão de que terá agradado a direção da revista golpista e com a ridícula reportagem a Presidente Dilma deverá dizer para Mário que a “festa do bode deu bode” e que ele deverá pedir para pegar o boné. Acontece que a revista Época já disse e como ninguém escutou, terá que dizer de novo, como um ruminante que mastiga sem parar, como boca de velho.
Votei em Mário apenas uma vez, quando ele se candidatou a deputado estadual pelo PMDB. Não tenho amizade pessoal a frequentar sua casa e mantenho relacionamento amistoso sem qualquer vinculação política, creio até pela legenda, o PP, talvez, por ser velha reminiscência da Arena, partido de sustentação do governo militar, já sepultado. Então, trato do assunto Mário Negromonte sob a ótica de um cidadão sem cor partidária.
A minha ótica é simples. Paulo Afonso ao longo de sua história política nunca teve um Ministro de Estado, e da região nordestina do Estado, somente Ribeira do Pombal teve outro Ministro, Oliveira Brito, ex-juiz de direito em Jeremoabo e ex-ministro da Educação. As lideranças políticas que se sedimentaram em Paulo Afonso a partir de sua emancipação, permaneceram na mesmice da politiquice e brigas paroquiais sem nunca pensar em vôos mais altos. Se Mário hoje é Ministro da República, Paulo Afonso deveria a ele se unir na briga de golpes baixos da grande imprensa nacional e refutar acusações levianas e irresponsáveis, tal como a da revista Época, sem que com isso comprometa a posição política local de cada grupo ou partido político.  
O problema é que Paulo Afonso nunca teve consciência de sua importância política e sempre se portou como Município de coleta de votos. Deputado Estadual eleito com base eleitoral a partir de Paulo Afonso teve apenas Luís de Deus, vindo agora Paulo Rangel que embora nascido e identificado com Paulo Afonso, não tem aqui sua maior base. Da região tivemos e temos deputados o Dr. João Gonçalves de Carvalho Sá, conhecido como Carvalho Sá, em Jeremoabo, Accioli e Fernando Andrade em Cícero Dantas, e Marcelo Nilo, em Antas, atual Presidente da Assembléia Legislativa do Estado. De Glória tivemos Mário Reis. Eu trato aqui de Paulo Afonso depois de 50 anos de história.
A reportagem da Revista Época pelo que pude interpretar, não surgiu como a chuva que cai do céu. Pelos detalhes, nomes de pessoas citadas, dados fornecidos e ela como um todo aparenta mais como “missa encomendada”, jogo baixo, com seu nascedouro aqui em Paulo. É apenas uma interpretação que faço, já que aparenta mais uma delatio a recair no Governo Dilma.
O que se deve entender que a reportagem com o nome do Ministro Mário Negromonte na “Festa do Bode”, assim como as denúncias contra o Ministro do Trabalho, Lupi, tem como alvo não as próprias pessoas, já que os tiros disparados na imprensa golpista visam desestabilizar o Governo Dilma. Vários ministros já sucumbiram e o último foi Orlando Silva que converteu o Ministério dos Esportes em ministério de compensação para lhe dar destaque nacional e internacional. Se qualquer ONG recebeu e não aplicou os recursos para os fins destinados, isso não poderia e nem poderá comprometer qualquer Ministro, desde que o Ministério exija a prestação de contas e se irregulares, instaure o processo de Tomadas de Contas Especial e as encaminhe ao TCU. Se o gestor do dinheiro público é responsabilizado, será acionado para devolver dinheiro aos cofres públicos e poderá responder por improbidade e crime contra a administração pública.
É preciso se por um limite ao denuncismo barato e acusações bobas como o fato de um Ministro de Estado viajar em um avião particular de pessoa ou empresa.  O que seria inaceitável, e que é tão comum nos Municípios brasileiros, seria abastecer a aeronave com recursos públicos. Hoje se um cidadão tem uma ação na justiça e tem sentença contra si, ele não pensa em recorrer, sua reação imediata é acionar o CNJ, como se o tor do ato decisório se constitua infração disciplinar.
A reportagem ridícula da Revista época usa expressão chula que deveria ficar distante de um meio de comunicação de alcance nacional, como “seu amigo prefeito enrolado”. Repetindo o que foi dito e não foi escutada, a Revista, repetindo conversa mastigada, volta a tratar de recursos do Governo Federal liberados ao Município de Glória onde a mulher do Ministro é a Prefeita, fazendo remissão a uma pista de Cooper.
Tenho contato direto com Glória desde os idos dos anos noventa quando da administração de Ademi Vieira Barros, e até recentemente o Município viveu de migalhas, se contentando aqui com uma quadra poliesportiva, acolá com uma aguada, um trator de pneu e sem investimentos conseqüentes para o desenvolvimento do Município. O recurso alocado por Mário, por emendas, se deu quando ele era ainda deputado e o Prefeito era Policarpo. Glória terá uma qualidade de vida melhor e ai eu pergunto: Qual teria sido o crime de Mário? É crime trazer investimentos de melhoria para a população local? Será Glória o único Município da Bahia que Mário alocou recursos no Orçamento da União?
As denúncias ocas contra Mário e Lupi, como também foram as contra o ex-ministro Orlando Silva, tem a pretensão de todo dia Dilma trocar de Ministro. Até quando a República vai ficar a mercê de matérias ridículas como a da Revista Época.  Conselho para Mário e Lupi: Façam como dizia Ibrahim Sued, antigo colunista social: “Enquanto os cães ladram a caravana passa”.
O cidadão ao ouvir denúncia contra Lupi, por exemplo, deveria indagar o seguinte: Ele veio da administração de Lula e permaneceu no Governo Dilma sem maior destaque e de um momento para outro é alvo de denúncia, como de voar em um jato particular no ano de 2007,  será que ele contrariou interesses de patões sonegadores?
AH! Complementando. A revista Época ouviu a D. Janice Ascari, Procuradora da República sobre a colocação dos outdoors com retrato de Mário e ela disse que contraria o princípio de pessoalidade, constitui violação a letra da lei, o que gera improbidade, e é propaganda irregular. Mário pagou do próprio bolso a colocação do outdoor como a antecipar propaganda eleitoral? O outdoor foi pago com recursos públicos?  Se algum correligionário ou até desafeto político local pagou do próprio bolso, o Ministro poderá vir a ser responsabilizado?
Pelo que tomei conhecimento em primeira hora, é que os recursos liberados para o evento foi por intermédio de uma empresa, dentro da previsão legal. O bode no sertão e suas iguarias fazem parte de nossa cultura. Coitado do bode sertanejo, até para ele dá bode. 
O melhor é dizer: Vão procurar o que fazer!
NA MIRA. Celso Brito, vereador do PSB, estava em seu canto e anunciou sua pretensão de sair candidato a Prefeito pelo Partido nas próximas eleições. A resposta veio imediata com a divulgação de uma auditoria do SUS e possível comprometimento do ex-secretário de saúde do Município. Se a pretensão realmente é de se candidatar, é melhor se acostumar.  Celso deverá raciocinar de que se falam dele é porque ele existe e se existe está incomodando. Aproveitando a deixa, aconselho a Celso ser complacente com a imprensa. Todo homem público tem explicações a dar e se não tem conhecimento do possível relatório da auditoria interna do Ministério da Saúde, deveria dizer que iria procurar saber o teor e prestar explicações posteriores. O que não pode é evitar a imprensa.
A imprensa eletrônica tem endereço certo. Ozildoalves e acordasertão tem vinculação com o PP. O PAN é da linha de frente da situação. O noticiasdosertão é de oposição. O quarttopoder agora é o mais noticioso. Bobcharles, o bom guerrilheiro bob, embora da assessoria da Prefeitura, tem linha por demais conhecida e o seu forte é a seção bastidores.  A folhasertaneja é residência para o conhecimento de nossa história.  Desculpe se deixei de citar mais alguns, é que me foquei nos sites de natureza política. Se for imprensa tem que ser recepcionada e cada eleitor faça sua  escolha. 
CAMPANHA COM INTENSIDADE. O Dr. Pantoja, da Vara do Juizado Especial e cumulando as Varas Crime de da Infância desencadeou uma campanha contra o barulho em Paulo Afonso. Confesso que desarmamos o senado do Calçadão da Getúlio Vargas pelo excesso de barulho que impedia a gente discutir para baixar resoluções. A título de contribuição, em primeira hora, a campanha deverá ter cunho educativo, usando da repressão em caso de reincidência e sem necessidade de interditar o evento ou instauração de procedimento penal.  O som dos carros volantes de propaganda entre nós sempre foi uma agressão aos tímpanos e a cidadania. Louvável a iniciativa.
FRASE DA SEMANA. Para ganhar conhecimento, adicione coisas todos os dias. Para ganhar sabedoria, elimine coisas todos os dias. Lao-Tsé.
Paulo Afonso, 19 de novembro de 2011.
Fernando Montalvão é colunista do Site Notícias do Sertão.
Titular do Escrit. Montalvão Advogados Associados.
No http://www.noticiasdosertao.com.br/colunistas/montalvao/6981-TUDO-FOI-DITO-UMA-VEZ-MAS-COMO-NINGUM-ESCUTA-PRECISO-DIZER-NOVO.html

sábado, 19 de novembro de 2011

Respeitem o nosso eterno Presidente Lula e

Em tratamento contra câncer, Lula raspa cabelo e barba
Dobrem a língua para falar do SUS
 

Dobrem a língua para falar do SUS
 
11/11/2011 12:23
Por Dr. Rosinha, publicado no site Congresso em Foco - 
Por excesso de trabalho, entro neste debate atrasado. Mas, como sempre, antes tarde do que nunca. Não poderia deixar de fazê-lo mesmo que muitos já tenham se manifestado sobre o tema.
Alguns, como Nina Crintzs, no ótimo texto “Eu, o SUS, a ironia e o mau gosto”, contaram o seu drama pessoal. Ao iniciar, peço desculpas, porque sei que aqui não é um espaço autobiográfico, mas também conto um pouco da minha vida.
Nunca me esqueço, nem hei de esquecer, uma pequena e triste história que meu pai contava. Contou-me ele que adoeci quando tinha menos de um ano de idade. Pegou-me no colo e caminhou por mais de doze quilômetros, a pé, para me levar a um médico.
Não tinha dinheiro no bolso. Levava no seu íntimo a esperança e, na sua honradez, a promessa. A esperança de que o médico me atendesse, e a promessa de pagá-lo depois que vendesse a colheita ou algum animal (porcos ou galinhas). Ele era um pobre lavrador, empregado em uma propriedade rural.
Caminhou de volta o mesmo percurso, trazendo nos braços o mesmo fardo e, na alma, a tristeza, pois mataram sua esperança e não acreditaram na sua honradez. O médico não me atendeu. Esse fato ocorreu há mais de 60 anos.
Quando estudante de medicina, na década de 1970, antes da criação do SUS (Constituição de 1988), o cidadão ou cidadã tinha a carteira de trabalho assinada ou então não era atendido pelos serviços de saúde, principalmente o atendimento médico.
Se tinha carteira assinada, ia para as enfermarias dos hospitais públicos e filantrópicos. Caso contrário, ia para outras enfermarias, com maior número de leitos, com uma anotação na cabeceira da cama: “N/C” (não contribuinte). E, no jargão do serviço médico, a pessoa era identificada pelo número do leito (raramente tinha nome) e chamada de “indigente”.
A história da saúde pública brasileira é cheia de fatos, de casos e descasos com os cidadãos e cidadãs, principalmente pobres. Para que deixassem de ocorrer casos e descasos é que um grupo de militantes da saúde, entre os quais me incluo, lutamos para construir um sistema público, que garantisse a saúde como direito do cidadão e da cidadã. Assim começamos, na década de 1980, na contramão do que ocorria no mundo, que privatizava tudo, a construir o Sistema Único de Saúde (SUS).
A maioria daqueles que hoje escrevem contra o SUS não conhece o SUS, apesar de muitas vezes terem sido atendidos ou usado serviços do sistema. Baseiam sua críticas tendo como referência as TVs, principalmente a Globo, ou matérias jornalísticas suspeitas.
Por não conhecerem o SUS, no geral, as críticas têm um viés preconceituoso e de desqualificação do SUS e, no caso especifico do Lula, duplamente preconceituoso. Poderia fazer uma lista enorme de governantes e ex-governantes que, quando adoecem, são atendidos pelo sistema privado ou mesmo vão para o exterior, mas o Lula não pode, ele tem que ir para o SUS, como se fosse obrigado.
Há que lembrar que ser atendido pelo SUS é um direito, não uma obrigação. É obrigação do Estado oferecer o atendimento, que ainda é falho por culpa de muitos dos governantes, como, por exemplo, no Estado de São Paulo (governado há mais de uma década e meia pelo PSDB), que não priorizam a saúde pública e trabalham para privatizar ou terceirizar todos os serviços públicos de saúde.
Dias atrás, um amigo foi convidado para ir numa sala de aula do Ensino Médio para falar sobre o SUS. Disse-me que entrou na sala e entregou uma bala (o que é politicamente incorreto) para cada um dos alunos e, em seguida, perguntou se algum deles já tinha usado o SUS naquele dia.
Como era de manhã, a reposta foi um unânime “não”. Pois bem, disse ele, no momento em que vocês estiverem chupando a bala, estarão usando o SUS. Todo cidadão ou cidadã, no momento em que está se alimentando ou vacinando seu filho ou tomando medicamentos, queira ou não, saiba ou não, está usando o SUS, pois todos os produtos são submetidos à vigilância sanitária.
O controle de epidemias é feito pela vigilância epidemiológica, ou seja, pelo SUS. Portanto, dobrem a língua para falar do SUS.
O SUS atende em todas as áreas, e, para ficar em uma só – em função da infelicidade do ex-presidente Lula, a quem sou solidário por ser vítima duas vezes, pela doença e pelo preconceito –, cito só o câncer. São feitos pelo SUS cerca de 30 milhões de procedimentos por ano no atendimento a pessoas que têm câncer.
Cobram que o Lula vá ao SUS, o que pode ser considerado correto, se não pagassem seguro saúde ou atendimento particular. Tanto num como noutro caso, buscam o ressarcimento das despesas médicas no imposto de renda, ou seja, descontam o que pagaram no imposto. Essa prática faz com que, por ano, o governo deixe de arrecadar aproximadamente 5 bilhões de reais. Dinheiro que iria para o SUS.
Joga-se a conta do médico particular ou do seu seguro de saúde para que, indiretamente, o povo pague. Sobre isto, nenhum comentário.
Termino com o recado da Nina Crintzs: “Fazer piada com a tragédia alheia não é humor, é mau gosto. É, talvez, falha de caráter. E falar do que não se conhece, é coisa de gente burra”. Luana Piovani, isto também é para você.
Estamos construindo o SUS para quem ninguém mais volte para casa com os filhos nos braços sem serem atendidos.
* Dr. Rosinha é Médico e atualmente exerce o quarto mandato na Câmara dos Deputados, pelo PT do Paraná.

 












 No http://www.democraciasocialista.org.br/democraciasocialista/artigos/item?item_id=134197


"PSDPrê"


Charge de Cazo para o Comércio do Jahu


Alguém acredita seriamente que os estudantes que apóiam a PM na USP fumam menos maconha do que aqueles que são contra?

Datafolha sobre o apoio à PM na USP é uma aberração estatística



No último domingo, o jornal Folha de São Paulo publicou matéria que, além de mau jornalismo, pode ser considerada uma farsa revoltante e uma legítima aberração científico-estatística. Pesquisa do instituto Datafolha, que pertence ao grupo que controla o jornal, foi estampada em sua primeira página sob um título que distorce os fatos e que se baseou em uma grosseira manipulação da base de dados da pesquisa.
Dizem que a melhor forma de esconder alguma coisa é fazê-lo à vista de todos, sobretudo em países em que a opinião pública majoritária, a de classe média – que é a parcela da sociedade que lê jornais – é tão pouco atenta, de cultura geral tão baixa e tão facilmente manipulável como ocorre no Brasil. Foi assim que a Folha deixou ver no próprio título de sua matéria a distorção mal-intencionada e estarrecedora que cometeu.
Vejamos a principal manchete de primeira página que estampou a edição da Folha de São Paulo de 13 de novembro de 2011:

58% dos alunos da USP apoiam a PM no campus”.
A grande má fé nessa matéria, nessa manchete e na própria pesquisa que apurou esse dado saltam aos olhos por várias razões, todas incontestáveis. E o que preocupa não é apenas a ousadia dos autores dessa farsa, mas confiança deles na incapacidade da opinião pública de pensar por si mesma e de enxergar o óbvio, uma confiança que se vê justificada ao se analisar manifestações dessa “opinião pública” que a imprensa expõe em colunas de leitores em jornais e revistas ou em comentários de internautas em sites ou blogs corporativos da grande mídia.
A primeira razão é a que deveria saltar mais aos olhos, mas que quase passa batida. A presença da polícia na USP é uma questão de Segurança Pública e que, portanto, de forma alguma afeta só os alunos da USP, mas a todos aqueles que trabalham na Cidade Universitária, como professores e outros funcionários da instituição, sem falar em quem não trabalha ou estuda por lá, mas que tem que ir ao local pelas mais variadas razões.
A segunda razão é a de que a pesquisa não ouviu só os estudantes que freqüentam a Cidade Universitária, na Zona Oeste da capital paulista, mas outras unidades da Universidade de São Paulo até em outras cidades do Estado, pessoas cujas opiniões sobre o que acontece no campus paulistano têm a mesma validade que as de quaisquer outros cidadãos de qualquer outra parte do país porque essas pessoas não estão expostas ao que se passa por lá.
A terceira razão é a minimização escandalosa da contradição que a pesquisa também revelou à vista de todos e que, aí sim, deveria ter sido a manchete principal de primeira página da Folha de domingo passado se o jornal não tivesse tentado manipular a informação distorcida que seu instituto de pesquisa apurou: apesar de a maioria (58%) do universo pesquisado apoiar a PM na Cidade Universitária, maioria similar (57%) acha que a presença da polícia por lá não adianta nada, sendo que apenas 27% dos pesquisados acha que adianta.
A matéria da Folha e a própria pesquisa Datafolha em tela, além da farsa, também encerram valiosas informações sobre a mentalidade elitista e excludente não só da própria USP, mas da grande imprensa.
Antes de prosseguir, leitor, analise, na foto logo abaixo deste parágrafo, a contraposição das imagens de manifestações dos estudantes que apoiam a PM na USP e dos que são contra.

Certamente o leitor já intuiu o que vem a seguir.
Somem-se as imagens a outros fatos: a matéria da Folha revela que o apoio à PM detectado pelo Datafolha é majoritário entre os alunos de Exatas (77%) e Biológicas (76%), mas é amplamente minoritário entre os alunos de Humanas (54% contra e apenas 40% a favor).
Somemos, finalmente, esse dado sobre as áreas que apóiam ou não a PM à informação que a ombudsman da Folha, Suzana Singer, ofereceu no último domingo, de que “Os alunos de maior poder aquisitivo estão, em geral, nos cursos de engenharia, economia e medicina [exatas e biológicas], não em filosofia, ciências sociais, história e letras [Humanas]”.
Fica perfeitamente claro, portanto, como é ridículo dizerem “filhinhos de papai” os estudantes da USP contrários à PM no campus. Eles pertencem, como se vê, àquela minoria do corpo discente da universidade composta por jovens que muitas vezes são pobres e chegaram com esforço hercúleo à universidade gratuita apesar da falta de condições financeiras, como mostram a pesquisa, os fatos e as fotos.
Este post chega ao fim deixando o leitor com uma reflexão: alguém acredita seriamente que os estudantes que apóiam a PM na USP fumam menos maconha do que aqueles que são contra?
No http://www.blogcidadania.com.br/2011/11/datafolha-sobre-o-apoio-a-pm-na-usp-e-uma-aberracao-estatistica/

Globo - nem tudo a ver

Belo monte de inúteis


A contragosto – porque o assunto é chato e inútil – e a pedido de um amigo virtual assisti a uma peça publicitária que circula na internet. No vídeo, um bando de playboys e socialites militontos –  autoproclamados “artistas”, mas que não passam de arroz-de-festa – destilam baboseiras sobre a futura usina hidrelétrica de Belo Monte.
Por falta do que fazer, abraçaram causa pseudo “ecológica” e doaram um tiquinho do tempo que passam torrando dinheiro em shoppings para gravar um vídeo em que o bando de branquinhos, loirinhos de classe média alta se atira à defesa de “índios” em uma peça que, se tirarem som e legendas, facilmente pensarão que foi produzida na Noruega.
Gente que provavelmente, em boa parte, nunca viu um índio de perto defendendo “índios”. Gente que só conhece por fotos a região da futura usina dando ao governo a receita “brilhante” de que, em vez de construir hidrelétricas, aumente o parque energético do país com energia “eólica” ou “solar”. Um país que tem, “apenas”, 8.514.876 km²…
O bando de “atores” e “atrizes” da Globo, porém, não teve nenhum surto de consciência social. Está apenas “trabalhando”, porque a mesma grande mídia golpista, racista e de ultradireita que vive tentando inventar um “apagão” como o que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deixou acontecer, é contra Belo Monte.
O vídeo é uma empulhação do começo ao fim porque deixa a sensação de que a usina hidrelétrica destruirá uma região que deve ser preservada, sim, mas que tem que dar ao país ao menos essa tão necessária fração das riquezas naturais que encerra. Fizeram o mesmo com as obras no Rio São Francisco, pois são obras que colocarão o Brasil no século XXI.
Apesar de Lula ter investido pesadamente em geração de energia elétrica de forma a reverter o desastre energético que herdou de FHC, este país está no limite de sua capacidade de geração de energia. Em uma década, se tanto, sem uma matriz energética ampliada este país para. Não haverá energia eólica, solar ou nuclear que baste, sem novas hidrelétricas.
Onde vamos construí-las? Na Barra da Tijuca ou nos Jardins, onde habitam as socialites e playboys da tal peça publicitária que me consumiu preciosos minutos da vida mortal?
Com a pujança econômica que este país vem exibindo em um mundo embasbacado com ela por estar atravessando a pior crise econômica desde o início do século passado, não construir hidrelétricas capazes de sustentar esse crescimento, sobretudo em um país tão carente de redução da pobreza, seria um crime de lesa-pátria igual ao que cometeu FHC.
Que fique claro: para um país deste tamanho, energia hidrelétrica é a única alternativa de curto prazo, sendo as energias nuclear, eólica ou solar um legítimo delírio, porque jamais haveria como suprir dessa forma uma demanda energética que cresce em escala geométrica e que deve crescer ainda mais rapidamente nos próximos anos.
Não precisam acreditar em mim. Busquem informação com qualquer especialista e perguntem se há como suprir com energia nuclear, vento ou luz do sol a demanda descomunal por energia que tem hoje o país. É uma farsa, pois, acenarem com moinhos de vento ou com caríssimos painéis solares equipando casas, fábricas, comércio, hospitais etc.
O que revolta mesmo, porém, é usarem “os índios”. Será que um país deste tamanho não tem condições de oferecer outro local para as populações daquela região? Claro que se fosse verdadeira essa empulhação dos empregados da Globo de que o governo pretende jogar “os índios” no meio da rua, eu estaria entre os primeiros a cobrar consciência social. Mas é mentira.
Toda essa farsa se explica porque, ao lado do fracasso da Copa de 2014 ou de uma recessão causada pela crise internacional, um “apagão” energético neste governo, de preferência igual ou pior do que o produzido pela inépcia de FHC, está entre os objetos de desejo dessa direita insana que tenta recuperar o poder ao custo da literal sabotagem do país.
(...)
Mas não deixe de ler, também, Belo Monte e o pensamento binário
No http://www.blogcidadania.com.br/2011/11/belo-monte-de-inuteis/