segunda-feira, 12 de março de 2012

América Latina - contraste sobre a situação da mulher

A mulher latino-americana: a mais poderosa e a mais maltratada

Nos mesmos países que registraram as maiores taxas de assassinatos de violência doméstica e as maiores taxas de gravidez na adolescência, as mulheres fizeram os níveis mais espetaculares de participação feminina na política em nível mundial.




América Latina, um subcontinente marcado pela desigualdade, mas também para o sucesso econômico em crise, maltrata suas mulheres e, enquanto estes estão atingindo uma quota de poder desconhecido, mesmo na maioria dos países europeus, onde, por exemplo, ainda não se conhece uma presidente ou primeira-ministra eleita, algo que este lado do planeta já viveu em 1990, com Violeta Chamorro na Nicarágua, e agora está se tornando um fato um pouco ordinário.

Atualmente, 40% da população do subcontinente americano são governados por mulheres: Dilma Rousseff no Brasil, Cristina Fernández na Argentina e Laura Chinchilla na Costa Rica. Postula-se com grandes possibilidades a presidência da republica mexicana pelo partido governante, PAN, Josefina Vázquez Mota. Caso seja eleita no mês de julho, a porcentagem de cidadãos latino-americanos governados por mandatárias subiria para 60%. De novo, o grande contraste latino-americano ficaria mais exposto sendo o México um pais no qual tem Estados que justificam crimes pela honra e tenha zonas onde as mulheres são perseguidas, torturadas e brutalmente assassinadas em clãs de sangue que são devastadoras em grande parte do país.

A margem da extrema violência onde prospera o narcotráfico e a corrupção em algumas regiões. México registrou em 2009 um total de 1.858 assassinatos machistas, uma cifra do Instituto Nacional das Mulheres que não figura, no entanto, nas estatísticas oficiais que recopila da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). Em tais estatística, observa-se o alto índice de morte de mulheres pelas mãos de seus parceiros ou ex-companheiros, com recordes impressionantes em países como San Vicente, Uruguai e República Dominicana.

No México, a violência de gênero une-se ao assassinato de mulheres fora do ambiente familiar, que é conhecido como feminicídio, um fenômeno que comove o mundo e pelo que é condenado o governo por não ir atrás dos culpados, nem proteger as vítimas por parte da Corte Iberoamericana de Direitos Humanos. Nesse país, as mulheres gozam de uma atração eleitoral inquestionável, razão pela qual Josefina Vázquez Mota parece ser obrigada a advertir:”Não quero chegar a presidência só por ser mulher, e sim pelo que proponho”.

Qual é a razão que a América Latina tenha, então, um contraste tão grande sobre a situação das mulheres? "Ah, essa é a pergunta de milhares", responde Maria Jesus Aranda, ex-defensora do povo de Navarra e atual consultora de gênero da Secretaria Geral Ibero-americana (Segib). É a grande questão porque Aranda não acreditam que os padrões sexistas na América Latina são diferentes do resto do mundo. A alta taxa de abandono escolar, a mortalidade materna alta (logicamente relacionada a carência educacional) e a ausência de dados suficientes para conhecer em profundidade, por exemplo, o fenômeno do feminicídio, que a Segib está analisado. Também não há dados completos que nos dê certeza que a violência contra as mulheres está aumentando ou se, pelo contrário, está diminuindo. Neste momento, sobre o feminicídio só há uma foto instantânea, mas algumas análises indicam que existe uma melhora significativa, especialmente no chamado triângulo preto (El Salvador, Honduras e Guatemala), uma região – juntamente com México e Costa Rica - que tem havido um registro crescente de um mercado regional de exploração e tráfico de mulheres.

Em meio a realidades sociais de uma crueza assustadora, há dados muito positivos que movem a esperança. Aranda fala sobre a melhoria da educação na América Latina. Maria Emma Mejía, ex-ministra colombiana de Educação e do Exterior e agora secretária-geral União das Nações Sul-Americanas (Unasul) também ressalta. "No ensino superior ultrapassou os homens, representando 53% dos estudantes universitários. Estas estão ocupando cargos importantes de poder e quando isso ocorre se produzem as mudanças legislativas mais importantes. O caso de Michelle Bachelet no Chile é exemplar a este respeito. Durante seu mandato foram feitas conquistas sem precedentes, tais como o direito ao divórcio."

Bachelet, após uma longa batalha, conseguiu também a aprovação do uso da pílula do dia seguinte para reduzir o número de gravidezes na adolescência, um fenômeno que prejudica profundamente a expectativa de vida feminina. Mas derrotas de mandatárias, como a chilena, para melhorar as condições de vida da população feminina, também ocorrem. Durante a campanha eleitoral, Dilma Rousseff deu uma entrevista para a revista Marie Claire e afirmou que o aborto é "uma questão de saúde pública", acrescentando que há muitas mulheres no Brasil que morrem de aborto em circunstâncias precárias. A pressão dos católicos e das igrejas evangélicas a forçou a se retratar e a renunciar a qualquer plano para descriminalizar o aborto num subcontinente, onde apenas em Cuba e no México há lei que garanta para casos de adolescentes estupradas e forçado a ser mães que não são extraordinários.

Acontece, mas na Nicaragua, de Daniel Ortega, onde você não pode nem mesmo recorrer ao aborto em casos de estupro. Na Argentina, Cristina Fernandez conseguiu legalizar o casamento gay, mas o Parlamento finalmente rejeitou a lei que teria permitido o aborto e para estancar o sangramento por causa de abortos ilegais. Na América Latina, 4.000 mulheres morrem a cada ano, em quatro milhões de abortos ilegais registrados. As taxas de gravidez entre adolescentes são muito elevadas. Na Nicarágua, Honduras e Panamá (maior da América Latina), são quase 10 vezes superiores às registadas na Espanha ou Portugal, de acordo com o Observatório para a Igualdade de Gênero da Cepal.

Atrás do jugo que oprime a América Latina está a forte aliança entre a igreja e as classes dominantes. A pressão social é tão forte que, segundo o jornalista Clarín Matilde Sánchez (El Pais, artigo de 10 de fevereiro de 2011), leva ao paradoxo mulheres no poder, mas não desfrutam do nível social de autentica igualdade, devido a estrutura conservadora das famílias e do papel das mulheres dentro delas.

Para Walda Barrios-Klee, assessor da União Nacional de Mulheres da Guatemala, a grande violência contra as mulheres seria atribuída, no entanto, a sua maior independência. Seu maior papel nas áreas de energia, de acordo com Maria Emma Mejía, é devido a uma forte vontade política (11 países estabeleceram quotas para as mulheres) e a força peculiar da América Latina. "Lembro-me durante as negociações de paz [na Colômbia] tinha muito contato com o campo e é verdade que as primeiras a saírem das escolas são as meninas, mas quase todos os líderes sociais contra os traficantes de drogas , por exemplo, eram mulheres ", diz Mejia.

Contra a Corrupção (principal gerador de violência extrema) que assola algumas áreas da América Latina, as mulheres são percebidas pelas populações de diferentes países como bons gerentes. Levantamentos realizados pela Cepal mostram um parecer favorável da liderança feminina, tentando parar, no entanto, os grandes partidos, de acordo com essas mesmas pesquisas. "Eles são percebidos como mais eficaz, mais comprometida e mais abrangente", ressalta Mejia, "algo que eu acredito que é universal e não vejo também na liderança de Angela Merkel na Alemanha, por exemplo."

Fonte: El País


No http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=177741&id_secao=7

Resposta a SKY


domingo, 11 de março de 2012

Abra o olho mídia golpista!

                                            Charge de Dum, para o Hoje em Dia (MG)


No http://www.vermelho.org.br/charges.php?id_param_charge=660&pagina=1

Aprovado PL que reduz o tempo mínimo de contribuição para aposentadoria das donas de casa

Comissão aprova projeto em favor de dona de casa
Quinta-feira 8, março 2012
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou ontem um projeto de lei – de autoria da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) – para reduzir o tempo mínimo de contribuição das donas de casa ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para fins de aposentadoria. Atualmente, o tempo de contribuição é de 15 anos. Pelo texto da parlamentar amazonense, esse período pode ser reduzido para dez ou cinco anos, a depender do ano em que a dona de casa passou a contribuir para a Previdência Social e do ano em que ela passou a ter as condições necessárias para pleitear o benefício.
O direito à aposentadoria exige, além do tempo de contribuição, pelo menos 60 anos de idade, no caso das mulheres.
O projeto é voltado para as mulheres de baixa renda que se dedicam exclusivamente ao trabalho doméstico. Como de baixa renda, o projeto define as pessoas com renda familiar de até dois salários mínimos mensais. Além disso, as donas de casa precisam estar inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) do governo federal.
O projeto seguiu para a Câmara dos Deputados. Se for alterado, o texto voltará ao Senado Federal para revisão.
As donas de casa já conseguiram, recentemente, o direito de contribuir com um valor menor para a Previdência. Desde outubro do ano passado, a contribuição passou para 5% do salário mínimo, o que corresponde atualmente a R$ 31,10.
Para Vanessa Grazziotin, o seu projeto vem corrigir uma falha da legislação atual, que , segundo ela, permite às donas de casa contribuírem com uma alíquota menor para a Previdência sem, no entanto, fixar para elas um prazo de carência menor. Ela argumenta que, assim, muitas donas de casa com a idade exigida para a aposentadoria permanecem “à margem de um direito que lhes foi assegurado constitucionalmente”.
Por
No http://osamigosdobrasil.com.br/2012/03/08/comissao-aprova-projeto-em-favor-de-dona-de-casa/

Dicas para donas-de-casa (desesperadas ou não!)

Mulher-polvo!

Eu sei que muitas de vocês são donas-de-casa, não sei se todas sentem prazer em sê-lo, mas o fato é que ser dona-de-casa não é nada fácil!
Eu fui dona-de-casa dos meus 7 meses de gestação aos 4 meses de vida do meu filhote, e confesso que por vezes me vi muito frustrada. E olha que tenho o marido mais relax do mundo, JAMAIS me cobrou se não tinha janta ou se a casa estava uma zona.
Mas e quando ninguém te ajuda, não valorizam o seu trabalho e você ainda só recebe cobranças? Daí a situação se complica, e muito!
Vejam algumas dicas para facilitar a sua vida e a convivência familiar:
  • Delegue tarefas a todos os membros da família. Não importa se o marido trabalha o dia todo e os filhos estudam, cada um tem suas responsabilidades dentro de uma casa. Logicamente que se a sua profissão é apenas “do lar” você não irá dividir igualmente com o marido as tarefas domésticas, mas isso não significa que ele não precise fazer absolutamente nada em relação à casa. Recolher suas roupas, pendurar a toalha, lavar o copo que usou para tomar um suco, tirar o lixo quando ver que está cheio, arrumar a cama ao levantar são coisas básicas que todos podem e devem fazer.
  • Simplifique e reduza suas atividades domésticas. Não é porque você é dona-de-casa que tem que passar o dia inteiro limpando, lavando e cozinhando. Tenha uma rotina para as suas tarefas e limite-as por dias e horários. Por exemplo: segunda você apenas passa aspirador, limpa o banheiro e lava 1 máquina de roupas. O resto do dia faça algo proveitoso por você e para você.
  • Se tiver filhos pequenos, leve-os na escolinha ao menos meio turno. Passar 24 horas por dia com as crianças pode ser estressante. Fora que assim você terá tempo para dar uma caminhada, fazer suas unhas, ler um livro…
  • Essa dica é valiosíssima, preparadas? NÃO PASSE O DIA DE PIJAMA!! Você não precisa passar o dia de terninho e salto alto, mas pentear os cabelos, lavar o rosto, trocar de roupa e passar um perfuminho é o mínimo que a sua vaidade merece.
  • Não esqueça da relação homem e mulher. É lógico que você não precisa esperar o marido todos os dias deitada no sofá vestindo apenas um babydoll, com uma bandeja de morangos com chocolate e uma taça de champagne, mas chegar em casa e ser recebido por uma esposa reclamona, rabujenta, mal cuidada e DE PIJAMA ninguééééém merece!
  • Tenha vida própria, faça algo que não seja cuidar da casa e dos filhos. Estude, faça um curso de qualquer coisa, conheça pessoas, saia de casa, tenha um bom papo, atualize-se! Ame-se acima de tudo e de todos!
E o mais importante, se você não está feliz como dona-de-casa, ama sua família mas gostaria de ter uma profissão, não desista. Converse com o marido, organize seus horários, coloque as crianças na escolinha e corra atrás dos seus sonhos! Nunca é tarde para recomeçar…
Com carinho, Dé!
http://segredinhodecomadre.wordpress.com/2011/04/01/dicas-para-donas-de-casa-desesperadas-ou-nao/ 

sexta-feira, 9 de março de 2012

"Quem ama não maltrata o seu amor"


Presidenta Dilma, pode contar com nossos olhos, ouvidos, vozes, corações e votos! Obrigada por nos representar tão bem diante de todos os brasileiros e do mundo!


Cadê os vereadores da bancada governista no evento da CMPA para homenagear a nós mulheres? Por que não nos prestigiaram? Eles merecem o VOTO MARIA DA PENHA. Nas urnas diremos Não a quem não nos valorizam.

'Só deu elas'! Ontem, a câmara municipal foi das mulheres de Paulo Afonso

Redação
redacao@ozildoalves.com.br


Crédito: www.ozildoalves.com.br

Homenageadas recebem flores das funcionárias da Câmara
Homenageadas recebem flores das funcionárias da Câmara
Na noite de ontem, 08/03, a Câmara de Vereadores de Paulo Afonso realizou Sessão Especial em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.
Mulheres de todas as idades, solteiras, casadas, mães, urbanas e rurais, classes e de todos os tipos de cargo lotaram o plenário da Casa Legislativa, fizeram belíssimos discursos e se emocionaram.
Na oportunidade foram congratuladas com o Título de Cidadã de Paulo Afonso, três grandes mulheres que prestam relevantes serviços ao nosso município: Drª Isabel Cristina de Oliveira, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Subseção Paulo Afonso, Drª Mirela Santana Matos Ventura, delegada regional da Delegacia da Mulher (DEAM) e a Srª Edvalda Pereira Torres Lins Aroucha, presidenta da ONG AGENDHA.
Na ocasião outras 20 mulheres escolhidas pela sociedade pauloafonsina, através do portal OzildoAlves, também foram homenageadas pelos vereadores, autoridades, público presente e pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, através da presidente Marileide Brasil.
Na sessão estiveram presentes os vereadores Aroldo do Hospital, Celso Brito, Daniel Luiz, Edson Maciel, Ozildo Alves e Regivaldo Coriolano. Curiosamente nenhum vereador da bancada governista compareceu ao evento, assim como o prefeito Anilton Bastos e a primeira dama Ana Clara, que foram representados respectivamente, pelo secretário municipal Gilberto Sérgio e pela Assistente Social Janizabel, os quais justificaram a ausência do casal.
Daqui a pouco, a relação completa de todas as mulheres homenageadas e mais informações sobre a belíssima sessão desta noite, que contou com a presença de várias autoridades e com plenário lotado.
Confira nas imagens abaixo:
No http://www.ozildoalves.com.br/internas/read/?id=12187

Projeto de Lei Anti-Baixaria ( PL nº 63/201) - "Censura Cultural? Penso que esse seja o argumento mais manipulado de todos. Existe sempre em torno de qualquer assunto que mexe nos fundamentos de uma sociedade, uma tentativa de sacralizá-los sob o manto terno da cultura que tudo abraça. Ora, isso não poderia ser mais leviano, pois trata da tentativa de fossilizar também equívocos históricos, e no caso especificamente das letras de pagode de cunho sexista, perpetuar uma subjugação da condição femininapelo falo masculino."

No dia Internacional das mulheres: O Pagode é o Apedrejamento de Mulheres da Atualidade


Imagem Ilustrativa.
imageO debate é grande, mas a verdade é que muitas delas gostam do ritmo e das letras

Hoje, Dia Internacional das Mulheres. Daqui há 12 dias, será votado na Assembléia Legislativa Estadual  da Bahia o dito polêmico Projeto de Lei Anti-Baixaria ( PL nº 63/201), da deputada Luiza Maia "que dispõe sobre a proibição do uso de recursos públicos para contratação de artistas que em suas músicas, danças ou coreografias, desvalorizem ou exponham as mulheres a situação de constrangimento ou que incentivem a prática da violência e desrespeito ao ser humano". Há quem fale em censura à liberdade artística e cultural, mas querem saber o que eu acho?
Tratar este projeto de lei como um instrumento de censura à expressão, é naturalmente o argumento mais óbvio, mas é também o mais frágil. Passamos tanto tempo cuidando das ditas minorias, que nos esquecemos que algumas maiorias ainda não alcançaram sua plena conquistas de direitos, me referindo aqui às mulheres.
Não pode ser censura um projeto como este, assim como não é censura a lei que proíbe a exposição em situação constrangedora de raças e etnias (negros, índios, etc); de homossexuais; de crianças e idosos. E não nos esqueçamos, há também mulheres negras, índias, homossexuais, crianças e idosas. Lutar pela integridade deste aspecto do feminino na sociedade, é antes, zelar por uma saúde das mulheres em seus outros espaços de conflitos.

Censura Cultural? Penso que esse seja o argumento mais manipulado de todos. Existe sempre em torno de qualquer assunto que mexe nos fundamentos de uma sociedade, uma tentativa de sacralizá-los sob o manto terno da cultura que tudo abraça. Ora, isso não poderia ser mais leviano, pois trata da tentativa de fossilizar também equívocos históricos, e no caso especificamente das letras de pagode de cunho sexista, perpetuar uma subjugação da condição femininapelo falo masculino.

Nessas letras de pagode à qual o Projeto de Lei se refere, o homem, sendo sempre o pauzudo, gostoso, irresistível, cultuado, pegador e socialmente aceito por tudo isso; e a mulher, a megera, histérica, que não resiste a um pênis, e que deve ser controlada pela força física masculina. Não é preciso ser muito inteligente, para observar que existe um desnível de status muito grande entre a construção da identidade masculina e da feminina no pagode.
Música ou Linchamento Público da Condição da Mulher?
O termo "cultural", é habitual e erroneamente empregado como "etiqueta de qualidade", o que é também pouco prudente. Afinal, lapidação de mulheres (apedrejamento), ecastração de mulheres (mutilação os órgão de prazer feminino), coisas que naturalmente devem ter sido invetadas por homens, também são aspectos culturais de algumas sociedades, e nem por isso deixamos que essas coisas aconteçam sem que mostremos a nossa indignação e muitas vezes nosso ativismo contra essas barbáries que ainda hoje acontecem no mundo.

Pois bem... se contra estes "aspectos culturais" nós podemos lutar, porque também não podemos lutar contra as letras de pagode que aviltam a condição da mulher? E digo mais, para mim a  mentalidade que criou a lapidação e castração de mulheres, é a mesma que cria letras de músicas que colocam a mulher como alvo de constrangimento. E para que não reste dúvidas do que eu estou falando, eu quero dizer que o pagode sexista/machista é o correlato contemporâneo ao apedrejamento de mulheres.

Quanto ao mérito artístico, não tenho muito a dizer, a não ser que não imagino que algo que aspire ser arte, e que portanto, deve estar calcado num sentimento de libertação, possa dar suporte à opressão humana.

Você pode se manifestar a favor da Lei Anti-Baixaria, abaixo assinando aqui, no site da deputada Luiza Maia.

 
No http://www.noticiasdosertao.com.br/ultimas/cultura/7585-dia-Internacional-das-mulheres-Pagode-Apedrejamento-Mulheres-Atualidade.html