segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Viva Cristina! Viva o povo argentino!

Felicitaciones Presidenta Cristina Kirchner

Celebra Argentina reelección de Cristina Kirchner



Los editores del blog de Dilma felicitar a la presidenta Cristina Kirchiner por su victoria aplastante. Felicitaciones a la gente de Argentina que votaron sabiamente.

Em que tipo de ser estamos nos transformando?!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Abaixo a censura da mídia

Entidades fazem ato bem humorado por democracia na mídia

Nesta terça-feira (18), a Avenida Paulista foi palco de uma manifestação que fez parte do Dia Mundial Pela Democratização da Comunicação. A Frente Paulista Pelo Direto à Comunicação e Liberdade de Expressão (Frentex) e diversos movimentos sociais, instituições, sindicatos e estudantes participaram do ato, que começou ao meio-dia.


Em tom animado, participantes vestiram óculos simbólicos, parodiando a realidade unilateral transmitida pelos grandes veículos de comunicação, e distribuíram panfletos para os pedestres que passavam pela avenida. Em analogia ao monopólio da grande imprensa, o microfone do ato foi aberto ao público, para todos terem o direito de se expressar.
 Segundo os manifestantes, o principal problema está na concentração dos meios de comunicação nas mãos de pequenos grupos, que reflete o monopólio da informação veiculada diariamente e de fundamental importância para a sociedade.
 São canais de televisão, rádios, jornais, revistas e portais reproduzindo opiniões parecidas e de acordo com interesses próprios. Portanto, o movimento defende que é urgente trazer esse debate à tona, já que a situação é extremamente prejudicial à consolidação da democracia no país. E para falar disso, é imprescindível falar, também, de democratização da comunicação.
 Entre as principais bandeiras que o movimento levanta para democratizar a comunicação estão a luta por um novo marco regulatório para o setor, a regulamentação dos artigos da Constituição que tratam da comunicaçao e defesa da liberdade na internet.
 Fonte: Barão de Itararé

No http://dilma13.blogspot.com/

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

CARNAVAL 2012 GAVIÕES DA FIEL - SAMBA CAMPEÃO EM HOMENAGEM AO LULA


Lula: Companheiro fiel!! Carnaval 2012

VERÁS QUE UM FILHO FIEL NÃO FOGE À LUTA. LULA, O RETRATO DE UMA NAÇÃO”.
COMPOSITORES: GRANDÃO, BATATA, NETINHO, MAX, DENTINHO, LUCIANO, MAGRÃO R1.

INTERPRETE: WANTUIR
VAI MEU GAVIÃO…
CANTANDO A SAGA DO MENINO SONHADOR
UM FILHO DO SERTÃO, CABRA DA PESTE… IRMÃO
QUE DEUS PAI ILUMINOU!
TROUXE NO SANGUE A CORAGEM, A FÉ
O PODER REGENDO SEU DESTINO!
NA CIDADE GRANDE A ESPERANÇA… O FUTURO PROMISSOR!
TRAÇOU SEU O CAMINHO
CRESCEU FOI À LUTA… PRÁ VENCER
E O SONHO SE TORNA REAL
LUIZ INÁCIO O OPERÁRIO NACIONAL!
COMPANHEIRO FIEL… POR LIBERDADE
NA CORRENTE DO BEM… CONTRA A MALDADE!
ELO FORTE DA DEMOCRACIA
A LUZ DA NOSSA ESTRELA GUIA!

Na Alemanha Sepultura canta Aquarela do Brasil (Germany WOA 2011)

Dilma - "em benefício de todos".

Governo Dilma está atento e trabalha diuturnamente para conter influência da crise dos inteligentes no Brasil

Pacote impõe restrições Itamaraty baixa medidas para conter importados, sobretudo da China, que entram no país e concorrem de forma desleal com produtos nacionais

 (Elza Fiuza/ABr)

O governo lançou ontem um pacote para proteger o mercado interno da invasão de importados, defender o país de barreiras comerciais e promover as exportações brasileiras. Segundo o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, serão adotadas 20 medidas para que o Brasil possa reagir preventivamente às expectativas geradas pela turbulência mundial. “O Brasil reagiu bem à crise de 2008, mas, lamentavelmente, ela ainda não chegou ao seu fim”, ressaltou.

Patriota informou que a China, principal parceiro comercial do Brasil, será monitorada à parte dentro de uma força-tarefa na área de Assuntos Econômicos do Itamaraty voltada para negócios com 25 mercados estratégicos. Os produtos chineses têm sido alvo constante de sanções por parte do Brasil, sob a acusação de concorrência desleal.

Segundo o chanceler, o objetivo das medidas é “preservar os avanços alcançados e olhar para novos horizontes”. Na sua opinião, o momento atual favorece a busca de novos parceiros externos e internos, inclusive na sociedade civil “em benefício de todos”. Ele destacou, porém, que as turbulências econômicas já prejudicaram as negociações multilaterais na Organização Mundial do Comércio (OMC). Mas o país continuará diversificando a sua pauta de exportação e os destinos das mercadorias, com foco nos mercados emergentes, sem, no entanto, se descuidar dos desenvolvidos.

Para isso, o ministro avisou que os 218 postos diplomáticos do país no exterior serão colocados a serviço da promoção dos produtos nacionais, sobretudo os do agronegócio. “Vamos nos focar nas dificuldades de cada setor e buscar soluções. O esforço visa uma presença comercial competitiva”, acrescentou, prometendo maior sintonia com o
setor privado. Será ampliado ainda o número de representantes em negociações internacionais e reforçada a presença em feiras e missões comerciais, além de mais treinamento de diplomatas.

As ações anunciadas pelo Itamaraty ocorrem justamente num momento em que a União Europeia, os Estados Unidos, a China e o próprio Brasil adotam medidas protecionistas. Roberto Carvalho de Azevedo, representante brasileiro na OMC, lembrou que o país foi o maior vitorioso em 16 anos de sistema de solução de controvérsias, tema de seminário internacional organizado pelo Itamaraty. “Foram bilhões de dólares conquistados em favor de exportadores brasileiros, incluindo casos emblemáticos como os do algodão, do açúcar, da Embraer, do suco de laranja, das carnes de aves e dos medicamentos genéricos”, disse.

Para ele, a crise atual é um novo desafio e descarta prejuízos à reputação brasileira com o aumento da taxação sobre carros importados, considerada como medida protecionista. “Questionar e ser questionado no âmbito da OMC é uma rotina e um direito de qualquer país-membro. Se houver insatisfação ou dúvidas, vamos responder de forma adequada”, disse.

» SÍLVIO RIBAS
 

domingo, 9 de outubro de 2011

Quanto tempo é preciso esperar para fazer sexo após o parto?

Sexo pós-parto

Quem já foi mãe e pai sabe disso: “Enquanto ele conta os dias para a retomada do sexo, ela nem pensa nisso, só no bebê.” É preciso achar um equilíbrio.

Muitas coisas mudam para a mulher quando ela tem um filho, física e mentalmente.
Quase todas as mulheres passam por um período de depressão após terem um bebê, e os casais têm que trabalhar juntos, senão eles podem ter sérias dificuldades.

Do lado dela, tudo se acumula: a amamentação, as noites sem dormir, os hormônios enlouquecidos... Em meio a esse turbilhão, ele aguarda ansioso por uma noite de sexo, enquanto ela, totalmente sintonizada no bebê, não está nem um pouco ligada nisso.

Ele é insensível, o lobo mau dessa história? De jeito nenhum. 'O marido é que tem de equilibrar essa situação, evitando que a mulher fique obcecada pelo papel de mãe, esquecendo-se do resto.

O fato é que as novas mamães tenham falta de lubrificação após o parto, o que é normal, mas o que causa uma diminuição do prazer durante o sexo, fazendo com que ela não sinta tanto desejo quanto antes.Os orgasmos para ela também podem ser menos intensos durante os primeiros meses.

Quanto tempo é preciso esperar para fazer sexo após o parto? Os obstetras orientam um resguardo de 40 dias, mas isso vai depender da mulher se sentir bem e desejar manter relações sexuais, após 20 dias já se pode voltar à ativa.

Os homens precisam entender esta fase e tentar ter paciência, maturidade para ajudar suas parceiras e amá-las muito durante este período difícil.

No http://monikabaumann.blogspot.com/2008/08/sexo-ps-parto.html

Sobre piadas de mau gosto

Rosane Pavam: O humor do coronel Rafinha Bastos

por Rosane Pavam, em CartaCapital
Rafinha Bastos alcançou a unanimidade. Depois de proferir na bancada de Custe o Que Custar, dia 19, uma sequência de palavras sobre a gravidez da cantora Wanessa Camargo, “Eu comeria ela e o bebê, não tô nem aí”, todos já sabem que um dos mais destacados integrantes do programa televisivo não é um comediante. Ele exercitaria, em lugar disso, a grosseria simples ou, por muita consideração, um humor bunga-bunga, inspirado no temperamento dos sultões. Talvez, ainda, para inseri-lo na história brasileira, agiria como um latifundiário diante do martírio sexual das escravas negras. E como alguém riria disso, a não ser os próprios coronéis e seus simpatizantes?
O filósofo Henri Bergson deu ainda no século XIX a mais duradoura lição sobre o riso. Bergson dizia que a risada ocorre com efeito restaurador. Ri-se, segundo ele, de quem é inferior a nós, para sanar um equívoco social. Por exemplo, uma mulher que não enxergue a idade avançada, vestindo-se e maquiando-se exageradamente, mereceria a risada, que corrigiria seu comportamento. Wanessa, cantora de sucesso, filha jovem e bonita de um compositor popular vindo de família pobre, e o futuro filho dela, pelo contrário, não seriam exemplos a merecer a correção, especialmente de Rafinha, que o público não reconhece superior a ela ou ao bebê em alguma medida.
“O objetivo da piada não é degradar o ser humano, mas lembrar que ele já é degradado”, ensinou o escritor George Orwell. Ou, como afirmou o humorista Chico Anysio a CartaCapital no ano passado: “O humor deve visar a crítica, não a graça. Ele vai ser engraçado onde puder”.
A seguir o que dizem esses autores, Rafinha feriu todas as regras do funcionamento humorístico. Não que esse boxeador verbal seja o único a quem se deva apontar a imprudência, já que, ao dizer tal frase, ele se viu provocado pelo comandante da bancada do programa, Marcelo Tas. Fora este a levar o assunto – a beleza da cantora grávida – à baila de seus comentadores subordinados. O que esperava quando levantou a bola para que Rafinha nela batesse? E, especialmente, por que não o advertiu em público logo que a frase foi proferida? Sobre o episódio, ele declarou à revista Veja São Paulo: “Não gostei, isso não é piada, não se encaixa na categoria humor. É uma deselegância, uma agressão gratuita. Ele foi infeliz. Acho que o CQC precisa superar a adolescência, passar dessa fase de rebeldia sem causa”.
Para o historiador da Universidade de São Paulo Elias Thomé Saliba, autor de um livro clássico sobre o humor brasileiro, Raízes do Riso, “nem humoristas os integrantes do CQC são”, pois “humoristas são criadores de humor”. E eles também não seriam cômicos, “porque não usam a totalidade dos recursos de um cômico, o corpo, os trejeitos lúdicos, com o objetivo de provocar o riso”. O que Rafinha fez, a seu ver, não foi uma piada, antes o “resultado de mera irreverência compulsória, forçada pelo ambiente de público ao vivo, com claque de risadas, que estimula a irrestrição verbal dos comentaristas”. As cenas mais criativas do programa, o historiador acredita, são as pseudoentrevistas com políticos, que parodiam o próprio veículo da imprensa televisiva e atingem os limites do burlesco, “mas que se tornam cada vez mais raras no CQC”.
No dia 3, Rafinha, diminutivo do ator alto de 34 anos, cujo sobrenome dá pano para manga (“bastos” remetendo a basta, entre outras infelizes evocações), desapareceu da atração televisiva. Não que ele já não houvesse dito ao vivo durante esse programa que custa o que custa, 130 mil reais por minuto de inserções comerciais, de 240 mil a 2,4 milhões por merchandising interno, segundo a Folha de S.Paulo, sua intenção de “comer” outras mulheres. Mas somente quando o ex-jogador de futebol Ronaldo Fenômeno mostrou contrariedade com a frase ofensiva, dirigida à esposa de seu sócio Marcus Buaiz, a -coisa ficou impossível de aguentar.
A TV Bandeirantes, onde brilha o CQC, mostrou-se então, pela primeira vez, incomodada com Rafinha, substituindo-o por Monica Iozzi na bancada, uma decisão para amainar os ânimos, mas estranha para quem observa os fatos. Apontado pelo jornal The New York Times -como o mais influente mundialmente no Twitter-, Rafinha já dissera, durante seus shows de pé e na rede social, que a mulher feia deveria se sentir feliz quando estuprada. Embora a “piada” não tivesse sido proferida durante o programa de tevê, o ator, por conta dela, era alvo de uma representação do Conselho Estadual da Condição Feminina de São Paulo ao -Ministério -Público. Seria, para a emissora, um funcionário cuja conduta deveria ser observada? A Bandeirantes se viu atingida agora após a alegada ingerência de Ronaldo sobre sua cúpula, pois o jogador, além de se recusar a falar ao CQC, a teria ameaçado com a disposição de trabalhar por cortes de anunciantes ao programa.
O colega de bancada de Bastos, outro ator, Marco Luque, que rira da frase no instante em que fora proferida, abaixando a cabeça balouçante e, sobre a testa, encostando uma das mãos, emitiu curiosa nota no dia 2, em que classificou a piada do companheiro de “idiota”. Luque, garoto-propaganda da mesma companhia telefônica que patrocina Ronaldo, teria sua razão para manifestar horror diante de palavras fortes. Danilo Gentili, outra sumidade recém-saída do CQC para talk show próprio na emissora, tuitou e apagou no mesmo 2 de outubro: “Sempre enxerguei algo mais significativo sendo construído por um comediante linchado por falar merda do que por um queridinho por puxar sacos”. A postagem fez a delícia de seguidores como Daniel Lima, que a parodiou no Twitter: “Sempre enxerguei algo mais significativo sendo construído por um comediante linchado por falar sacos do que por um queridinho por puxar merda”.
No dia 2, declarara o Observer, revista dominical do jornal inglês The Guardian, que Gentili representava um momento brasileiro especial, em que os comediantes estariam livres para criticar “o poder”. Um exemplo de raciocínio do apresentador, citado pela publicação, foi desenvolvido durante um show em Brasília, no ano passado: “Votar em Dilma (Rousseff) porque ela foi torturada? Eu pedi para ela ser? Um presidente tem de ser esperto. Se ela foi capturada e torturada, significa que foi uma idiota”. Outra preciosidade já saíra de um comentário seu na rede: “Entendo os velhos de Higienópolis temerem o metrô. A última vez que eles chegaram perto de um vagão foram parar em Auschwitz”. Gentili não mostrou arrependimento pela frase com Dilma, mas, para se remediar junto à comunidade judaica, ele, mais afeito do que Rafinha aos comentários “políticos”, apresentou seu pedido formal de desculpas à Confederação Israelita do Brasil.
Em 1973, Millôr Fernandes, ilustre humorista brasileiro, sofreu um processo instaurado pelo então ministro da Justiça, Armando Falcão, por causa desta frase publicada em O Pasquim: “Jaqueline (Kennedy) nasceu de rabo pra lua e soube usá-lo”. Foi apenas um entre vários exemplos a demonstrar que os humoristas brasileiros, ao contrário do que crê o Observer, têm a tradição de criticar o poder, mesmo em tempos duros. Millôr afrontava a ditadura não em sua representação política, mas moral. Desafiava a censura federal em voga a todo escrito artístico que denegrisse alegados valores da “família brasileira”. Era humor crítico de quem vê oportunismo no fato de a viúva do presidente americano envolver-se repentinamente com um milionário armador grego.
O humor coronelístico de Rafinha Bastos, fundado no pensamento colonial escravista do Brasil, um país, portanto, de história politicamente incorreta, sem a necessidade de que os humoristas preguem agora a incorreção, não o leva a agir assim. Chico Anysio, assim como Jô Soares, sempre proferiu piadas sexistas, machistas e misóginas, mas, como lembra o historiador Saliba, quase sempre encarnando outros personagens, como oligarcas e nhonhôs: “Os preconceitos estavam lá, todos, alguns em toda a sua crueza, mas eram reversíveis, mudavam de lado a todo o momento, os papéis eram trocados, retomando o universo do burlesco”.
Depois de tudo o que houve, Rafinha tentou se explicar pela graça. Não usou de humor autoderrisório, praticado por mestres da stand-up comedy como George Carlin, incansável ao ridicularizar, entre outros, o fundamentalismo religioso de seu país, os Estados Unidos. Pelo contrário, o brasileiro reforçou o preconceito ao posar com duas mulheres de biquíni no Twitter, alegando sua felicidade na noite de suspensão do CQC. Em um vídeo, brincou de recusar carnes como baby beef e fraldinha, além de algo “para beber” numa churrascaria. Às perguntas que lhe fez o portal iG sobre o episódio, respondeu com receitas de bolo, evocando, em um processo de inversão, a censura ditatorial brasileira, que obrigava a imprensa a publicar textos culinários em lugar de notícias.
Não se sabe que tempo terá Rafinha para reinventar-se, ele que viu cancelados dois comerciais de que participaria e cinco apresentações pagas, para as quais cobraria até 20 mil reais por duas horas de trabalho. E é pena que, ao contrário de outras mulheres da história (os anos de conservadorismo teriam dificultado a ascensão feminina à condição humorística no Brasil, como acredita Saliba), Wanessa não tenha respondido à grosseria de Rafinha com uma boa piada. Humor de gênero está longe de constituir novidade. Foi praticado em frases como a da ativista Florence Kennedy: “Se homem ficasse grávido, o aborto seria um sacramento”. Ou por Ginger Rogers, exausta de ouvir falar da genialidade- de seu parceiro de foxtrote, Fred Astaire: “Faço tudo o que ele faz, só que de salto alto e andando para trás”.

No http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/rosane-pavam-o-humor-do-coronel-rafinha-bastos.html

"Vivi os piores momentos da minha vida no enterro dela. Mas no julgamento… no julgamento eu senti ódio. Aquele advogado falou tanta coisa… Teve uma hora que ele disse bem assim: ‘O que ele (o marido) fez foi pouco. Onde já se viu, mulher casada sair sozinha e voltar para casa de madrugada!’. Que Deus me perdoe, mas senti ódio daquele homem… Fiquei pensando, como pode alguém ganhar dinheiro para fazer uma coisa dessas? Ele mentiu!”

As mulheres são assassinadas duas vezes , pelo algoz e por seu advogado

VIOLêNCIA CONTRA A MULHER »
Vítimas no banco dos réus
Durante o julgamento de homens que assassinaram suas companheiras, defensores usam estratégia moral de ataque à reputação e tentam convencer que os algozes agiram sob emoção
ANA MARIA CAMPOS
ADRIANA BERNARDES

Djanira Sousa não se conforma com os ataques que a irmã, Deijacy (E), sofreu no julgamento do homem que a matou (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Djanira Sousa não se conforma com os ataques que a irmã, Deijacy (E), sofreu no julgamento do homem que a matou

Quando começar o julgamento do ex-professor de direito Rendrik Vieira Rodrigues, 35 anos, no Tribunal do Júri de Brasília, a estudante Suênia Sousa de Farias, 24, assassinada com três tiros no último dia 30 — dois na cabeça e um no tórax —, também estará no banco dos réus. Esse é o desfecho de casos de vítimas de violência provocada pela fúria de quem não aceita a rejeição. Na tentativa de comover os jurados, advogados de defesa usam uma estratégia moral. A discussão passa a ser o comportamento de quem morreu, seu passado, hábitos, interesses e antigos relacionamentos. Quanto mais perto ela estiver do perfil condenável socialmente, mais distante seu agressor estará da prisão. Muitas vezes, na análise da conduta de um assassino, a mulher sofre, já no túmulo, uma nova agressão. Dessa vez, à sua história.

Por estratégia, o advogado de Rendrik, Andrew Farias, não antecipa a linha da defesa. Nesse caso, no entanto, não há dúvida quanto à autoria do crime. Resta discutir as circunstâncias. Em situações como essa, é preciso convencer o corpo de jurados de que o assassino confesso agiu sob forte emoção. A jurisprudência brasileira já não admite a tese de legítima defesa da honra, que prevaleceu no rumoroso episódio do julgamento do playboy Doca Street no fim da década de 1970 (veja Memória). Mas promotores de Justiça e advogados confirmam que a imagem e o comportamento da vítima e do réu no julgamento popular são fatores muitas vezes decisivos na hora de convencer os sete jurados.

No julgamento, Rendrik será apresentado como um homem trabalhador, cumpridor dos deveres, bom professor, respeitoso com os alunos, réu primário, pacífico, mas que teve um rompante de paixão. A vítima será julgada aos olhos dos jurados pelo relacionamento que manteve com ele. Serão expostos detalhes que só ela poderia rebater. “Nesses casos, em geral, ocorre uma tentativa de vitimização do réu”, analisa o procurador Alexandre Vitorino, que já atuou como defensor público em tribunais do júri. “É muito comum ocorrer a exposição das reputações em julgamentos de crimes sexuais”, aponta.

Desvantagem
Uma mulher que traiu ostensivamente o marido, teve muitos amantes ou não cuidava dos filhos começa em desvantagem, independentemente da violência que sofreu. O Código Penal, no artigo 121, abre uma brecha que advogados tentam usar. Trata-se do homicídio privilegiado. É considerada uma causa de diminuição da pena “se o agente comete o crime sob o domínio de forte emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima”. Nesse caso, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço. Basta que os jurados acreditem que o assassino agiu movido por uma paixão avassaladora, num ímpeto, como reação a uma forte ofensa do ser amado. “É muito difícil comprovar que um crime ocorreu nessas circunstâncias, mas se os jurados se convencerem, mesmo condenado, o réu sai praticamente livre do julgamento”, explica o promotor José Pimentel Neto, que atua no Tribunal do Júri de Brasília.

Depoimento
“Senti ódio dele”

“Quando minha irmã morreu, eu estava no Pará. Vim para Brasília na mesma hora, com um par chinelos e duas trocas de roupa numa mochila. Vivi os piores momentos da minha vida no enterro dela. Mas no julgamento… no julgamento eu senti ódio. Aquele advogado falou tanta coisa… Teve uma hora que ele disse bem assim: ‘O que ele (o marido) fez foi pouco. Onde já se viu, mulher casada sair sozinha e voltar para casa de madrugada!’. Que Deus me perdoe, mas senti ódio daquele homem… Fiquei pensando, como pode alguém ganhar dinheiro para fazer uma coisa dessas? Ele mentiu!”

Djanira Lima Sousa, 36 anos,
cozinheira, irmã de Deijacy, assassinada pelo marido aos 31 anos, em 2009  
 
No http://aposentadoinvocado1.blogspot.com/