domingo, 19 de fevereiro de 2012
sábado, 18 de fevereiro de 2012
estupro de mulheres - a barbárie de Queimadas, na Paraíba
BARBÁRIE EM QUEIMADAS: estupro de cinco mulheres foi armado e morte foi só queima de arquivo, diz delegada
Em 13/02/2012
A
delegada responsável pela investigação do caso, Cassandra Maria Duarte -
titular da especializada em homicídios revelou no início da tarde desta
segunda-feira (13), durante coletiva de imprensa, um fato inusitado
sobre a barbárie que foi registrada no município de Queimadas, que
deixou um saldo de cinco mulheres estupradas e duas mortas, no fim de
semana – - praticamente todos os homens que estavam presentes na festa
de aniversário onde o crime aconteceu sabiam do plano para estuprar as
mulheres .
Segundo a delegada, as investigações apontam que as duas mulheres que foram executadas reconheceram os acusados e por isso foram assassinadas brutalmente. O objetivo da ação era apenas o estupro, mas como a situação saiu do controle, duas mulheres tiveram as vidas ceifadas.
"Eles estavam encapuzados, no entanto, no momento do crime, elas reconheceram os acusados como sendo membros da família que promovia a festa. Tudo foi planejado. Os criminosos agiram sem pena. Tudo foi praticado por pura maldade. As duas mulheres mortas não eram o alvo inicial. A princípio eles queriam Pricila e Isabele" comentou Cassandra Maria. Ainda segundo a delegada, o crime teria sido armado pelo dono da festa. O plano criminoso era estuprar as mulheres e usar a casa como uma espécie de cabaré. A motivação do crime era apenas a vontade de praticar sexo proibido. As mulheres assassinadas foram executadas com disparo de pistola calibre 40, de uso exclusivo das forças armadas. Uma das vítimas, de 29 anos, foi morta em frente à igreja, no Centro da cidade, com quatro tiros, sendo dois na cabeça. Já a outra mulher, de 27 anos, foi encontrada, dentro do carro utilizado na fuga, na estrada que liga Queimadas a Fagundes. Ela foi morta com três tiros.
Dos nove acusados presos, a polícia divulgou a foto de sete envolvidos e também imagens do material apreendido com os criminosos como armas de grosso calibre, drogas e dinheiro. A maioria dos bandidos é de Campina Grande.
Entenda:
Na madrugada deste domingo (12), uma festa no município de Queimadas foi invadida por nove homens encapuzados e todas as mulheres que estavam no local foram estupradas e duas morreram com tiros à queima roupa. A tragédia aconteceu durante um aniversário, no Centro de Queimadas, há 15 km de Campina Grande, quando por volta da 0h, bandidos encapuzados e fortemente armados invadiram a comemoração - que fica na Rua César Ribeiro, nº 190 -, amarraram as 15 pessoas que estavam no local e as agrediram, além de estuprarem todas as mulheres.
Os assaltantes fugiram levando duas mulheres, R$ 5 mil do dono da residência e uma caminhonete de um participante da festa. A recepcionista Michele Domingos da Silva, 29 anos, conseguiu pular do veículo em movimento, mas os acusados pararam o carro e a executaram na lateral de uma igreja católica. Já a professora Isabela Jussara Frazão Monteiro, 27 anos, foi amarrada com algema de plástico e em seguida deixada em cima da caminhonete, sem vida.
Com informações de Simone Duarte
Segundo a delegada, as investigações apontam que as duas mulheres que foram executadas reconheceram os acusados e por isso foram assassinadas brutalmente. O objetivo da ação era apenas o estupro, mas como a situação saiu do controle, duas mulheres tiveram as vidas ceifadas.
"Eles estavam encapuzados, no entanto, no momento do crime, elas reconheceram os acusados como sendo membros da família que promovia a festa. Tudo foi planejado. Os criminosos agiram sem pena. Tudo foi praticado por pura maldade. As duas mulheres mortas não eram o alvo inicial. A princípio eles queriam Pricila e Isabele" comentou Cassandra Maria. Ainda segundo a delegada, o crime teria sido armado pelo dono da festa. O plano criminoso era estuprar as mulheres e usar a casa como uma espécie de cabaré. A motivação do crime era apenas a vontade de praticar sexo proibido. As mulheres assassinadas foram executadas com disparo de pistola calibre 40, de uso exclusivo das forças armadas. Uma das vítimas, de 29 anos, foi morta em frente à igreja, no Centro da cidade, com quatro tiros, sendo dois na cabeça. Já a outra mulher, de 27 anos, foi encontrada, dentro do carro utilizado na fuga, na estrada que liga Queimadas a Fagundes. Ela foi morta com três tiros.
Dos nove acusados presos, a polícia divulgou a foto de sete envolvidos e também imagens do material apreendido com os criminosos como armas de grosso calibre, drogas e dinheiro. A maioria dos bandidos é de Campina Grande.
Entenda:
Na madrugada deste domingo (12), uma festa no município de Queimadas foi invadida por nove homens encapuzados e todas as mulheres que estavam no local foram estupradas e duas morreram com tiros à queima roupa. A tragédia aconteceu durante um aniversário, no Centro de Queimadas, há 15 km de Campina Grande, quando por volta da 0h, bandidos encapuzados e fortemente armados invadiram a comemoração - que fica na Rua César Ribeiro, nº 190 -, amarraram as 15 pessoas que estavam no local e as agrediram, além de estuprarem todas as mulheres.
Os assaltantes fugiram levando duas mulheres, R$ 5 mil do dono da residência e uma caminhonete de um participante da festa. A recepcionista Michele Domingos da Silva, 29 anos, conseguiu pular do veículo em movimento, mas os acusados pararam o carro e a executaram na lateral de uma igreja católica. Já a professora Isabela Jussara Frazão Monteiro, 27 anos, foi amarrada com algema de plástico e em seguida deixada em cima da caminhonete, sem vida.
Com informações de Simone Duarte
No http://guiacampina.uol.com.br/deoutrossites/guia/layout.php?id=122150
ENSAIO SOBRE A BARBÁRIE
A primeira lembrança que me veio à mente ao ler as notícias do terrível caso
dos estupros coletivos como presente de aniversário em Queimadas,
Paraíba, foi um episódio que poucos sabem, porque não foi noticiado.
Aconteceu, de verdade, há três anos e meio. Uma blogueira, depois d
e um mês saindo com um carinha que conheceu pela internet, aceitou o convite de ir com ele pra um churrasco. Chegando no lugar, ela foi amordaçada, amarrada, e estuprada por nove homens, todos amigos do carinha com quem ela estava saindo. Ela foi abandonada no local, ainda amarrada. Acordou três dias depois, fez barulho, o vizinho ouviu e chamou a polícia. Os criminosos foram presos rapidamente; ela foi parar no hospital, e se recuperou lentamente. Não tive mais notícias.
Ontem
fui à faculdade e, no trajeto (a pé), eu estava tão revoltada com essa
barbárie de Queimadas que briguei feio com um sujeito que não respeitou a
faixa de pede
stres. E isso que eu ainda não tinha lido outros detalhes do caso. Primeiro que já há dez suspeitos presos. Um deles é sobrinho do prefeito da cidade. Há indícios que os principais mentores (os irmãos, um deles o aniversariante) tinham sido assaltantes em capitais do Sudeste. E agora não são mais cinco as mulheres vítimas de estupro -– são seis. Mas o mais chocante é o que conta a delegada encarregada do caso: “Todos os homens que estavam no local sabiam do plano e iriam estuprar as outras. Eles
só não estupraram todas que estavam na casa porque foram reconhecidos e
decidiram executar as duas moças”. As sobreviventes da barbárie narram
que os homens riam
do seu desespero. Do seu choro. Elas estavam amordaçadas e vendadas.
Como puderam dez homens concordar com aquilo? Tudo foi premeditado, todos eles sabiam. E concordaram. E quiseram estuprar mulheres, como se fosse um programa qualquer de fim de semana. Não pode ser que eram todos psicopatas, mas eram todos homens. E o machismo que eles compartilham é psicopata, pois transforma mulheres em coisas e faz desaparecer qualquer traço de empatia. Aqueles dez homens (entre eles, três menores de idade) não tiveram pena de violentar mulheres, ou de matar duas delas. Eles não estão arrep
endidos do que fizeram, só de terem sido flagrados. Como é possível?
Talvez eu seja ingênua em fazer essa pergunta. Autores de distopias (as utopias negativas, os pesadelos) não têm a menor dúvida sobre o que aconteceria se o mundo acabasse, se chegasse o apocalipse. Em O Conto da Aia (prometo que escreverei mais sobre este livro único), de Margaret Atwood, as mulheres são transformadas em prisioneiras e receptáculos de esperma. Só. No mundo que não produz mais alimentos retratado por A Estrada, de Cormac McCarthy, mulheres e crianças são literalmente comidas pelos homens. Em pouquíssimo tempo, elas já estão praticamente extintas.
E claro que, d
epois de pensar na blogueira estuprada por nove homens, a segunda coisa que me veio à cabeça ao ouvir sobre a barbárie de Queimadas foi o estupro coletivo de Ensaio sobre a Cegueira.
No romance de José Saramago, as pessoas são tomadas por uma cegueira
branca e confinadas, para que a epidemia não se espalhe. Os cegos de uma
ala toda masculina conseguem recolher toda
a comida que chega ao sanatório. Para reparti-la com as demais alas,
eles exigem poder estuprar as mulheres. É assim que é narrada a chegada
de sete mulheres à ala masculina na primeira noite do estupro:
“Já aí vêm, já aí vêm. De dentro saíram gritos, relinchos, risadas. […] Os cegos rodearam-nas, tentavam apalpá-las, mas recuaram logo, aos tropeções, quando o chefe, o que tinha a pistola, gritou, O primeiro a escolher sou eu, já sabem. […] Os cegos relincharam
,
deram patadas no chão, Vamos a elas que se faz tarde, berraram alguns
[…] Puxou para si as duas mulheres, quase se babava quando disse, Fico
com estas, depois de as despachar passo-as a vocês. […] As mulheres,
todas elas, já estavam a gritar, ouviam-se golpes, bofetadas, ordens,
Calem-se, suas putas, estas gajas são todas iguais, sempre têm de pôr-se
aos berros, Dá-lhe com força, que se calará”.
Uma das sete mulheres não retorna a sua ala com vida. E, quatro dias depois, quando os cegos vão avisar as mulheres que elas terão que voltar lá para “pagar mais impostos” em troca de comida, a narração aponta: “Do fundo da camarata, a mulher do médico disse, Já não somos sete, Fugiu alguma, perguntou
a rir um do grupo, Não fugiu, morreu”.
A semelhança entre Ensaio sobre a Cegueira e a barbárie de Queimadas é assustadora. Mas uma é ficção, a outra é real. E apenas uma trata de um cenário apocalíptico de total desintegração da sociedade. Ou não.
stres. E isso que eu ainda não tinha lido outros detalhes do caso. Primeiro que já há dez suspeitos presos. Um deles é sobrinho do prefeito da cidade. Há indícios que os principais mentores (os irmãos, um deles o aniversariante) tinham sido assaltantes em capitais do Sudeste. E agora não são mais cinco as mulheres vítimas de estupro -– são seis. Mas o mais chocante é o que conta a delegada encarregada do caso: “Todos os homens que estavam no local sabiam do plano e iriam estuprar as outras. Eles
só não estupraram todas que estavam na casa porque foram reconhecidos e
decidiram executar as duas moças”. As sobreviventes da barbárie narram
que os homens riam
do seu desespero. Do seu choro. Elas estavam amordaçadas e vendadas. Como puderam dez homens concordar com aquilo? Tudo foi premeditado, todos eles sabiam. E concordaram. E quiseram estuprar mulheres, como se fosse um programa qualquer de fim de semana. Não pode ser que eram todos psicopatas, mas eram todos homens. E o machismo que eles compartilham é psicopata, pois transforma mulheres em coisas e faz desaparecer qualquer traço de empatia. Aqueles dez homens (entre eles, três menores de idade) não tiveram pena de violentar mulheres, ou de matar duas delas. Eles não estão arrep
endidos do que fizeram, só de terem sido flagrados. Como é possível?Talvez eu seja ingênua em fazer essa pergunta. Autores de distopias (as utopias negativas, os pesadelos) não têm a menor dúvida sobre o que aconteceria se o mundo acabasse, se chegasse o apocalipse. Em O Conto da Aia (prometo que escreverei mais sobre este livro único), de Margaret Atwood, as mulheres são transformadas em prisioneiras e receptáculos de esperma. Só. No mundo que não produz mais alimentos retratado por A Estrada, de Cormac McCarthy, mulheres e crianças são literalmente comidas pelos homens. Em pouquíssimo tempo, elas já estão praticamente extintas.
E claro que, d
epois de pensar na blogueira estuprada por nove homens, a segunda coisa que me veio à cabeça ao ouvir sobre a barbárie de Queimadas foi o estupro coletivo de Ensaio sobre a Cegueira.
No romance de José Saramago, as pessoas são tomadas por uma cegueira
branca e confinadas, para que a epidemia não se espalhe. Os cegos de uma
ala toda masculina conseguem recolher toda
a comida que chega ao sanatório. Para reparti-la com as demais alas,
eles exigem poder estuprar as mulheres. É assim que é narrada a chegada
de sete mulheres à ala masculina na primeira noite do estupro: “Já aí vêm, já aí vêm. De dentro saíram gritos, relinchos, risadas. […] Os cegos rodearam-nas, tentavam apalpá-las, mas recuaram logo, aos tropeções, quando o chefe, o que tinha a pistola, gritou, O primeiro a escolher sou eu, já sabem. […] Os cegos relincharam
,
deram patadas no chão, Vamos a elas que se faz tarde, berraram alguns
[…] Puxou para si as duas mulheres, quase se babava quando disse, Fico
com estas, depois de as despachar passo-as a vocês. […] As mulheres,
todas elas, já estavam a gritar, ouviam-se golpes, bofetadas, ordens,
Calem-se, suas putas, estas gajas são todas iguais, sempre têm de pôr-se
aos berros, Dá-lhe com força, que se calará”. Uma das sete mulheres não retorna a sua ala com vida. E, quatro dias depois, quando os cegos vão avisar as mulheres que elas terão que voltar lá para “pagar mais impostos” em troca de comida, a narração aponta: “Do fundo da camarata, a mulher do médico disse, Já não somos sete, Fugiu alguma, perguntou
a rir um do grupo, Não fugiu, morreu”. A semelhança entre Ensaio sobre a Cegueira e a barbárie de Queimadas é assustadora. Mas uma é ficção, a outra é real. E apenas uma trata de um cenário apocalíptico de total desintegração da sociedade. Ou não.
No http://escrevalolaescreva.blogspot.com/
Lula para presidente do banco mundial! Taí uma excelente idéia!
Financial Times' sugere Lula para presidir Banco Mundial
Em
artigo no site do Financial Times, Gregory Chin, professor de Ciência
Política da York University, no Canadá, propõe o nome de Lula para
presidente do Banco Mundial, em substituição a Robert Zoellick, que está
saindo (ironicamente, Lula certa vez chamou Zoellick, então
representante comercial dos Estados Unidos, principal negociador de
comércio exterior, de “sub do sub do sub”). As informações são do
Estadão Chin, em seu artigo, mencionou o fato de que o ministro da
Fazenda, Guido Mantega, defendeu que o novo presidente do Banco Mundial
não seja necessariamente de nenhuma nacionalidade específica, mas sim
alguém competente e capaz
Para
o articulista, Lula é o candidato ideal pela sua gestão competente da
economia brasileira, pelo seu carisma, pelos laços que criou entre os
países emergentes e pelo seu prestígio junto aos países ricos. Caso Lula
não queira aceitar, por razões de saúde, Chin acha que deveria ser
buscado alguém de perfil semelhante.
O site do FT é fechado. Para os assinantes, o link está aqui.
No http://dilma13.blogspot.com/
Marisa Letícia representara Lula no Sambódromo em SP
Marisa Letícia representara Lula no Sambódromo em SP
GUSTAVO URIBE - Agência Estado
A
ex-primeira dama, Marisa Letícia, irá neste sábado ao sambódromo do
Anhembi representar seu marido, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, que se recupera do tratamento de radioterapia ao qual foi
submetido no combate a um câncer na laringe. A informação é do vereador
José Américo (PT-SP), que esteve no camarote da Prefeitura de São
Paulo, no sambódromo do Anhembi.
A ex-primeira dama assistirá aos desfiles das escolas de samba acompanhada do pré-candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad.O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu alta ontem à tarde, do Hospital Sírio Libanês, onde realizou a última sessão de radioterapia no tratamento contra o câncer.
A equipe médica recomendou ao petista que não participe do desfile da Gaviões da Fiel, cujo enredo o homenageia. O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, informou ontem à tarde que o ex-presidente deve assistir ao desfile da Gaviões em casa, onde se recupera dos efeitos colaterais do tratamento médico.
No http://dilma13.blogspot.com/
Cachoeira de Paulo Afonso de braços d'água abertos para você: "venha ver este espetáculo promovido pela grande cheia do rio São Francisco. "
Paulo Afonso: "As águas da Cachoeira, rolam, rolam sem parar..."
Texto e Fotos: Antônio Galdino
Quando
Diogo Andrade Brito escreveu esta música, gravada por Deca do Acordeon e
cantada por Edemir Rodrigues, Aroldo Ferreira, José Ivan, Fábio, Jorjão
e todos os cantores da terra, as águas da Cachoeira de Paulo Afonso
eram abundantes. Diogo nos deixou no dia 30 de janeiro sem ver o retorno
das águas da cachoeira que ele exaltou nesta canção.
Estas
muitas águas já haviam inspirado o poeta Castro Alves e trazido o
Imperador D. Pedro II para conhecê-las e se apaixonar por elas. “É
belíssimo o ponto de que se descobrem sete cachoeiras que se reúnem na
grande(...) e algumas grandes fervendo a água em caixão de encontro à
montanha que parece querer subir por ela acima; o arco-íris produzido
pela poeira da água completava esta cena majestosa(...) Tentar descrever
a cachoeira em poucas páginas, e cabalmente, seria impossível, e sinto
que o tempo só me permitisse tirar esboços muito imperfeitos.”
Escreveu o Imperador D. Pedro II, no seu Diário da Viagem ao Norte do
Brasil (Livraria Progresso Editora – Salvador/BA, 1959), quando visitou a
Cachoeira de Paulo Afonso em 20 de outubro de 1859.
Desde
esta quinta-feira, 16/02 e na sexta, 17/02, as águas da cachoeira
despencam do paredão de granito, ainda tímidas, mas, a partir do sábado e
durante todos os dias do carnaval deste ano, a informação é que as
águas serão muitas, grandiosas, rolando e fazendo a alegria de
fotógrafos e cinegrafistas, num espepetáculo que sempre atrai grande
número de visitantes.
Nesses
dias – 17 a 21 de fevereiro – a vazão será bem maior que a atual e, com
isso, serão formadas muitas outras quedas d`água como o Véu da Noiva
(cuja melhor visão é do lado alagoano, no mirante construído no local
conhecido como Limpo do Imperador, de onde D. Pedro II vislumbrou “as sete cachoeiras que se reúnem na grande”). Novamente devem se formar as Quedas do Croatá, e a Queda do Capuxu, próxima às quedas dos Drenos de Areia.
Como
o fluxo de visitantes será bem maior, e a melhor vista das muitas
quedas da Cachoeira de Paulo Afonso será do mirante da Ilha do Urubu,
dentro do Roteiro turístico do Complexo da Usinas de Paulo Afonso a
Chesf encaminhou um comunicado à imprensa, às agências de viagem e
turismo, aos hotéis e aos guias de turismo, aos conselhos municipal e
regional de Turismo informando:
“A
Chesf, por meio da Administração Regional de Paulo Afonso, comunica à
população pauloafonsina e visitantes de outras regiões que, no período
de 15 a 21 de fevereiro de 2012, estará procedendo à abertura das
comportas do Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso, com visitação
pública.
Notifica, ainda, que no período de 18 a 21 de fevereiro, todo o controle de acesso será pelo Memorial Chesf, que funcionará para atendimento ao visitante das 9h às 16h.
No período de 18 a 21 de fevereiro, o acesso de veículos pela Guarita do Capuxu somente será permitido com autorização prévia do Receptivo Memorial Chesf.
A Chesf deseja a todos uma excelente visita.”
Notifica, ainda, que no período de 18 a 21 de fevereiro, todo o controle de acesso será pelo Memorial Chesf, que funcionará para atendimento ao visitante das 9h às 16h.
No período de 18 a 21 de fevereiro, o acesso de veículos pela Guarita do Capuxu somente será permitido com autorização prévia do Receptivo Memorial Chesf.
A Chesf deseja a todos uma excelente visita.”
Em
outros momentos em que as comportas foram abertas como em 2009,
milhares de pessoas visitaram as cachoeiras de Paulo Afonso. Este ano,
não será diferente, principalmente porque os hotéís estão com muitas
reservas de turistas que preferem fugir do carnaval e descansar.
Os
que ainda desejarem vir para Paulo Afonso nestes dias devem consultar
os hotéis e fazer sua reserva. Para isso podem consultar a página de
turismo de Paulo Afonso, mantida pelo Departamento Municipal de Turismo
da Prefeitura de Paulo Afonso no site, www.pauloafonso.ba.gov.br/turismo, onde estão os telefones, endereços e sites de hotéis, pousadas, restaurantes, agências de viagem e outros serviços.
Enquanto
se estuda o projeto de abertura periódica da Cachoeira de Paulo Afonso,
venha ver este espetáculo promovido pela grande cheia do rio São
Francisco.
No http://www.ozildoalves.com.br/internas/read/?id=11936
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Quem se parece com Hitler: Garotinho ou Dilma?
Garotinho, Dilma e Hitler
Dilma e Hitler
Marcelo Carneiro da Cunha
Estimados leitores, não é todo dia que a gente tem o privilégio de ver
uma mente como a do deputado Anthony Garotinho em funcionamento, talvez
devido à baixa frequência com que esse fenômeno ocorre, quem sabe.
Agora, por exemplo, nosso bravo deputado, vem dizer em alto e mau tom
que nossa presidente pode ser comparada a Hitler. Dilma Rousseff?
Hitler?
Segundo o deputado, assim como Dilma é popular, Hitler também o foi. O
que eu imagino, a favor do deputado, é que com os eventuais neurônios
atordoados por citações bíblicas nas vinte horas por dia que ele se
dedica aos seus afazeres de evangélico, ele não faça ideia do que esteja
dizendo. E, com a intenção de contribuir para com a formação, digamos,
intelectual, do deputado, vamos tentar explicar a ele por que, se se
pode comparar Hitler com alguma coisa, isso jamais seria possível ser
feito com relação à nossa presidente.
Por exemplo, deputado, Dilma é uma mulher humanista, democrata, e culta.
Ela seguramente é uma pessoa de convicções, mas soube trocar as que
talvez tivesse aos 19 anos por teses mais de acordo com as ideias
libertárias que foram se impondo ao longo do século 20. Hitler nunca
mudou, nunca evoluiu, nunca deixou de acreditar no que acreditava, por
mais insano e insensato que fosse - no que se parece sabe com quem,
deputado?
A popularidade de Dilma e de Hitler vêm de origens absolutamente
distintas e inversas. A origem da popularidade de Hitler não pode ser
comparada com a de Dilma, mas pode sim ser comparada sabe com qual tipo
de popularidade, estimado deputado Garotinho? Ora, com a sua, vejam só!
Hitler se tornou popular por oferecer promessas irrealizáveis a pessoas
desesperadas. Ele também se tornou popular por propor a repressão a
minorias indefesas. Não eram apenas os judeus, estimado deputado, mas os
ciganos, por exemplo. Por quê? Quem entende a mente de um Hitler, caro
deputado? Eu, por exemplo, não entendo. Assim como não entendo o ódio
dele pelos homossexuais. Aliás, isso o senhor deve entender muito melhor
do que eu, não é mesmo? Isso o faz popular junto aos públicos tomados
pela ignorância e pelas trevas, casualmente o mesmo público que Hitler
adorava. Viu que coincidência?
Hitler era um populista e prometia simplicidades. Soa familiar?
O senhor se diz cristão. Ora, veja que maravilha! Hitler também! Mas, e
aqui vai a opinião singela deste colunista que definitivamente não é
cristão: nem Hitler, nem o senhor me parecem minimamente parecidos com o
que Cristo, o próprio, dizia que esperava dos cristãos. Ele esperava
amor ao próximo, caridade, tolerância para com os diferentes, a busca
incessante por justiça.
Quem lutou por justiça, foi presa e barbaramente torturada foi a Dilma,
não foi? Que nunca usou isso para nada, nem a seu favor nem contra
ninguém. Me parece muito digno, e talvez por isso ela seja popular, quem
sabe?
Já o senhor, na relação com a justiça, pelo menos a federal, foi
condenado por formação de quadrilha, não foi? Quem se aproxima mais dos
ideais cristãos?
Cristo apoiaria gente que se torna popular promovendo a intolerância e a
perseguição a inocentes? Pois eu, no meu não-cristianismo, acho que
não.
Quem se tornou e busca a popularidade por esses métodos, caro deputado? A
Dilma é que não. Ela nos impressiona talvez pelo jeito sério com que
conduz a sua vida e a sua presidência. Todos temos nossos medos em
relação às intenções dos políticos, mas creio que acreditamos na
sinceridade dela, mesmo os que não concordam com as suas teses. Ela pode
não ser de muitas palavras, mas lembra como ela beijou a bandeira do
Brasil durante a sua posse? Nem eu, nem ninguém esperávamos por aquele
gesto, talvez porque nós, brasileiros, e com bons motivos, suspeitamos
de demonstrações exageradas de patriotismo. Mas ela estava nos dizendo a
que tinha vindo e o que fazia ali, o que a movia. E enquanto não
acreditamos em um só fio de cabelo seu, nobre deputado, acreditamos
nela. Por isso ela é popular junto a todos, e o senhor, bom...
Já Hitler se tornou popular por ser um monstro e cativar os monstros que
vivem nas sociedades. Ele foi popular por explicar que todos os
problemas eram causados pelos judeus, pelos ciganos, pelos eslavos,
pelos homossexuais. Tão simples! O senhor nos diz que os problemas são
causados pela falta de valores cristãos na sociedade, que basta eliminar
os ímpios e pfffui, estaremos bem. Claro que, diferentemente dele, o
senhor não quer eliminar ninguém pra valer, basta que eles sumam da vida
pública e social e pronto, a paz reinará.
O nazismo era horrível porque se acreditava resultado de uma vontade
praticamente divina, à qual todos deveriam se render, caro deputado.
Nisso, o nazismo encontra similares sabe onde? Nas teocracias, onde o
senhor se sentiria tão à vontade, desde que fosse a sua. Olhem o Irã, a
Arábia Saudita, o Paquistão. Igual a eles. Uma teocracia evangélica,
deusnoslivre, seria algo muito parecido e feliz, não? Não foi no seu
governo que se propôs que o estado passasse a pagar pela recuperação de
gays?
Hitler era um dinossauro, carnívoro. Não foi durante o seu governo do
pobre estado do Rio de Janeiro que quiseram ensinar nas escolas públicas
o estúpido criacionismo, no qual o senhor deve acreditar? Que diz que
dinossauros, nós, todos vivemos juntos, livres e felizes há menos de 6
mil anos, mesmo que isso seja tão maluco que ninguém sério possa levar a
sério?
Nas escolas do Hitler se ensinava que os judeus não eram gente como a
gente. O senhor se opõe a que as nossas escolas ensinem que todos somos
igualmente gente. Qual a diferença? Explique aí.
Senhor deputado Garotinho, foi um prazer vê-lo tão bem disposto e
fazendo tais declarações que mostram, mais do que tudo, que o senhor
fica muito melhor quando fala somente do que entende. O que talvez
demonstre, se não mais muita coisa, o quanto ficar calado lhe faz bem.
Marcelo Carneiro da Cunha é escritor e jornalista. Escreveu o
argumento do curta-metragem "O Branco", premiado em Berlim e outros
importantes festivais. Entre outros, publicou o livro de contos
"Simples" e o romance "O Nosso Juiz", pela editora Record. Acaba de
escrever o romance "Depois do Sexo", que foi publicado em junho pela
Record. Dois longas-metragens estão sendo produzidos a partir de seus
romances "Insônia" e "Antes que o Mundo Acabe", publicados pela editora
Projeto.
Leia mais em: O Esquerdopata
Under Creative Commons License: Attribution
No http://esquerdopata.blogspot.com/
"Com a condutade um de seus integrante, sendo assim pretensiosa e arrogante, mesquinha e eivada de interesse pessoal, que tipo de Ética se praticará na Comissão?"
A falta de ética na Comissão de Ética
Seus integrantes são nomeados, não eleitos. Sua legitimidade decorre exclusivamente da confiança de quem ocupa o cargo de presidente e os indica.
Portanto, depende exclusivamente da confiança e do julgamento do eleito. O mandato é apenas uma regulação do prazo de investidura, não conferindo estabilidade juridica a ninguém que o exerça. Serve, também, nos termos do decreto – nem lei é – que a reformulou, em 2007, para promover o rodízio entre seus membros e limitar a permanência deles, permitindo uma única recondução.
Cinco de seus membros encerrarão estes mandatos em junho e julho deste ano. Dois deles, já reconduzidos, nem mesmo podem continuar lá. Os três outros podem, ou não, a exclusivo critério da presidente Dilma. É o que está na lei.
Ontem, o Estadão disse que Dilma iria trocar três dos integrantes da Comissão. Como já terá, obrigatoriamente, de trocar dois, resta que a presidente usaria apenas uma das outras três vagas que tem a liberdade de preencher.
Normal, natural.
Mas não para a conselheira Marília Muricy – uma das quais tem o mandato expirante -, que vai ao jornal dizer que “seria desonroso” para a presidente excercer seu direito legal de substituir conselheiros.
Como assim, D. Marília? Desonroso? Os conselheiros são donos dos cargos? Qual é a desonra em exercer uma atribuição que está mais do que prevista? A senhora, por si, já decidiu que deve ser reeconduzida? A cadeira de conselheira é um trono imperial?
E ainda diz que não crê que vai ser substituído “quem está exercendo corretamente a função pública”. D. Marília, a senhora é uma mulher culta, deve ter lido Cervantes e não lhe escapou, certamente, a observação de D. Quixote de que louvor em boca própria é vitupério.
É, no mínimo, duvidoso o procedimento que alguns dos integrantes da comisão têm ao comunicar aos jornais um procedimento que ão é decisão, mas simples análise de se é ou não o caso de instaurar procedimento de avaliação de conduta ética.
Está lá, no decreto que institui o sistema de Ética do Governo Federal:
Art. 13. Será mantido com a
chancela de “reservado”, até que esteja concluído, qualquer
procedimento instaurado para apuração de prática em desrespeito às
normas éticas.
§ 1o
Concluída a investigação e após a deliberação da CEP ou da Comissão de
Ética do órgão ou entidade, os autos do procedimento deixarão de ser
reservados.
Será que chamar a imprensa para dizer que a Comissão vai ou não
decidir se há razão para um procedimento não é um desrespeito ao que
está previsto no decreto?Mais que tudo, será ético um integrante da Comissão, justamente um dos que tem o mandato a se encerrar, ir aos jornais dizer que seria “desonroso” a presidente eleita pelo voto dos brasileiros trocar, no devido prazo, um integrante de um órgão de mero assessoramento?
A senhora, a esta altura, não é uma ingênua que não sabe que isso vai ser usado para criar um constragimento político para a presidente, embora Dilma não vá se vergar a essa manobrinha de terceira categoria.
Até porque com a condutade um de seus integrante, sendo assim pretensiosa e arrogante, mesquinha e eivada de interesse pessoal, que tipo de Ética se praticará na Comissão?
Aquela da marchinha de carnaval, para aproveitarmos as metáforas da estação, que dizia “daqui não saio, daqui ninguém me tira”?
No http://www.tijolaco.com/
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