segunda-feira, 26 de março de 2012

“Os defeitos do Mercosul são nossos defeitos e vamos lutar até a morte, sem concessões e sem afrouxar. Negociando, brigando e resmungando”, assegurou o presidente uruguaio.

Mujica: “Ai de nós se não existisse o Mercosul”


Nesta segunda-feira (26), o Mercado Comum do Sul (Mercosul) completa 21 anos. O bloco foi instituído em 1991 pelo Tratado de Assunção assinado entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Hoje, a Venezuela está em processo de adesão. Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru são membros associados e México e Nova Zelândia, Estados observadores.


Em seu discurso na 41ª Cúpula do Mercosul, realizado nos arredores de Assunção, Dilma Rousseff destacou
o bom momento das economias dos países que integram o grupo/ Foto: AP
Assinado pelos presidentes Fernando Collor de Mello (Brasil) e Carlos Menem (Argentina), o tratado refletia o espírito mercantilista e livre-cambista da época. Funcionou como um instrumento adicional para a liberalização da economia regional sem divergir das grandes linhas do Consenso de Washington.

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Com a ascensão de governos progressistas e, sobretudo, a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003, a política do bloco mudou e o Mercosul tornou-se um dos instrumentos para fomentar a integração regional. Em 2005, o projeto dos Estados Unidos que visava criar a Área de Livre Comércio das Américas (Alca) foi rechaçado pelo grupo.

Marcado por contradições, a eficácia do bloco é constantemente questionada, principalmente pela diferença entre as economias do Brasil e dos demais integrantes. Apesar disso, em declarações recentes, o presidente uruguaio José Pepe Mujica afirmou que, para além das contradições e disputas comerciais no interior do Mercosul, ele é estratégico para o crescimento das indústrias locais e para o fortalecimento dos mercados internos no atual cenário internacional.

“Temos um Mercosul que tem suas contradições, que respeitamos pouco e que todos os dias fazemos alguma critica, mas ai de nós se ele não existisse”, apontou. “Os defeitos do Mercosul são nossos defeitos e vamos lutar até a morte, sem concessões e sem afrouxar. Negociando, brigando e resmungando”, assegurou o presidente uruguaio.

“Se não tivéssemos o Mercosul, a quem venderíamos esses carrinhos que fabricamos? Aos Estados Unidos ou à Alemanha?”, se perguntou o mandatário durante o discurso proferido durante a Assembleia anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Da Redação,
Vanessa Silva

O que esse Senador do crime organizado ainda faz no senado?! Ainda pior, por que não está na cadeia?!!


Cachoeira e o clube dos 15



O bicheiro goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, o “Carlinhos Cachoeira”, adquiriu da provedora de telefonia norte-americana Nextel 15 aparelhos, os quais cedeu a pessoas de sua confiança. Segundo as investigações da Operação Monte Carlo, levada a cabo pela Policia Federal, um policial corrupto dessa corporação orientou o bicheiro a habilitar os aparelhos nos Estados Unidos de forma a que ficassem imunes a grampos legais e ilegais.
Há três semanas, a Polícia Federal prendeu Cachoeira durante a Operação Monte Carlo, sob acusação de liderar uma quadrilha que operava máquinas caça-níqueis em Brasília e Goiás. E descobriu que, dentre os 15 telefones que ele distribuíra, um fora entregue ao líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO), promotor de carreira que ficou conhecido por acusar seguidamente de corrupção o governo do PT, seus membros e aliados.
Em um primeiro momento, de jornalistas a políticos (do governo e da oposição) saíram em defesa do líder do DEM no Senado – que, até o momento, ainda ocupa o cargo, apesar das denúncias arrasadoras.
Logo após a revelação de que o bicheiro havia dado presentes caríssimos a Demóstenes, este subiu à tribuna do Senado para dar suas explicações, ao que 43 senadores o apartearam prestando solidariedade e apoio. Quatro adversários petistas – Eduardo Suplicy (SP), Paulo Paim (RS), Jorge Viana (AC) e Marta Suplicy (SP) – foram à tribuna defendê-lo.
Em seguida, jornalistas como Reinaldo Azevedo, da revista Veja, também fizeram questão de lembrar ao distinto público a “gloriosa” trajetória de Demóstenes, que, até poucos dias atrás, dispunha de grande espaço na grande mídia para acusar os adversários de envolvimento com corrupção (!).
Como se fosse pouco, no fim de semana vieram à tona denúncias como a da Carta Capital, de que Demóstenes teria faturado incríveis 50 milhões de reais no esquema de Cachoeira. E, para coroar tudo, o jornalista Luis Nassif denunciou no domingo, em seu blog, que a operação Montecarlo, da Polícia Federal, teria encontrado mais de 200 ligações entre o bicheiro e pessoas da direção da revista Veja.
O silêncio ensurdecedor da classe política em relação a Demóstenes, seu possível envolvimento até com meios de comunicação, tudo isso é afetado por um número cabalístico: o número 15.
O trabalho que o criminoso teve para habilitar os aparelhos fora do país de forma a imunizá-los contra escutas e o fato de um desses aparelhos ter ido parar nas mãos – ou nos ouvidos – de um político do peso do senador do DEM de Goiás, sugerem que os outros 14 aparelhos não devem ter ido parar nas mãos de qualquer um.
A Operação Monte Carlo flagrou ligações de Cachoeira para autoridades do governo de Goiás, sob comando do tucano Marconi Perillo, e detectou que, ano passado, um relatório de quase 500 páginas com endereços e nomes de integrantes da quadrilha que explorava jogos ilegais fora entregue ao então diretor-geral da polícia do governo do Estado. E nada aconteceu. Se não fosse a Polícia Federal, Cachoeira continuaria livre.A polícia de Perillo sentou sobre o caso.
A PF também captou conversa telefônica em que Cachoeira pede ao ex-presidente da Câmara Municipal de Goiânia Wladimir Garcez (PSDB) que interfira em operações da Polícia Civil para combater jogos ilegais. De acordo com a Polícia Federal, o ex-vereador Garcez intermediava os contatos entre Carlinhos Cachoeira e o governador Perillo. A PF apurou que Garcez trocava torpedos com Perillo.
Ainda não foram divulgados os nomes dos outros beneficiados – ou, agora, amaldiçoados – pelos outros 14 aparelhos Nextel. Não parece difícil intuir, no entanto, que Cachoeira deve ter dado a pessoas que de forma alguma poderiam ser flagradas conversando consigo por ocuparem posições de importância análoga à do senador da República Demóstenes Torres.
Assim como se descobriu que o ex-publicitário Marcos Valério estendeu tentáculos por PT, PSDB, DEM etc., supõe-se que o silêncio da classe política em relação a Cachoeira pode decorrer de situação parecida com a do pivô do escândalo do mensalão, mas não só. A notícia divulgada ontem por Luis Nassif, de que membros da direção da Veja teriam mantido centenas de contatos com o bicheiro, dá a dimensão daquilo em que esse escândalo pode se converter.
Após a descoberta das relações de Cachoeira com um senador e um grande meio de comunicação, não parece exagero suspeitar de que um dos 14 celulares pode ter ido parar em mãos impensáveis como, por exemplo, a de um importantíssimo membro do Judiciário. Ou que tenha sido usado para ligar para essa pessoa. Enquanto isso, iniciativas no Congresso para abrir uma CPI encontram resistência em quase todos os partidos.

No http://www.blogcidadania.com.br/2012/03/cachoeira-e-o-clube-dos-15/

Ditadura nunca mais: "Não deixaremos que a história seja omitida, apaziguada ou relativizada por quem quer que seja."

Piche como os jovens:
“aqui mora um torturador”

    Publicado em 26/03/2012
O Conversa Afiada reproduz texto do Movimento Levante Popular da Juventude:

Jovens fazem atos contra toturadores e pela Comissão da Verdade

Saímos às ruas hoje para resgatar a história do nosso povo e do nosso país. Lembramos da parte talvez mais sombria da história do Brasil, e que parece ser propositadamente esquecida: a ditadura militar. Um período onde jovens como nós, mulheres, homens, trabalhadores, estudantes, foram proibidos de lutar por uma vida melhor, foram proibidos de sonhar. Foram esmagados por uma ditadura que cruelmente perseguiu, prendeu, torturou e exterminou toda uma geração que ousou se levantar.


Não deixaremos que a história seja omitida, apaziguada ou relativizada por quem  quer que seja. A história dos que foram assassinados e torturados porque acreditavam ser possível construir uma sociedade mais justa é também a nossa história. Nós somos seu  povo. A mesma força que matou e torturou durante a ditadura hoje mata e tortura a juventude negra e pobre. Não aceitamos que nos torturem, que nos silenciem, nem que enterrem nossa memória. Não esqueceremos de toda a barbárie cometida.


Temos a disposição de contar a história dos que caíram e é necessário expor e julgar aqueles que torturaram e assassinaram nosso povo e nossos sonhos. Torturadores e apoiadores da ditadura militar: vocês não foram absolvidos! Não podemos aceitar que vocês vivam suas vidas como se nada tivesse acontecido enquanto, do nosso lado, o que resta são silêncio, saudades e a loucura provocada pela tortura. Nós acreditamos na justiça e não temos medo de denunciar os verdadeiros responsáveis por tanta dor e sofrimento.


Convidamos a juventude e toda a sociedade para se posicionar em defesa da Comissão Nacional da Verdade e contra os torturadores, que hoje denunciamos e que vivem escondidos e impunes e seguem ameaçando a liberdade do povo. Até que todos os torturadores sejam julgados, não esqueceremos, nem descansaremos.


ESCULACHO CONTRA TORTURADOR EM BELO HORIZONTE


O Levante Popular da Juventude denunciou na manhã desta segunda-feira (26) o torturador Ariovaldo da Hora e Silva. Cerca de 70 pessoas participaram do esculacho em frente à residência do torturador Ariovaldo da Hora e Silva, na rua Biagio Polizzi, 240, apto 302, bairro da Graça, Belo Horizonte (MG).


Além de portarem faixas, cartazes e tambores, os manifestantes distribuíram cópias de documentos oficiais do DOPS contendo relatos das sessões de tortura com participação de Ariovaldo, para conscientizar a população vizinha ao criminoso.


Ariovaldo foi investigador de polícia em exercício no Departamento de Vigilância Social (ligado ao DOPS) durante o período da ditadura militar, quando cometeu crimes contra a humanidade, em especial a tortura de Jaime de Almeida, Afonso Celso Lana Leite, Cecílio Emigdio Saturnino e Nilo Sérgio Menezes Macedo, entre outros.


A resposta da sociedade foi positiva à manifestação, segundo o militante do Levante Popular da Juventude em Minas Gerais, Renan Santos.


“No meio das organizações de direitos humanos ele é uma figura conhecida como torturador. Já foi denunciado outras vezes publicamente, só que hoje em dia ele vive como se nada tivesse acontecido. Ele tem denúncias de participação em assassinatos, intimidações e agressões físicas, por volta dos anos de 1969 e 1970. Sobre isso nós temos denúncias relatadas”, afirma Renan.


Alguns vizinhos ficaram surpresos. “Não sabia que o Seu Ari era um torturador. Tenho na família um caso de perseguido pela Ditadura e vou divulgar isso”, afirma um morador da região. O denunciado estava em casa e pôde ouvir e assistir à manifestação, tendo aparecido na janela por alguns segundos.


O Levante Popular da Juventude realiza simultaneamente em várias capitais do país ações de denúncia de diversos torturadores, que continuam impunes. Os manifestantes exigem a apuração da verdade sobre os crimes cometidos pela ditadura militar.


QUEM É ARIOVALDO DA HORA E SILVA


Ariovaldo da Hora e Silva foi investigador da Polícia Federal, lotado na Delegacia de Vigilância Social como escrivão. Delegado da Polícia Civil durante a ditadura, exerceu atividades no Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) entre 1969 e 1971, em Minas Gerais.


Ariovaldo  consta na obra Brasil Nunca Mais (Projeto A), acusado de envolvimento com a morte de João Lucas Alves e de ter praticado tortura contra presos políticos


Foram vítimas dele Jaime de Almeida, Afonso Celso Lana Leite e Nilo Sérgio Menezes Macedo, entre outros.


Na primeira comissão constituída para tratar do recolhimento dos documentos do DOPS ao Arquivo Público Mineiro (APM), em 1991, ele foi designado para representar a Secretaria da Segurança Pública do Estado de Minas Gerais (SESP). Em 1998, foi Coordenador de Informações da Coordenação Geral de Segurança (COSEG).


EM PORTO ALEGRE, ATO CONTRA ACUSADO PELA JUSTIÇA ITALIANA


Em Porto Alegre, cerca de 100 jovens estiveram hoje às 9h da manhã em frente à casa do Coronel Carlos Alberto Ponzi, ex-chefe do Serviço Nacional de Informações de Porto Alegre e um dos 13 brasileiros acusados pela Justiça Italiana pelo desaparecimento do militante político Lorenzo Ismael Viñas em Uruguaina (RS), no ano de 1980, para exigir justiça.


A rua aparentemente tranquila mudou com a chegada da juventude. Os muros antes brancos agora denunciavam: “Aqui em frente mora um torturador!”. Os gritos de ordem, cartazes e cantos chamavam a atenção dos vizinhos, que se amontoavam nas janelas para entender o que se passava. Durante os 40 minutos de manifestação, quem transitou pela rua soube que naquele prédio mora um torturador e que o povo está organizado para não deixar que seus crimes caiam no esquecimento.


A atividade seguiu com distribuição de panfletos e conversa no campus da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).


QUEM É CARLOS ALBERTO PONZI


Carlos Alberto Ponzi chefiou em Porto Alegre o Serviço Nacional de Informações (SNI), um dos braços da repressão do ditadura, que foi criado em 13 de junho de 1964 para supervisionar e coordenar as atividades de informações e contra-informações no Brasil e exterior.


A Justiça italiana abriu processo contra Carlos Alberto Ponzi, sob a acusação de assassinato. A denúncia, aberta em dezembro de 2010, abrange outros dez militares e civis brasileiros, que chefiaram unidades de repressão política no governo João Baptista Figueiredo. Carlos Alberto Ponzi não pode entrar em território italiano sob o risco de prisão pelo desaparecimento em Uruguaiana (RS) do ítalo-argentino Lorenzo Viñas, no dia 26 de junho de 1980.


O caso está com o juiz Giancarlo Capaldo, que presidiu um processo contra Pinochet pelo desaparecimento de cidadãos ítalo-chilenos em Santiago. “Queremos chegar às responsabilidades individuais”, diz Giancarlo Maniga, que representa as famílias das vítimas na Itália. “Eles desapareceram na Operação Condor”, afirmou Claudia Allegrini, mulher de Viñas, que foi subsecretária de Direitos Humanos da Argentina. As famílias de Viñas e Campiglia acusam o governo brasileiro pela responsabilidade.


Em dezembro de 2007, a Justiça da Itália pediu a extradição de Carlos Alberto Ponzi e mais 139 militares e policiais sul-americanos envolvidos em sequestro, tortura e morte de pelo menos 25 militantes políticos que foram alvo da Operação Condor e tinham cidadania italiana. Treze brasileiros foram acusados de participar do desaparecimento dos ítalo-argentinos Horacio Domingo Campiglia e Lorenzo Ismael Viñas. Dos 13, seis já morreram. Os que ainda permanecem vivos podem prestar esclarecimentos ao Ministério Público.


O coronel Carlos Alberto Ponzi sofre também acusação pelo desaparecimento de Viñas do Ministério Público Federal, que ajuizou representações em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Uruguaiana (RS), pedindo a abertura de inquérito contra ex-autoridades da ditadura militar acusadas de assassinato e sequestro. As ações foram movidas pelos procuradores Eugênia Augusta Fávero e Marlon Alberto Weichert.


EM SÃO PAULO, MANIFESTAÇÃO CONTRA ENVOLVIDO NATORTURA DE IVAN SEIXAS E SEU PAI


Cerca de 150 jovens do Movimento Levante Popular da Juventude realizam um protesto contra o torturador David dos Santos Araújo, o Capitão “Lisboa”, em frente a sua empresa de segurança privada Dacala, na Zona Sul da cidade de São Paulo, na Av. Vereador José Diniz, 3700.


Os manifestantes promovem um ato de escracho/esculacho contra David dos Santos para denunciar suas ações enquanto torturador do Regime Militar.


David dos Santos Araújo é assassino e torturador, de acordo com Ação Civil Pública do Ministério Público Federal. A ação registra o seu envolvimento na tortura e morte de Joaquim Alencar de Seixas. Em agosto de 2010, o Ministério Público Federal ingressou com ação civil pública pedindo o afastamento imediato e a perda dos cargos e aposentadorias do delegado da Polícia Civil paulista pela participação direta de atos de tortura, abuso sexual, desaparecimento forçados e homicídios em serviço e nas dependências de órgãos da União.


Araújo é delegado de Polícia Civil aposentado e dono da uma empresa de segurança privada, a Dacala. Nas ações de repressão, no Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operação de Defesa Interna (DOI-Codi), utilizava o nome de “Capitão Lisboa”.


O livro Dossiê Ditadura – produzido pela Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos – tem o registro de que Joaquim e seu filho, Ivan Seixas, foram presos em abril de 1971 e levados para o (DOI-Codi), onde foram espancados. Na sala de interrogatório, foram torturados um em frente ao outro.


Os assassinos de Joaquim Alencar de Seixas foram identificados por seus familiares e companheiros como o então major Carlos Alberto Brilhante Ustra, o capitão Dalmo Lúcio Muniz Cirillo, o delegado Davi Araújo dos Santos, o investigador de polícia Pedro Mira Granziere e outros conhecidos apenas por apelidos.


Em depoimento no Dossiê Ditadura, Ivan Seixas contou que na sala de tortura foi pendurado no “pau de arara”, enquanto seu pai foi posto na “cadeira do dragão”. Ambos foram torturados por uma equipe de umas cinco pessoas, dos quais conseguiu identificar, entre outros, David dos Santos Araújo.


O “Capitão Lisboa” também é acusado de abuso sexual, como declarou Ieda Seixas, que em depoimento ao Ministério Público Federal disse que foi prensada na parede por ele, que depois enfiou a mão dentro da sua roupa, falando obscenidades e fazendo ameaças.


David dos Santos Araújo é portador de 111 armas em situação ilegal, de acordo com investigação da Polícia Federal. A empresa de segurança Osvil, de propriedade de Araújo, perdeu por irregularidades o alvará de funcionamento como empresa de segurança que autorizava o registro de armas.


Com isso, as armas deveriam ser entregues à Polícia Federal. No entanto, essas armas se encontram extraviadas. Depois de perder o alvará, Araújo abriu uma nova empresa de segurança, chamada Dacala Segurança, que tem como clientes o grupo Anhanguera Educacional, Banco Itaú, Ford, Jac Motors, Banco Safra, Volkswagen, Banco Santander.


O processo da PF afirma que ao todo Araújo tem mais de duzentas armas ilegais, além de um arsenal de oitocentas regularmente registradas em nome da empresa Dacala, que é acusada também pelo emprego ilegal de armas de fogo na atividade de segurança privada, de acordo com a Polícia Civil.



Clique aqui para ler “Mezarobba e a Lei da Anistia: a Verdade que se espera”.


No http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/03/26/jovens-fazem-atos-contra-torturadores/

Até quinta, meu rei!

APLB DEU PRAZO ATÉ QUINTA-FEIRA PARA GOVERNO RESPONDER SOBRE CUMPRIMENTO DO ACORDO DO PISO – CASO CONTRÁRIO VAI CONVOCAR ASSEMBLÉIA GERAL COM INDICATIVO DE GREVE

26 de março de 2012 0
A diretoria da APLB Sindicato enviou ofício aos secretários da Educação, Osvaldo Barreto Filho e da Administração, Manoel Vitório, dando prazo até esta quinta-feira, 29/3, para que o governo responda se vai cumprir o acordo do piso salarial e de que forma.
Caso contrário, a APLB avisa que irá convocar Assembléia Geral da categoria, com a realização de assembléias na capital e nas regionais do interior do estado, para deliberar sobre a decretação de greve geral na Rede Estadual de ensino.
Vale lembrar que o acordo do piso foi assinado em novembro de 2011, e prevê o pagamento do percentual determinado pelo MEC (22,22%) para todos os professores da rede estadual de ensino.


“O machismo e a falta de oportunidades nos sindicatos são batalhas que temos que vencer cotidianamente. Precisamos inserir a pauta das mulheres na discussão política. Precisamos marcar presença e estarmos alertas para ocuparmos os espaços. Porque só com muita divulgação e mobilização conseguiremos a aprovação dos projetos, que encontra resistência em diversas bancadas no Congresso Nacional ”, revelou Raimunda Gomes, a Doquinha, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.


Trabalhadoras promovem ato no Senado pelo PL da Igualdade


O Fórum Nacional das Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais promoverá no auditório Petrônio Portela, no Senado Federal, em Brasília, uma grande manifestação pública pela aprovação dos projetos de lei que promovem a igualdade entre homens e mulheres no mundo do trabalho, estabelecendo multa para empresa que pagar salários menores às mulheres. O ato está marcado para a próxima semana, na quinta-feira (29), às 9h30.


CTB mulheres
cartaz do 1º Encontro Nacional das Mulheres Trabalhadoras da CTB ; arte: CTB

No dia seguinte, acontece o 1º Encontro da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

O Fórum tem implantado seções estaduais em todo o país com o objetivo de mobilizar e incentivar a unidade das centrais em torno dos projetos para pressionar os parlamentares.

Dois Projetos de Lei tramitam no Congresso Nacional. Um - que originalmente eram dois - na Câmara dos Deputados (4857/2009 e 6653/2009 - autoria da deputada Alice Portugal e outros parlamentares) e outro no Senado Federal (PLS 136 - do Senador Inácio Arruda).

Ambos garantem às mulheres as mesmas oportunidades, no mercado de trabalho e na sociedade e estabelecem punições aqueles que discriminarem qualquer mulher em função da questão de gênero, raça, orientação sexual ou classe social.

“O machismo e a falta de oportunidades nos sindicatos são batalhas que temos que vencer cotidianamente. Precisamos inserir a pauta das mulheres na discussão política. Precisamos marcar presença e estarmos alertas para ocuparmos os espaços. Porque só com muita divulgação e mobilização conseguiremos a aprovação dos projetos, que encontra resistência em diversas bancadas no Congresso Nacional ”, revelou Raimunda Gomes, a Doquinha, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

Primeiro encontro de mulheres da CTB

As dirigentes cetebistas participam do 1º Encontro Nacional da Mulher Trabalhadora da CTB, um dia depois da atividade no Congresso. São esperadas centenas de dirigentes entre secretárias das mulheres das seções estaduais e militantes de entidades filiadas dos 26 estados e Distrito Federal. No centro das discussões desenvolvimento, autonomia e igualdade.

Ao longo dos debates as sindicalistas farão uma análise de conjuntura e um balanço geral da atual situação econômica do país que vem atingindo diretamente a classe trabalhadora. E a partir dos encaminhamentos os dirigentes da CTB irão traçar a plataforma de lutas até o final da gestão.

A campanha da valorização do trabalho, autonomia política, a urgência na aprovação dos projetos de lei da igualdade e articulação das proibições de abusos contra as mulheres são outros temas a serem abordados.

"Esse encontro inédito organizado pela CTB com a presença de todos os estados será um momento importante de articulação e aprofundamento das bandeiras de luta da central. O dialogo direto com os estados pretende unificar ainda mais as lideranças do movimento sindical da cidade e do campo", destacou Doquinha, secretária da Mulher da CTB.

Programação:

Dia 29

Ato em Defesa da PL da Igualdade

Senado Federal - Auditório Petrônio Portela

A partir das 9h30

Dia 30

1º Encontro da Mulher Trabalhadora da CTB

10h - Abertura

10h30 - Conjuntura Política - Márcio Pochmann

11h - Debate

12h - Intervalo p/ almoço

14h - Debate sobre Projetos de Lei da Igualdade no Trabalho (6653/09 e 136/11)

Participação Dep. Alice Portugal e Senador Inácio Arruda

15h - Debate sobre o Projeto de Lei da Reforma Politica

Participação Dep. Luiza Erundina e coordenadora da UBM Liége Rocha

16h15 - Debate sobre III Plano Nacional de Politica para as Mulheres

Representante da SPM e a secretária da Mulher do DF - Olgamir Amâncio
17h30 -

19h30 -

22h - Confraternização

Dia 31


10h - Painel: Mulheres e jovens em sindicatos 9h às 10h

Expositoras: Doquinha, Lucia Maia, Paulo Vinicius e representante da CONTAG.

11h - Mesa sobre negociação coletiva com clausulas de gênero

Expositora: Lilian - DIEESE

12h - Almoço

14h - Agenda de Luta das Mulheres

Coordenação: Ailma Maria e Marilene Betros

16h - Encerramento

Com informações da CTB


No http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=178716&id_secao=8

"Os homens não podendo negar que nós somos criaturas racionais, querem provar-nos a sua opinião absurda, e os tratamentos injustos que recebemos, por uma condescendência cega às suas vontades; eu espero, entretanto, que as mulheres de bom senso se empenharão em fazer conhecer que elas merecem um melhor tratamento e não se submeterão servilmente a um orgulho tão mal fundado." Nísia Floresta, Primeira Mulher Feminista do Brasil

PRESO POR UMA MULHER

Algumas e alguns de vocês me perguntaram se eu percebi o detalhe que uma das duas pessoas que levam Emerson Eduardo Rodrigues algemado pro camburão é uma policial mulher. Claro que percebi! Foi a primeira coisa que vi. Os mascus devem estar mordidos por isso. Imagina só, uma mulher numa profissão "masculina"... Se bem que, se dependesse deles, mulher não deveria poder trabalhar em profissão alguma. Nem ir à universidade!
Duvida que exista gente tão atrasada assim em pleno século 21? Pois bem. No ótimo guest post sobre flertes na Suécia, foi deixado aqui um comentário sinistro. É anônimo, mas evidentemente é de um mascu. Olha só o manifesto desses doidos de pedra (tudo sic):
1- expulsar todas femeas da policia e forças armadas.
2- não permitir femea fazendo segurança a não ser em eventos exclusivos para femeas.
3- dar ince
ntivo a empresas contratarem pais de familia.
4- revogar toda permisão de femea dirigir caminhoes e tratores, pilotar aviao, barco, etc.
5- incentiv
o as mulheres a serem do lar.
6- baixa renda receberiam bolsa familia apartir de 1 filho e com 2 seria cortado o beneficio pela metade e com 3 seria cortado de vez o beneficio.
7- revogar os direitos das femeas votarem.
8- banir o divórcio

9- crime para femeas que praticarem o adultério.

10- extinguir a aposentadoria antecipada de 5 anos das usurpadoras, ou faze-las contribuir proporcionalmente, pois do jeito que ta os homens estao financiando essa regalia para elas.
11- eliminar o de
sconto no seguro-auto das usurpadoras porque este desconto esta sendo financiado pelos homens quando pagam mais pelo mesmo produto (seguro-auto)
12- revisar a lei maria da penha e todas as leis sexistas
13- se elas tem direito de abortar um filho nosso a revelia - tambem queremos o direito de desistirmos da paterni
dade (aborto masculino)
14- extinguir a pen
sao alimenticia
15- aprovar o extatuto do homem que tramita na camara federal imediatamente
16- exti
nguir as turmas mixtas nas escolas publicas assim como EUA, China e mais de 30 paises estao comprovando serem melhor para ambos os sexos.
17- iniciar a comercializacao da pilula anticoncepcional masculina imediatamente (gossypol 20
mg)
18- greve de casamento / namoro e assemelhados.

19- Criminalisar as Maes Solteiras (como na China)
20- criacao de cotas masculinistas nos jo
rnais, cinema, TV, etc
21- Banir a palavra TPM (fraude) dos jornais e TV
22- Tornar MASCULINISMO como materia escolar obrigatoria imediatamente

23- Cota minima para os professores 50% no ensino fundamental, pre-escolar e medio

24- A viuva recente estara automaticamente subordinada ao filho mais velho, na ausencia deste ao irmao mais velho, ou primo, ou tio, ou sobrinho, etc
25- Criminalisar as femeas usuarias d
e novelas, shows de calouros, programas voltados ao publico femeo/gay (90% da programacao).

Entenderam, fêmeas usurpadoras? Ha, ha! Se esses cabras soubessem ler, eu diria que andam lendo demais O Conto da Aia (preciso escrever um post sobre este livro da Margaret Atwood). Mas repare nos dois primeiros itens, sobre mulheres nas forças armadas e na segurança. Como deve doer aos mascus essas imagens da policial prendendo o Emerson!Mas tem uma coisa que poucos sabem. Eu mesma não sabia. Sabe quem é o rapaz na foto?
É o próprio Emerson em 1995, participando do quadro de Silvio Santos, "Em Nome do Amor". Ele levou um fora no programa. A moça respondeu "Amizade, Silvio". Será que ele já era um psicopata naquela época ou foi ficando? Pelos relatos dele, foi uma mulher que o humilhou e o trocou por um negro, daí o racismo do cara. Mas a pessoa precisa ter sérios problemas prévios pra não saber lidar com rejeições (pô, todo mundo sofre rejeições na vida!).
E não me pergunte por que o rosto e as pernas da mulher do "Namoro ou amizade" estão riscadas. Na foto que eu peguei tá assim. Talvez tenha sido obra do Engenheiro Emerson, que à esta altura também é suspeito de homicídios de autoria não reconhecida no Paraná.
Gente boa e totalmente racional, esses mascus. 
 
No http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/

sábado, 24 de março de 2012

Pura poesia: "Não gosto desse negócio de toma lá dá cá. Não gosto e não vou deixar que isso aconteça no meu governo.” Presidenta Dilma

O que Dilma disse à Veja

Brasil 247 
Neste fim de semana, a presidente Dilma Rousseff concedeu uma importante entrevista à revista Veja, suposta trincheira do que os blogueiros supostamente progressistas chamam de “imprensa golpista”. Falou por duas horas ao diretor Eurípedes Alcântara e aos redatores-chefe Thais Oyama, Policarpo Júnior e Lauro Jardim. Eis o que há de essencial no depoimento, onde Dilma aparece magistralmente fotografada por Cristiano Mariz:

Sobre a crise internacional

“O Brasil está em uma situação agora em que podemos dizer aos países ricos que não queremos o dinheiro deles. Eu disse isso com toda a clareza à chanceler Angela Merkel durante a minha visita à Alemanha.”

Sobre a guerra cambial

“E o que fazem os investidores? Ora, eles tomam empréstimos a juros baixíssimos, em alguns casos até negativos, nos países europeus e correm para o Brasil para aproveitar o que os especialistas chamam de arbitragem. Eles ganham à nossa custa. Então o Brasil não pode ficar paralisado diante disso.”

Sobre o protecionismo

“O protecionismo é uma maneira permanente de ver o mundo como hostil, o que leva ao fechamento da economia. Isso não faremos. Já foi tentado no Brasil com consequências desastrosas para o nosso desenvolvimento.”

Sobre a taxa de investimentos

“O governo vai investir e criar o ambiente de negócios para que isso ocorra. Os empresários terão de fazer a parte deles, aproveitar as oportunidades, assumir riscos e deixar aflorar aquilo que Keynes chamava de espírito animal da livre iniciativa.”

Sobre a corrupção

“Nós temos de ser o mais avesso possível aos malfeitos. Não vou transigir. É bom ficar claro que isso não quer dizer que todos os ministros que deixaram o governo estivessem envolvidos com alguma irregularidade.”

Sobre a expressão faxina ética

“Parece preconceituoso. Se o presidente fosse um homem, vocês falariam em faxina?”

Sobre a crise com o Congresso

“A tensão é inerente ao presidencialismo de coalizão com base partidária. No governo passado, perdemos a votação da CPMF, e o céu não caiu sobre a nossa cabeça.”

Sobre a comparação com Collor, que desprezou o Congresso

“O que é preciso ter em mente é que as grandes crises institucionais no Brasil ocorreram não por questiúnculas, pequenas discordâncias entre o Executivo e o Legislativo. As grandes crises institucionais se originaram da perda de legitimidade do governante.”

Sobre as relações com a base

“Não gosto desse negócio de toma lá dá cá. Não gosto e não vou deixar que isso aconteça no meu governo.”

Sobre a relação com Lula

“Nós já divergimos muito no passado e continuamos não concordando em algumas coisas. Eu tenho uma profunda admiração por ele, uma profunda amizade nos une. Mas discordamos, sim. Isso é normal.”

Sobre a Copa de 2014

“O Brasil fará a melhor de todas as Copas do Mundo. Querem apostar comigo?”

Sobre a carga tributária

“Os empresários reclamaram que os impostos cobrados no Brasil inviabilizam as melhores iniciativas e impedem que eles possam competir em igualdade de condições no mundo. Eu concordo. Temos de baixar nossa carga de impostos. E vamos baixá-la.”

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quinta-feira, 22 de março de 2012

Wagner, meu rei, não honra acordo por quê?

SE O GOVERNO NÃO RESPONDER ATÉ ESTA SEXTA-FEIRA COMO VAI PAGAR O PISO, A APLB VAI CONVOCAR ASSEMBLÉIA GERAL COM INDICATIVO DE GREVE

Diante do cancelamento da reunião que estava agendada para esta quarta-feira (21/3) com o governo do estado, para tratar sobre o cumprimento do acordo referente ao pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional para os professores da rede estadual, a diretoria da APLB Sindicato resolveu que irá aguardar até esta sexta-feira, 23/3, a resposta do governo com relação ao assunto.

Caso não obtenha nenhuma resposta da parte do Executivo Estadual, ou o governo responda sinalizando que não vai cumprir o acordo, a APLB Sindicato vai convocar a categoria para uma assembléia geral na próxima semana, COM INDICATIVO DE GREVE.

O referido acordo, assinado em novembro de 2011, prevê o pagamento do percentual determinado pelo MEC (22,22%) para todos os professores da rede estadual de ensino.

Serra não honra palavra, só olha para o próprio umbigo. Dá pra confiar?


Somos todos pelo Brasil

Empresários com Dilma.
Classe C foi junto

    Publicado em 22/03/2012

Como resolver os problemas ?

Saiu no Valor notícia do encontro da Presidenta Dilma Rousseff com 28 empresários:

Dílma se reúne com 28 empresários

Participaram do encontro os ministros Guido Mantega (Fazenda), Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência), além do presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho.

Representando o setor empresarial,  presidente da Câmara de Gestão do governo, Jorge Gerdau, do Grupo Gerdau; Luiz Trabuco e Lázaro Brandão, do Bradesco; Roberto Setúbal, do Itaú; Frederico Curado, da Embraer; Murilo Ferreira, da Vale; José Martins, da MarcoPolo; Joesley Batista, da JBS-Friboi; André Esteves, do BTG Pactual; Josué Gomes, da Coteminas; Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez; Marcelo Odebrecht, do grupo Odebrecht; Luiz Nascimento, da Camargo Corrêa; Cledorvino Belini, da Fiat; Pedro Passos, da Natura; Eike Batista, da EBX; Alberto Borges, da Caramuru; Amarílio Proença, da J. Macedo; Carlos Sanchez, da EMS; Ivo Rosset, do grupo Rosset; João Castro Neves, da Ambev; Luiza Trajano, do Magazine Luiza; Antônio Carlos da Silva, do grupo Simões; Daniel Feffer, da Suzano; Ricardo Steinbruch, da Vicunha Têxtil; Paulo Tigre, representante da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs); Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp); e Robson Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).


O Valor já tinha noticiado:

Fazenda prepara desoneração para próxima semana

Por João Villaverde e Lucas Marchesini | De Brasília

BRASÍLIA – O Ministério da Fazenda deve anunciar na semana que vem a desoneração da folha de pagamentos para os fabricantes de máquinas e equipamentos, autopeças, têxtil, móvel, aeroespacial (basicamente Embraer), e a indústria naval. Estes setores devem ter zerada a contribuição ao INSS de 20% que incide sobre a folha de pagamentos, que passará a ser substituída por uma alíquota de 1% sobre o faturamento bruto. As exportações estarão isentas da nova contribuição.

(…)



Clique aqui para ler também: “Governo vai reforçar medidas de apoio a indústria.”
Navalha
A certa altura do encontro de três horas, Roberto Setúbal tocou uma nota desafinada.
Reclamou: estamos no limite do endividamento da pessoa física !
Luiza Trajano, do Magazine Luiza, não concordou.
Falou da vertiginosa ascensão da Classe C – clique aqui para ler – que, hoje, chega a 54% da população, enquanto a renda do trabalhador brasileiro, segundo o IBGE bate record.
Trajano observou que seria importante levar em conta o que significa endividar-se para as pessoas que, agora, compram bens de consumo.
É muito importante comprar e continuar a comprar – e, portanto, pagar em dia.
Pagar a prestação é um compromisso muito sério para elas, ponderou Trajano.
Trajano lembrou que, hoje, 42% das famílias brasileiras tem máquina de lavar.
Trabuco do Bradesco – Lazaro Brandão também foi – foi um dos que demonstrou estar bastante sensível para essa nova realidade da Classe C.
A Presidenta e os ministros insistiram em que farão tudo para reduzir custos do empresário brasileiro, através da redução de tributos.
Ela, Mantega e Pimentel mencionaram a desoneração de tributos e disse que fariam diferente da Europa – aqui, o alívio aos empresários não será à custa dos direitos trabalhistas.
A Presidenta lembrou que semana passada esteve com líderes sindicais.
A atitude dos empresários foi all business.
Resolver problemas.
Marcelo Odebrecht quer acelerar a redução do ICMS para a importação de equipamentos.
E se dispõe a ir ao Congreso, com o Governo, lutar por isso.
Batista, da Friboi, idem: o que dá para fazer ?
Eike Batista era um dos mais entusiasmados.
Gerdau falou em gestão para reduzir custos.
Claro que se falou de câmbio.
O Governo prometeu fazer o que for possível para segurar a valorização do Real – o que for possível.
Não pareceu haver ali quem quisesse reinventar a roda.
Ficou combinado que haverá novas reuniões com a mesma agenda: resolver problemas para investir.
Os convites foram feitos pelo Ministério da Fazenda.
Seria recomendável – na opinião de um dos presentes – que, na próxima reunião, Paulo Skaf, presidente da FIE P (*), não fosse convidado.
Porque ele não é cobra nem peixe.
Nem empresário nem político.
Sem representatividade.
E faz um discurso que repete há vinte anos – e não vai a lugar nenhum
E que só faz tirar a discussão do trilho.
Paulo Henrique Amorim
(*) O Conversa Afiada prefere chamar de FIE P, porque Paulo Skaf liderou uma campanha – com o apoio irrestrito de Fernando Henrique – para tirar o remédio da boca das crianças e acabar com a CPMF. A CPMF, como se sabe, dificultava o emprego do Caixa Dois, que, em São Paulo, se chama de “barrani”.

No http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/03/22/empresarios-com-dilma-classe-c-foi-junto/