segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

REQUIÃO DEFENDE DILMA E REDUÇÃO DA TARIFA DE ENERGIA

Tragédia em Santa Maria: "Você pode facilmente perdoar uma criança por ter medo do escuro. A real tragédia da vida, é quando os homens tem medo da luz." Platão




IMPEACHMENT DO PREFEITO.
PELO MENOS

Se o Brasil fosse a Argentina, a população de Santa Maria, com as 231 famílias à frente, ocupava, nesta segunda-feira, a Câmara dos Vereadores e exigia o impeachment do prefeito. 


Na Argentina, bem na Argentina ... os generais foram em cana

“Falar agora em culpar alguém é falta de respeito ao trabalho que vem sendo feito – o faremos de maneira responsável”


Do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, sobre a tragédia na boate Kiss.


(Clique aqui para ler “Imagina na Copa”)


Foram 231 mortos.


As 231 famílias tem, sim, o direito de apontar os responsáveis pela tragédia.


O alvará da boate estava vencido.


Responsabilidade do prefeito da cidade de Santa Maria.


Um extintor de incêndio não funcionou.


Responsabilidade do Corpo de Bombeiros, subordinado à  Brigada Militar do Rio Grande do Sul, subordinada ao Governo do Estado.


Se o Brasil fosse a Argentina, a população de Santa Maria, com as 231 famílias à frente, ocupava, nesta segunda-feira, a Câmara dos Vereadores e exigia o impeachment do prefeito.


Sobre a responsabildiade do Corpo de Bombeiros, caberia uma investigação provavelmente mais demorada.


Mas, a Argentina é diferente.


Lá, os torturadores do regime militar foram em cana.


Tem uma Ley de Medios.


E quando pegou fogo na boate República Cromañón …


El 30 de diciembre de 2004, como consecuencia de un incendio generado por elementos de pirotecnia arrojados por los asistentes a la discoteca República Cromañón, fallecieron en ese lugar cerrado 194 personas. Esta tragedia provocó que en la Legislatura de la Ciudad de Buenos Aires se acusara al entonces Jefe de Gobierno Aníbal Ibarra de mal desempeño y le iniciara un juicio político que finalizó, el 7 de marzo de 2006, con su destitución. 
Las imputaciones políticas de la Legislatura contra Aníbal Ibarra se referían al abandono del poder de policía de la ciudad, la desatención de alertas institucionales que hacían previsible que algo así ocurriera y que fueron registradas por los medios de comunicación, y la falta de previsión para una tragedia de esta naturaleza.(Da Wikipedia)

Paulo Henrique Amorim

No http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/01/28/impeachment-do-prefeito-pelo-menos/

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

FIESP: Alckmin e PSDB prefere briga política a baixar conta de luz

Salários de prefeitos aumentam em 12 capitais; Salvador tem maior reajuste


Salário de ACM Neto teve um reajuste de 73,4%

Os salários dos prefeitos de 12 das 26 capitais do país tiveram aumento em 2013, segundo levantamento feito pelo G1. O maior reajuste foi em Salvador (BA), com o salário de ACM Neto (DEM) passando a ser de R$ 18.038,10, 73,4% a mais do que o praticado em 2012, de R$ 10.400.

Outras capitais que tiveram aumento foram Florianópolis (52,3%), Natal (42,8%), Aracaju (40,3%), Campo Grande (36%), Teresina (27,9%), Porto Velho (27,1%), Vitória (24,6%), Belo Horizonte (22,8%), João Pessoa (22,2%), Macapá (13,2%) e Belém (12,7%).

A assessoria de imprensa de ACM Neto afirma que, mesmo com o aumento, ele ainda tem um dos menores salários do país, em relação a outros prefeitos. O maior valor bruto é o recebido por Gustavo Fruet (PDT), em Curitiba (PR), de R$ 26.723,13. Na sequência, aparecem Edivaldo Holanda Júnior (PTC), de São Luís (MA), com R$ 25 mil, e Fernando Haddad (PT), de São Paulo (SP), com R$ 24.117,62. O menor salário é de Eduardo Paes (PMDB), do Rio de Janeiro (RJ), no valor de R$ 13.964,94.

Texto: JusBrasil    

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

"Os livros têm os mesmos inimigos que o homem: o fogo, a umidade, os bichos, o tempo - e o seu próprio conteúdo." Paul Valéry


HUMOR - http://www.vermelho.org.br/charges.php?id_param_charge=773&pagina=1

Charge de Aroeira para O Dia


Charge de Duke para O Tempo (MG)


Charge de Bira para A Charge Online

Novo partido, o PMSB - Partido da Mídia Sem-vergonha Brasileira - se apega a qualquer bobagem "para aturdir os governantes e dirigentes petistas, deixando-os à mercê da pancadaria, nem é preciso um canhonaço como foi o mensalão. Um aparelho de ar refrigerado em pane é suficiente".


Todos os blogs democráticos dizem isso faz anos. Talvez agora, com Janio de Freitas um jornalista renomado, a presidenta Dilma e o PT acreditem no que dizemos. O presidente Lula também tem que falar.

janio de freitas

 

Confronto que endurece

Tão palavrosos como dirigentes partidários e como militantes, nos seus governos os petistas são um fracasso de comunicação até aqui inexplicável. E pagam preços altíssimos por isso, sem no entanto se aperceberem dos desastres e suas consequências. Ou melhor, às vezes percebem, e até se autocriticam, mas com atraso de anos.
Para aturdir os governantes e dirigentes petistas, deixando-os à mercê da pancadaria, nem é preciso um canhonaço como foi o mensalão. Um aparelho de ar refrigerado em pane é suficiente. Nada mais normal do que a quebra de uma máquina. Mas há cinco dias os usuários do aeroporto Santos Dumont se esfalfam em queixas e acusações; e, no outro lado, a presidente, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Secretaria de Aviação Civil (a que veio mesmo?) e a Infraero apanham, inertes, dos meios de comunicação e da estimulada opinião pública.
No governo imenso, cheio de assessorias de comunicação próprias e contratadas, a ninguém ocorreu romper o marasmo burocrático e dirigir-se à população com as explicações devidas.
A quebra foi assim-assado, tomaram-se tais providências, e, depois, o reparo está demorando ou não deu certo por tais motivos, diante dos quais estão tomadas as seguintes providências, e por aí afora.
Nada de difícil ou especial. Aquilo mesmo que se espera ao buscar o carrinho ou, se tucano, ir pegar o carrão e não o encontrar pronto na oficina. Aborrece, mas se a explicação não falta e é honesta, o provável é perceber-se uma situação desagradavelmente normal na era das máquinas. E nada mais.
No aeroporto Tom Jobim deu-se o mesmo, com a pane local de um transformador. Mas tudo virou um problema enorme de falta de geração de energia, de apagão.
Até os índios do Xingu e do Madeira foram condenados, com o brado destemido de Regina Duarte a favor da inundação das terras indígenas e da floresta: "Viva Belo Monte! Essa [um aparelho de ar refrigerado quebrado] é a prova de que precisamos de uma nova estrutura em energia!"
Talvez, contra o calorão do Santos Dumont, comprar um aparelho novo fosse mais barato e eficiente do que construir uma hidrelétrica na Amazônia. Bem, depois a atriz se disse preocupada também com o calorão na Copa do Mundo. A qual, aliás, será no inverno. Mas o que interessa é ter aproveitado a bobeada do governo petista.
Desde a entrevista de Lula em Paris, sentado a meio de um jardim de hotel, com uma jovem entrevistadora mal improvisada, para gaguejar grotescos esclarecimentos do mensalão, logo serão dez anos.
A inesgotável oratória de Lula, com sua mescla de populismo político e ativismo social, nesse tempo contornou a maioria dos percalços que o sistema de comunicação dos governos petistas não encarou. Com o julgamento do mensalão e com as cenas que ainda promete, o governo Dilma Rousseff é o alvo do agora exaltado antilulismo ou antipetismo (a rigor, não são o mesmo). Assim, neste embate endurecido, tende a ser o 2013 que veremos.
Daniel Marenco/Folhapress Janio de Freitas, colunista e membro do Conselho Editorial da Folha, é um dos mais importantes jornalistas brasileiros. Analisa com perspicácia e ousadia as questões políticas e econômicas. Escreve na versão impressa do caderno "Poder" aos domingos, terças e quintas-feiras.

No http://aposentadoinvocado1.blogspot.com.br/

"Talvez, então, daqui a dez anos não tenhamos tido nenhuma mudança dramática, mas teremos consolidado a democracia se tivermos resistido aos golpes que pretendam interrompê-la ou restringi-la sob o pretexto de aperfeiçoá-la e se tivermos, até, alcançado alguma redução da corrupção."


UM VERBETE SOBRE
“CORRUPÇÃO E POLÍTICA”

O objetivo possível é aprimorar os controles, sem paralisar a política.
Amigo navegante envia essa preciosidade: verbete sobre corrupção, publicado em junho de 2005 num “Pequeno Dicionário da Crise” no Caderno Mais da Folha.

O autor é Otávio Velho, Professor Titular aposentado em Antropologia Social do Museu Nacional (UFRJ).

CORRUPÇÃO. O uso do termo para referir-se a suborno, depravação, utilização de meios ilegais no serviço público, etc., deriva-se do seu sentido geral como ato, processo ou efeito de tornar-se apodrecido. É interessante, assim, como a corrupção no terreno jurídico-político deita raízes na observação de um fenômeno natural, certamente com a mediação de sua utilização no terreno da religião. Só que na tradição cristã a corrupção associa-se a uma grande anormalidade inicial: o afastamento dos seres humanos de Deus. É provável, portanto, que no terreno jurídico-político trate-se muito mais do controle da corrupção do que de acabar com ela. 
O controle, portanto, deveria caber à lei. O que parece, no entanto, é que boa parte da vida social não é redutível a um quadro legal universal. Quase que se poderia dizer que os grupos sociais têm as suas fronteiras dadas exatamente pelos limites dentro dos quais se praticam usos e costumes aceitos, mesmo que ao arrepio da lei universal. Exemplos não faltam, o que não deixa de levantar delicadas questões no manejo das relações entre o interno e o externo a esses grupos.
Não é à-toa que na política o decoro ganha proeminência. Os momentos de crise são em geral aqueles em que ele é atingido, seja pelo rompimento de regras não escritas, seja porque a disputa política leva uma das partes como último recurso a fazer apelo à lei universal, seja por ingerência externa. Nisso a mídia tem hoje importância decisiva na caracterização de escândalos. 
Trata-se de não esquecer que o objetivo possível é aprimorar os controles, sem paralisar a política. Nem o irrealismo ou a demagogia dos que dizem pretender (até como arma política) acabar com a corrupção, nem a penalização unilateral dos emergentes, obrigados a expor-se para romper os domínios tácitos. Talvez, então, daqui a dez anos não tenhamos tido nenhuma mudança dramática, mas teremos consolidado a democracia se tivermos resistido aos golpes que pretendam interrompê-la ou restringi-la sob o pretexto de aperfeiçoá-la e se tivermos, até, alcançado alguma redução da corrupção. Poderíamos mesmo ter alguma mudança cultural, resultado que não pode ser planejado, nem colocado como condição inicial.

Otávio Velho, 63, é Professor Titular aposentado em Antropologia Social do Museu Nacional (UFRJ).

No http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/12/31/um-verbete-sobre-corrupcao-e-politica/