quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A mulher pauloafonsina vecendo batalhas contra a violência

Delegacia da Mulher de Paulo Afonso se destaca em estatística estadual

De acordo com os números apresentados, a DEAM atingiu o 1º lugar no Estado da Bahia em remessa de Inquéritos Policiais a Justiça Criminal, remetendo nos primeiros 06 meses, 319 Inquéritos Policiais e 96 Termos Circunstanciados.
Redação
redacao@ozildoalves.com.br


Crédito: Divulgação

A Delegacia Especial de Atendimento à Mulher - DEAM de Paulo Afonso se destacou nas estatísticas do 1º semestre do ano de 2011 apresentadas pela Secretaria da Segurança Pública do Estado da Bahia, em reunião com todos os coordenadores de polícia do interior, realizada no dia 16 de agosto de 2011. Destaca-se a presença na referida reunião do Coordenador Regional de Polícia da 18ª COORPIN, Dr. Mozart Cavalcanti de Oliveira.

De acordo com os números apresentados, a DEAM atingiu o 1º lugar no Estado da Bahia em remessa de Inquéritos Policiais a Justiça Criminal, remetendo nos primeiros 06 meses, 319 (trezentos e dezenove) Inquéritos Policiais ao Fórum de Paulo Afonso e 96 (noventa e seis) Termos Circunstanciados de Ocorrências ao Juizado Especial Criminal da Comarca de Paulo Afonso.

Assim, a DEAM de Paulo Afonso encaminhou, no 1º semestre do corrente ano, mais inquéritos Policiais para o Poder Judiciário do que todas as outras delegacias do Estado da Bahia.

Delegados Mirela Santana e Mozart Cavalcanti

O destaque da DEAM de Paulo Afonso nas estatísticas estaduais da Secretaria da Segurança Pública trouxe orgulho para a Polícia Civil local, especialmente para toda equipe da DEAM, tendo como delegada a Bela. Mirela Santana Matos Ventura, que durante estes 04 anos de existência vem exercendo dia a dia sua função de coibir a violência contra a mulher, criança, adolescente e idosa, e principalmente aplicando a Lei Maria da Penha no âmbito da Polícia Civil lavrando procedimentos policias e os remetendo ao Poder Judiciário para a devida punição dos agressores, e proteção as mulheres ofendidas.   

Delegada Mirela Santana
Em 2009, Mirela Santana lança campanha contra violência a mulher

Em contato com a Dra Mirela Matos, a qual esta usufruindo da licença maternidade, esta resumiu seu sentimento citando a religiosa Madre Tereza de Calcutá: "O que eu faço é só uma gota d'agua, mas se eu não fizesse o oceano seria menor..."


Mais de mil ocorrências foram registradas em 2010

No http://www.ozildoalves.com.br/internas/read/?id=9890

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

É chegada a hora de separar o joio do trigo: "os parlamentares honrados procuram organizar uma frente no Congresso para assegurar o apoio necessário à Presidente Dilma Roussef a fim de que ela possa prosseguir no combate aos desvios do dinheiro público."


Santayana e a luta contra a corrupção:
novos tempos

    Publicado em 17/08/2011


O Conversa Afiada reproduz texto de Mauro Santayana, extraído do JB:


O Congresso em movimento


Mauro Santayana

Apesar do ceticismo, natural nesse trecho histórico, minguado de decisões, há, no Congresso Nacional o frisson das grandes vésperas. Começa a crescer a consciência de que a paciência dos cidadãos atinge seu limite. E os parlamentares honrados procuram organizar uma frente no Congresso para assegurar o apoio necessário à Presidente Dilma Roussef a fim de que ela possa prosseguir no combate aos desvios do dinheiro público.


Não é só a imprensa, nem a poderosa malha da internet, que  transmite ao Parlamento o mal-estar da população. Em visitas aos redutos eleitorais,  percebem a maré montante, que pode transformar-se em tsunamis. Mesmo que não se ouçam os resmungos de protesto, os olhares não deixam dúvida: o clima não é de primavera.


Quanto aos demais, os que, sim, dispõem de biografia honrada, esses se horrorizam ao descobrir o desprestígio dos políticos em geral e dos parlamentares em particular. A ojeriza comum aos políticos se tornou, nos últimos tempos, muito mais grave. Antes, os corruptos se contavam nos dedos, e eram conhecidos. Hoje, os que se contam nos dedos são os homens públicos respeitáveis. O Parlamento, que não reflete exatamente a nação, como se costuma dizer – mas um sistema eleitoral de chocha legitimidade – é, assim, o espaço em que podemos cumprimentar um parlamentar respeitável e, dois metros adiante, esbarrar em alguém de caráter duvidoso. Nestas horas, poucos são os que assumem – e se lhes registre a coragem – o discurso sinuoso, que tenta tornar legal o que é espúrio, e reduzir denúncias sérias a manifestações menores de calúnia e intriga.


O que se sente é o temor que se adensa. Diante do que ocorre hoje em outros países, com o explodir do inconformismo em atos de violência, alguns tentam esconjurar o medo, com o lugar comum de que “brasileiro não é assim”, “o povo já está acostumado”, “isso é fogo de palha”. E há, realmente, os alienados, de escamas nos olhos, cera nos ouvidos e neurônios raquíticos, sobretudo os que não conhecem a história. Não sabem que o Brasil foi construído com rebeliões populares sucessivas, e se todas foram vencidas ou engambeladas pela esperteza das oligarquias, o país sempre foi melhor depois, ainda que tenha pago o tributo de sangue, no fuzilamento de bravos patriotas, como ocorreu na repressão brutal aos revolucionários de 1824, no Nordeste.


A corrupção só medra e se espalha, como as carrapicheiras, porque as instituições foram construídas e reformadas a fim de lhe dar abrigo. Se, no passado, as empreitadas para obras de infraestrutura permitiam e estimulavam a corrupção, hoje a grande oportunidade está na terceirização de serviços, sobretudo mediante as chamadas organizações não governamentais. O ideal dos formuladores do Consenso de Washington, a serviço do grande capital financeiro, é o de reduzir o Estado a mero coletor de impostos e  distribuidor de recursos aos prestadores de serviços, grandes corporações ou organizações fantasmas, como as criadas por alguns políticos, a fim de complementar sua remuneração.


Com a consciência de que é necessário extirpar a corrupção pelas raízes, cresce o apoio à Presidente Dilma Roussef, a fim de que ela prossiga no saneamento do governo. Personalidades respeitáveis do país fazem chegar ao Planalto as mensagens de apoio à Chefe de Estado. Os dirigentes da CNBB – o Cardeal Raymundo Damasceno, D. José Belisário e D. Leonardo Ulrich – estiveram em seu gabinete e, em nota oficial, deixaram claro que:


“Os princípios éticos da verdade e da justiça exigem exemplar apuração dos fatos, com a conseqüente punição dos culpados, porque não se pode transigir diante da malversação do emprego do dinheiro público. Sacrificar os bens devidos a todos é um crime que clama aos céus por lesar, sobretudo, os pobres”.


A ordem mundial de domínio se descuidou, com o surgimento da rede mundial de computadores, e a possibilidade da conversação, sem limites, dos cidadãos. Em 1932, quando o rádio começava a se tornar universal, Brecht elaborou a sua “Radiotheorie”. Ele se referia à comunicação radiofônica, mas antecipava o que seria a internet, para a imposição de uma nova ordem libertária no mundo. De qualquer forma, rádio e internet são duas expressões de um mesmo meio, o da comunicação eletrônica. Disse o grande pensador:


“A radiodifusão há de ser transformada de sistema de distribuição em um sistema de comunicação. A radiodifusão poderia ser o mais gigantesco meio de comunicação imaginável na vida pública, um imenso sistema de canalização. Isto é, seria, se não só fosse capaz de emitir, mas também de receber, se conseguisse que o ouvinte não só ouvisse, como também falasse, que não ficasse isolado, mas relacionado”.


E o autor de “Mãe Coragem” termina seu raciocínio com a esperança de nossos dias, ao dizer que isso era irrealizável então – há 80 anos – mas que ocorreria em decorrência do natural desenvolvimento técnico, e se tornaria o instrumento para a propagação e formação de uma outra ordem social para o mundo. E é o que está ocorrendo.


O sentimento é o de que estamos em grandes vésperas, aqui e no mundo.

No http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/08/17/santayana-e-a-luta-contra-a-corrupcao-novos-tempos/

Min. Mª do Rosário hoje e amanhã no Palácio da Abolição


"Naturalmente, quanto maior o número de faculdades de Direito e de vagas, menor o custo do ensino superior e mais pessoas poderão ter acesso à qualificação profissional. Menos faculdades de Direito, menor número de vagas e cursos mais caros. Resultado, mais elitização do ensino e do acesso à justiça. Essa pirâmide ascendente reflete na lei da oferta e da procura, desencadeia nos altos custos de honorários advocatícios e, consequentemente, menos pessoas podem pagar. "

O DISCURSO ELITIZADO DOS DIRIGENTES DA OAB EM FAVOR DO EXAME DE ORDEM

O problema da elitização da educação não obsta somente os pobres de terem acesso às universidades, mas impede que mentes soberbas tenham acesso a níveis de reflexão mais elevados, corroborando com a perpetuação da ignorância.

Os brasileiros que se consideram da elite insistem em cindir o Brasil em dois, ou seja, o Brasil daqueles que podem ter acesso ao que o dinheiro pode pagar: um país restritivo, desigual; e o Brasil dos milhares de Tiriricas que lutam para conquistar o seu lugar ao sol, os quais, quando conquistam algo que a elite julgava pertencer somente aos seus pares, ao invés de serem aplaudidos por seus méritos e capacidade de direcionar sua inteligência para conquistar uma vida digna, são atacados por vozes aturdidas clamando que o Brasil está sendo saqueado.

Existem milhares de brasileiros que estão sendo saqueados diuturnamente do direito ao acesso à educação de qualidade, à medicina de ponta, à assistência jurídica rápida e que supra suas demandas.

Pessoas cuja inteligência forja-se na luta pela sobrevivência. Sim, pois inteligência nao se constrói somente em bancos de escolas, mas é uma graça também concedida aos Lulas, aos Tiriricas e aos milhares de brasileiros que lutam para viver com dignidade. Aliás, sobreviver em um país tão injusto como o nosso é, sobretudo, uma questão de inteligência e não de esperteza.

A soberba dos dirigentes da OAB e seu discurso elitizado em favor do exame de ordem contrapõe-se à inteligência do brasileiro comum que discorda das falácias lançados aos ventos pelo Presidente da OAB, Sr. Ophir Cavalcante, quando este anuncia que o exame imposto pela entidade tem, como objetivo, defender a sociedade contra os bacharéis em direito que tiveram má formação universitária.

Esses brasileiros perguntam-se: por quê a OAB não defende os milhares de bacharéis que ela atribui ter tido má formação universitária ? Se os dirigentes da OAB tivessem interesse em defender a sociedade, não deveriam defender os milhares de bacharéis que fazem parte da sociedade que a entidade alega querer defender ? Não deveriam agir juridicamente contra as faculdades que, de acordo com o Presidente da OAB, Sr. Ophir Cavalcante, praticam estelionato contra os estudantes brasileiros ? Seria natural que os dirigentes da OAB lutassem pelos bacharéis em Direito que farão parte de seus quadros de advogados. Ora, uma entidade que não luta pelos seus estará mesma interessada em lutar pelos outros ?

Verdadeiramente, os atuais dirigentes da OAB jamais estiveram interessados em defender a sociedade brasileira das faculdades de Direito. No entanto, na busca desesperada em manter o lucro que obtém através da realização do exame, joga covardemente a sociedade contra os bacharéis em Direito. Compram espaços caros em revistas semanais para colocar matérias enganosas aos leigos, cujo conteúdo sequer resvala no problema da inconstitucionalidade do exame de ordem.

Os dirigentes da OAB estão interessados apenas em defender a sua sociedade de advogados. Subliminarmente defendem a elitização do acesso à justiça e dos cursos de Direito quando atacam que o problema está na quantidade de número de vagas ofertadas nas faculdades de Direito. Naturalmente, quanto maior o número de faculdades de Direito e de vagas, menor o custo do ensino superior e mais pessoas poderão ter acesso à qualificação profissional. Menos faculdades de Direito, menor número de vagas e cursos mais caros. Resultado, mais elitização do ensino e do acesso à justiça. Essa pirâmide ascendente reflete na lei da oferta e da procura, desencadeia nos altos custos de honorários advocatícios e, consequentemente, menos pessoas podem pagar.

Afirmar que as faculdades de Direito são ruins é mais uma vez subestimar a inteligência de todos. É facilmente verificável que os professores que lecionam nas faculdades de Direito são, via de regra, advogados, promotores, procuradores, juízes; muitos deles, inclusive, também dão aula em cursinhos preparatórios para o exame da OAB.

Se os dirigentes da OAB estivessem interessados em defender a sociedade no que tange a educação brasileira se juntariam aos milhares de professores da rede pública que estão em greve em busca de melhores salários e condições de trabalho. Isso porque, defender a sociedade brasileira é lutar e participar da construção de um Brasil melhor, o que só será possível com uma educação de qualidade e para todos, embora não seja esse o pressuposto que a OAB defenda. Aliás,o problema educacional brasileiro começa nas escolas fundamentais da rede pública e mais tarde irá refletir no ensino superior, não no ensino superior como alardeia a OAB.

O RESTO É SABOTAGEM DOS DIRIGENTES DA OAB CONTRA A DIGNIDADE DE MILHARES DE BACHARÉIS EM DIREITO

Cássia Makhini -
Coordenadora de projetos do MNBD
 
No http://dilma13.blogspot.com/2011/08/o-discurso-elitizado-favor-do-exame-de.html#more

CHARGE DO BESSINHA



No http://dilma13.blogspot.com/

Salve as Margaridas!

A MARCHA DAS MARGARIDAS
Por Delúbio Soares
A marcha das mulheres trabalhadoras rurais recebeu o nome de MARCHA DAS MARGARIDAS em homenagem à ex-líder sindical, Margarida Maria Alves. Ela foi assassinada em 1983, na porta de sua casa, por latifundiários do Grupo Várzea, na cidade de Alagoa Grande, Paraíba.
Margarida Maria Alves era Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba, e fundadora do Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural. Ela obteve grande destaque na região por incentivar os trabalhadores rurais a buscarem na Justiça a garantia dos seus direitos protegidos pela legislação trabalhista. Promovia campanhas de conscientização com grande repercussão junto aos trabalhadores rurais que, assistidos pelo Sindicato, moviam ações na Justiça do Trabalho, para o cumprimento dos direitos trabalhistas, como carteira de trabalho assinada, 13º salário e férias.
Exemplo de luta e coragem
À época do assassinato de Margarida Alves, foram movidas 73 reclamações trabalhistas contra engenhos e a Usina Tanques. Um fato inusitado, em função da então incipiente democracia brasileira, e que gerou grande repercussão. Em conseqüência disso, Margarida Alves passou a receber diversas ameaças. Eram “recomendações” para que ela parasse de criar “caso” e deixasse de atuar no Sindicato dos Trabalhadores Rurais.
A despeito disso, Margarida Alves não escondia que recebia outras ameaças. Pelo contrário, tornava-as públicas, fazendo questão de respondê-las. Um dia antes de morrer, Margarida Alves participou de um evento público, no qual falou dos recados que vinha recebendo. Em seu último discurso, registrado em fita cassete, Margarida denunciou as ameaças que vinha sofrendo e disse que preferiria morrer lutando a morrer de fome.
Margarida se tornou um símbolo de força, de garra, de coragem, de resistência e luta. Um exemplo e um estímulo com grande força mobilizadora. Cada mulher trabalhadora rural se inspira em Margarida Alves para resistir, lutar contra as formas de discriminação e violência no campo, qualificar, mobilizar e participar das lutas por igualdade de gênero, por justiça e paz no campo.
O espírito de luta em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras rurais encontrado em Margarida foi o principal motivo de seu assassinato. Margarida não morreu, suas pétalas se espalharam e florescem a cada dia, se multiplicando num imenso jardim.
Trajetória histórica
Após a realização de três grandes marchas, as mulheres trabalhadoras do campo e da floresta retomam o amplo processo de mobilização para a construção da MARCHA 2011.
Em cada uma das três marchas, realizadas nos anos de 2000, 2003 e 2007, a plataforma política e pauta de reivindicações focalizou questões estruturais e conjunturais e aquelas específicas das trabalhadoras do campo e da floresta, todas buscando a superação da pobreza e da violência e o desenvolvimento sustentável com igualdade para as mulheres.
Resultados da Marcha das Margaridas – 2000/2003/2007
A Marcha 2000, realizada durante o governo FHC, teve um forte caráter de denúncia do projeto neoliberal, mas as trabalhadoras rurais também apresentaram uma pauta de reivindicações para negociação com o governo. Grande parte dessas reivindicações voltou a integrar a pauta das marchas seguintes, realizadas nos anos 2003 e 2007 sob o governo Lula, em que foram obtidas maiores conquistas.
Atualmente, após a realização de três grandes marchas, as trabalhadoras do campo e da floresta podem contabilizar algumas conquistas, embora haja muito por construir em termos de políticas estruturantes e políticas públicas para as mulheres.
Trabalho e Previdência Social
Conheça as principais conquistas das Marchas das Margaridas:
- Documentação, acesso a terra, apoio às mulheres assentadas e políticas de apoio a produção na agricultura familiar
- Criação do Programa Nacional de Documentação da Mulher Trabalhadora Rural – PNDMTR
- Fortalecimento do PNDTR com ações educativas e unidades móveis em alguns estados
- Titulação Conjunta Obrigatória – Edição da Portaria 981 de 02 de outubro de 2003
- Revisão dos critérios de seleção de famílias cadastradas para facilitar o acesso das mulheres a terra
- Edição da IN 38 de 13 de março de 2007 – normas para efetivar o direito das trabalhadoras rurais ao Programa Nacional de Reforma Agrária, dentre elas a prioridade às mulheres chefes de família.
- Capacitação de servidores do INCRA sobre legislação e instrumentos para o acesso das mulheres a terra
- Formação do Grupo de Trabalho (GT) sobre Gênero e Crédito e a Criação do Pronaf Mulher
- Criação do crédito instalação para mulheres assentadas
- Declaração de Aptidão ao Pronaf em nome do casal
- Ações de Capacitação sobre Pronaf – Ciranda do Pronaf e Capacitação em Políticas Públicas
- Inclusão da abordagem de gênero na Política Nacional de Ater e da ATER para Mulheres
- Apoio ao protagonismo das mulheres trabalhadoras nos territórios rurais
- Criação do Programa de Apoio a Organização Produtiva das Mulheres
- Apoio para a realização de Feiras para comercialização dos produtos dos grupos de mulheres
Manutenção da aposentadoria das mulheres aos 55 anos
Representação na Comissão Tripartite de Igualdade de Oportunidades do Ministério do Trabalho
Saúde
- Implementação do Projeto de Formação de Multiplicadoras(es) em Gênero, Saúde e Direitos Sexuais e Reprodutivos em convênio com o Ministério da Saúde
- Reestruturação do Grupo Terra responsável pela construção da política de saúde para a população do campo.
Educação
- Criação da Coordenadoria de Educação do Campo no MEC.
Enfrentamento à Violência
- Campanha Nacional de Enfrentamento a Violência contra as Mulheres do Campo e da Floresta
- Criação e funcionamento do Fórum Nacional de Elaboração de Políticas para o Enfrentamento à – Violência contra as Mulheres do Campo e da Floresta
- Elaboração e inserção de diretrizes na Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as mulheres voltadas para o atendimento das mulheres rurais
Em 2011, as margaridas marcham por desenvolvimento sustentável com justiça, autonomia, igualdade e liberdade. A Marcha tem ainda, as seguintes razões:
- Denunciar e protestar contra a fome, a pobreza e todas as formas de violência, exploração, discriminação e dominação e avançar na construção da igualdade para as mulheres;
- Atuar para que as mulheres do campo e da floresta sejam protagonistas de um novo processo de desenvolvimento rural voltado para a sustentabilidade da vida humana e do meio ambiente;
- Dar visibilidade e reconhecimento à contribuição econômica, política e social das mulheres no processo de desenvolvimento rural;
- Contribuir para a organização, mobilização e formação das mulheres do campo e da floresta;
- Propor e negociar políticas públicas para as mulheres do campo e da floresta.
Eixos Temáticos – Plataforma política 2011
- Biodiversidade e democratização dos recursos naturais – bens comuns
- Terra, água e agroecologia
- Soberania e segurança alimentar e nutricional
- Autonomia econômica, trabalho, emprego e renda
- Saúde pública e direitos reprodutivos
- Educação não sexista, sexualidade e violência
- Democracia, poder e participação política

No http://dilma13.blogspot.com/2011/08/marcha-das-margaridas.html#more

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A faxina da presidenta e o voto na urna é a fórmula contra corrupção

Bessinha analisa a luta de parlamentares por emenda$$$

    Publicado em 17/08/2011
Como se sabe, Bessinha não se emenda.

E entendeu tudo o que se passa nos bastidores: o problema da Presidenta não é base – são as emenda$$$.





No http://www.conversaafiada.com.br/politica/2011/08/17/bessinha-analisa-a-luta-de-parlamentares-por-emenda/

domingo, 14 de agosto de 2011

terça-feira, 9 de agosto de 2011


Charge do Lute para o Hoje em Dia (MG)

Charge de Amorim para O Correio do Povo

Charge de Humberto para o Jornal do Commercio

Charge de Newton Silva para O Jangadeiro Online (CE)

                                                        
 
No http://www.vermelho.org.br/charges.php?id_param_charge=584&pagina=1

Melhor desempenho no ENEM possibilita estudantes brasileiros a ganhar bolsas de estudo no exterior

Desempenho no Enem fará parte de seleção para bolsas no exterior

A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira, 8 de agosto, que, por meio do programa Ciência sem Fronteiras, quer que estudantes brasileiros tenham acesso às melhores universidades do mundo. Em seu programa semanal Café com a Presidenta, ela lembrou que, até 2014, o governo pretende conceder 75 mil bolsas de graduação e pós-doutorado no exterior.

Veja as melhores universidades do mundo para onde o governo mandará alunos

"O Ciência sem Fronteiras é um programa que dá aos estudantes e pesquisadores brasileiros a oportunidade de aperfeiçoar seu conhecimento fora do país, de pesquisar e de criar, além de estudar lá fora", disse. Dilma cobrou a participação de empresários brasileiros na tentativa de alcançar a meta de 100 mil bolsas de estudo.


De acordo com a presidenta, serão priorizadas áreas ligadas às ciências exatas, como engenharias, matemática, física, biologia, ciência da computação, ciências médicas e todas as áreas tecnológicas. Segundo ela, tais áreas são consideradas fundamentais para a economia do país e para dar maior competitividade à indústria brasileira.

Dilma explicou que a seleção dos bolsistas vai ser feita levando em consideração o desempenho dos estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) - quem atingir o mínimo de 600 pontos poderá concorrer às bolsas de estudo no exterior. Atualmente, 124 mil alunos alcançaram essa pontuação.

Também poderão ser selecionados estudantes premiados em olimpíadas científicas como a Olimpíada da Matemática, além de alunos envolvidos em iniciação científica. "O importante é que, nesse programa de bolsas de estudo no exterior, os estudantes que não teriam recursos para estudar no exterior estarão entre os selecionados para frequentar as melhores universidades do mundo", afirmou.
 
No http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/08/desempenho-no-enem-fara-parte-de.html#more

Mulheres são maioria na nova classe média


Nova classe média tem maioria feminina e branca

Segunda-feira 8, agosto 2011
Perfil elaborado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República revela que a nova classe média brasileira, formada por 95 milhões de pessoas, tem a maioria feminina (51%) e branca (52%) e é predominantemente adulta, com mais de 25 anos (63%).
Os dados são da Pesquisa de Amostra Domiciliar (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) antes do Censo 2010, e agora recompilados pela SAE para estabelecer o perfil da classe C que, na última década, teve o ingresso de 31 milhões de pessoas e tornou o estrato social mais volumoso. A renda familiar da classe média varia de R$ 1 mil a R$ 4 mil mensais.
O perfil da nova classe média é tema do seminário que o governo promove nesta segunda-feira, em Brasília, para estabelecer novas políticas sociais para o segmento. Segundo os dados, a nova classe média é majoritariamente urbana (89%) e, em sua maioria, está em três regiões brasileiras: Sul (61%), Sudeste (59%) e Centro-Oeste (56%). O percentual da população nesse estrato social é maior em cidades de pequeno porte (45%), com menos de 100 mil habitantes, do que em regiões metropolitanas (32%) e em cidades de médio porte (23%).
Com base nos dados, é possível também acompanhar o envelhecimento da população de classe média. Em 1999, 49% tinha entre 25 e 64 anos, parcela que em 2009 subiu para 53%, e os trabalhadores com 65 anos ou mais eram 8%, tendo crescido para 10%, enquanto as outras faixas etárias sofreram redução nesse intervalo de tempo: de zero a 14 anos (de 22% para 19%) e de 15 a 24 (de 20% para 18%).
Também foi reduzida a disparidade entre negros e brancos na formação da classe média. Em 1999, a classe continha 60% de negros (pretos ou pardos) e 40% de brancos, enquanto a população brasileira total era formada por 55% de brancos e 45% de negros. Dez anos depois, a classe C era 52% branca e 48% negra, ao mesmo tempo em que a população total era 49% branca e 51% negra, de acordo com os dados do governo.
Os dados educacionais revelam que 99% das crianças e adolescentes (7 a 14 anos) da classe média frequentavam a escola. A proporção é a mesma que a da classe alta. A frequência escolar nas faixas etárias mais velhas é, no entanto, comparativamente menor. Na classe alta, 95% dos jovens de 15 a 17 anos e 54% dos adultos de 18 a 24 anos frequentavam escola; enquanto, na classe emergente, os percentuais caíram para 87% e 28%, respectivamente.
Apesar do perfil escolar mais baixo, a SAE afirma que a classe C tem buscado incrementar a formação escolar. Segundo o secretário executivo da SAE, Roger Leal, o total de anos dedicados ao estudo é maior que no passado, e a classe C tende a se beneficiar da melhoria da qualidade no ensino. Para ele, é natural a junção entre um acesso mais amplo à educação e um espaço maior no mercado de trabalho.
Conforme a SAE, seis em cada 10 pessoas da classe C estavam empregadas. A maioria dessas com registro formal (42% com carteira assinada e 11% como funcionário público); 19% sem registro; outros 19% trabalhavam por conta própria; 3% eram empregadores; e 6% não eram remunerados. O perfil de formalização da classe C (53%) estava acima da média nacional (47%), mas, na classe alta, o índice de formalização foi maior, de 59%.
“O fato de a pessoa chegar à classe média, de ter tido um incremento do rendimento, experimentado alguma ascensão social, não significa dizer que houve formalização do emprego”, pondera Leal, ao destacar que não há uma relação rigorosa entre a melhoria da qualidade de vida e a legalização do vínculo empregatício. “Isso não quer dizer que o combate à pobreza gere formalização do emprego.”
Ainda conforme os dados compilados da Pnad 2009, três quartos da classe C moravam em casa própria, sendo 99% dos domicílios de alvenaria ou madeira emparelhada, com forro ou cobertura de laje, telhado ou madeira emparelhada. Os dados analisados pela SAE serão publicados no site da Secretaria.  Agência Brasil
Por  
No http://osamigosdobrasil.com.br/2011/08/08/nova-classe-media-tem-maioria-feminina-e-branca/

Artgay solicita à Du Loren que não faça campanha a favor da Homofobia, para que não seja necessário boicote aos seus produtos.

Artgay pede a Duloren retirada de Deputado Homofobico

Ofício 143/2011                                                                             Goiânia, 08  de Agosto de 2011
Ilustríssimo Sr
Presidente da Duloren
Roni Argalji

Assunto: Solicitação de retirada de Deputado homofóbico da campanha da Du Loren
1.     A Articulação Brasileira de Gays – ArtGay, foi fundada em Setembro de 2010, em Natal –RN e hoje é composta por representantes de Ongs gays de todos os 27 estados e Distrito federal do Brasil.A ArtGay tem como Objetivo lutar contra o preconceito e a discriminação aos Gays do Brasil .
2.     Tomamos conhecimento, pela Mídia, dos planos de Marketing desta empresa de  colocar o deputado Homofóbico , Jair Bolsonaro –PP-RJ na próxima campanha de divulgação da Marca Duloren.
3.     Como é de Vosso Conhecimento o parlamentar diariamente afronta os artigos 3º e 5º da Constituição Federal, desrespeitando a dignidade de milhares de pessoas brasileiras com orientação sexual homossexual. O Parlamentar também foi responsável por cunhar de “kit Gay “ e contribuir para que a presidenta da República Dilma Roussef, PT, vetasse material educativo  que livraria milhões de adolescentes com orientação sexual homossexual ou identidades de gênero (travestis e transexuais ) da homofobia, do preconceito, da violência e da morte.
4.     De acordo com o Grupo Gay da Bahia –GGB, a cada um dia e meio uma pessoa cidadã lésbica, gay, bissexual, travesti ou transexual –LGBT é assassinada no Brasil em virtude da sua orientação sexual ou identidade de Gênero.
5.     A Duloren tem se caracterizado por campanhas polemicas e sempre na denuncia de preconceitos e violações de direitos humanos, como a campanha contra a pedofilia no vaticano, a campanha pela descriminalização do aborto e agora em defesa da união estável de casais do mesmo sexo.
6.        Como uma entidade de defesa da dignidade de seres humanos gays no Brasil, que sofrem diariamente a violência simbólica e física, diante do ataque frontal do Deputado Jair Bolsanaro, que inclusive vem cunhando o plano nacional de políticas pro LGBT, de KIT Gay II e o mesmo tem reconhecido publicamente que é homofobico e preconceituoso:    "Se lutar para impedir a distribuição do kit-gay nas escolas de ensino fundamental  é ser preconceituoso, então sou preconceituoso, com muito orgulho."Jair Bolsonaro - Entrevista Revista Época
7.     Por fim, vimos, por meio deste, solicitar a esta Duloren que não faça campanha a favor da Homofobia colocando este deputado Homofóbico em seu material de campanha publicitária.
8.     Existem   outras formas menos preconceituosas e de respeito a dignidade das      pessoas humanas: Como esta duloren se enfileirar na luta contra os assassinatos de homossexuais.
9.     Esperamos o bom senso e ética desta empresa e que não seja necessário esta ArtGay abrir uma campanha nacional de boicote aos produtos da Duloren por promoção da Homofobia no Brasil.
Atenciosamente,

Léo Mendes
Presidente da ArtGay
No http://www.artgays.blogspot.com/

E as bolsas despencaram - "Se a segunda-feira foi ruim, a terça será pior ainda?"

Onde é que você estava em agosto de 2011?

por Luiz Carlos Azenha
Autoridades bancárias europeias, autoridades do G7 — o grupo que reúne as economias industrializadas — e líderes políticos europeus deram passos extraordinários no dia de ontem.
Considerando que o Hemisfério Norte vive as férias de verão, em que todo mundo some de vista, deve mesmo ser grave a situação.
Todas as bolsas asiáticas abriram em baixa no pregão de segunda-feira, 8 de agosto de 2011. Só as próximas horas vão dizer se, de fato, teremos uma segunda-feira “negra” para os mercados mundiais.
Talvez os mercados se recuperem e você nem precise guardar o que fazia nesta data, do mesmo jeito que guardou o que fazia no 11 de setembro de 2001.
Seja como for, você está vivendo mais um momento histórico.
Dependendo da idade, você viu a queda do muro de Berlim e, em seguida, o fim da União Soviética.
Viu o surgimento do mundo unipolar e, incrivelmente, a perda de poder relativo da única superpotência, com ascensão equivalente dos BRICs.
Estou certo de que você não esperava, jamais, ver a China dizer que espera que os Estados Unidos se livrem do “vício” da dívida. Talvez os chineses não tenham entendido que a base industrial norte-americana sumiu e que o consumo dos norte-americanos gira 2/3 da economia. O desemprego formal está por volta dos 10%, mas se considerarmos os que já desistiram de buscar emprego…
Agora o medo dos investidores é de que Espanha e Itália não consigam honrar seus compromissos. Próximas na lista: Bélgica e França.
As coisas não precisam chegar à Alemanha para colocar em risco os bancos britânicos, que segundo o jornal Independent tem em suas carteiras o equivalente a 520 bilhões de reais em dívidas de paises da União Europeia.
Num mundo globalizado o risco de colapso, portanto, é global.
Barack Obama, a reboque do Tea Party, vai desmantelar a herança do New Deal nos Estados Unidos.
Partidos socialistas, à reboque dos mercados, vão desmantelar o estado de bem estar social europeu.
A própria União Europeia corre o risco de se desfazer, sob o stress da crise: os postos de controle nas fronteiras são apenas os sinais mais evidentes de que isso já começou.
Estados Unidos, União Europeia e Japão são os grandes mercados mundiais. O aprofundamento da crise, neles, com certeza afetará o Brasil.
Por via das dúvidas, faça uma anotação mental de onde você estava em agosto de 2011. Os netinhos, um dia, podem se interessar.
PS do Viomundo: Se a segunda-feira foi ruim, a terça será pior ainda?
No http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/onde-e-que-voce-estava-em-agosto-de-2011.html

"Ele se refere, obviamente, ao Tea Party, que não aceita qualquer tipo de aumento de impostos e quer empurrar toda a conta para a coluna dos gastos sociais."

Krugman, sobre o banho de sangue: O problema é político, não econômico

Alice, via @renanhrs, no tumblr:
“Este é o mais estúpido tea party do qual já participei”
por Luiz Carlos Azenha
O dia terminou com uma perda superior a 6% em Wall Street que, pelo tamanho do mercado, é o que realmente conta. O preço do ouro subiu e o do petróleo despencou. Com a grande dependência que a bolsa brasileira tem das flutuações da Petrobras, é natural que a Bovespa tenha despencado ainda mais.
Nos Estados Unidos, Paul Krugman botou, mais uma vez, o dedo na ferida.
Primeiro, sobre o rebaixamento do crédito dos Estados Unidos pela Standard & Poor’s, ele rememorou o fracasso da mesma agência de classificação de risco em 2008:
Notoriamente, a S & P deu à Lehman Brothers, cujo colapso disparou o pânico global, uma nota A no mês em que a empresa faliu. E como a S&P reagiu quando a empresa que tinha a nota A faliu? Divulgou um relatório negando que tivesse feito qualquer coisa errada.
Mais adiante:
O governo dos Estados Unidos não tem tido problema para emprestar e cobrir seu atual déficit. É certo que estamos acumulando dívida, sobre a qual eventualmente pagaremos juros.
Mas se você fizer as contas, em vez de declamar os grandes números com voz diabólica, vai descobrir que mesmo grandes déficits, nos próximos anos, terão pequeno impacto na sustentabilidade fiscal dos Estados Unidos. Não, o que faz os Estados Unidos parecerem frágeis não é a matemática, é a política.
E, por favor, vamos deixar de lado as declarações de que os dois lados [republicanos e democratas] são culpados. Nossos problemas são todos em um lado só, especificamente, eles são causados pela ascensão da extrema direita, que está preparada para criar repetidas crises em vez de ceder um centímetro só em suas exigências.
A verdade é que, do ponto-de-vista econômico, os problemas fiscais de longo prazo dos Estados Unidos não são muito difícies de consertar. É verdade que a população envelhece e que os gastos com saúde, sob a política atual, estão crescendo mais rapidamente que a receita. Mas os Estados Unidos tem custos de saúde muito maiores que os de outros países desenvolvidos e impostos bem mais baixos pelos padrões internacionais.
Se conseguissemos nos mover em direção à norma internacional, nas duas frentes, nossos problemas de orçamento seriam resolvidos. A questão real enfrentada pelos Estados Unidos, mesmo em termos puramente fiscais, não é se vamos cortar ou não um trilhão do déficit. É se os extremistas bloqueando qualquer tipo de política responsável podem ser derrotados e marginalizados.
Ele se refere, obviamente, ao Tea Party, que não aceita qualquer tipo de aumento de impostos e quer empurrar toda a conta para a coluna dos gastos sociais.

No http://www.viomundo.com.br/politica/krugman-sobre-o-banho-de-sangue-o-problema-e-politico-nao-economico.html

"Nada pior do que continuar a agir como se nada de decisivo e novo estivesse acontecendo."

O mundo que conhecemos acabou

Maria Antonieta 

Em 2006, a cineasta Sofia Coppola lançou um filme sobre Maria Antonieta. Ao contar a história da rainha juvenil que vivia de festa em festa enquanto o mundo desabava em silêncio, Coppola acabou por falar de sua própria geração.

Esta mesma que cresceu nos anos 1990.

No filme, há uma cena premonitória sobre nosso destino. Após acompanharmos a jovem Maria por festas que duravam até a manhã com trilhas de Siouxsie and the Banshees, depois de vermos sua felicidade pela descoberta do "glamour" do consumo conspícuo, algo estranho ocorre.

Maria Antonieta está agora em um balcão diante de uma massa que nunca aparece, da qual apenas ouvimos os gritos confusos. Uma massa sem representação, mas que agora clama por sua cabeça.

Maria Antonieta está diante do que não deveria ter lugar no filme, ou seja, da Revolução Francesa. Essa massa sem rosto e lugar é normalmente quem faz a história. Ela não estava nas raves, não entrou em nenhuma concept store para procurar o tênis mais stylish.

Porém ela tem a força de, com seus gritos surdos, fazer todo esse mundo desabar.

Talvez valha a pena lembrar disso agora porque quem cresceu nos anos 1990 foi doutrinado para repetir compulsivamente que tal massa não existia mais, que seus gritos nunca seriam mais ouvidos, que estávamos seguros entre uma rave, uma escapada em uma concept store e um emprego de "criativo" na publicidade.

Para quem cresceu com tal ideia na cabeça, é difícil entender o que 400 mil pessoas fazem nas ruas de Santiago, o que 300 mil pessoas gritam atualmente em Tel Aviv.

Por trás de palavras de ordem como "educação pública de qualidade e gratuita", "nós queremos justiça social e um Estado-providência", "democracia real" ou o impressionante "aqui é o Egito" ouvido (vejam só) em Israel, eles dizem simplesmente: o mundo que conhecemos acabou.

Enganam-se aqueles que veem em tais palavras apenas a nostalgia de um Estado de bem-estar social que morreu exatamente na passagem dos anos 1980 para 1990.

Essas milhares de pessoas dizem algo muito mais irrepresentável, a saber, todas as respostas são de novo possíveis, nada tem a garantia de que ficará de pé, estamos dispostos a experimentar algo que ainda não tem nome.

Nessas horas, vale a lição de Maria Antonieta: aqueles que não percebem o fim de um mundo são destruídos com ele. Há momentos na história em que tudo parece acontecer de maneira muito acelerada.

Já temos sinais demais de que nosso presente caminha nessa direção. Nada pior do que continuar a agir como se nada de decisivo e novo estivesse acontecendo.

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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Matt Damon defende professores

Matt Damon defende professores contra mídia de merda
Matt Damon defende professores durante protesto nos EUA

O ator Matt Damon, 40, defendeu os professores contra a "mentalidade de MBA" mídia de merda em um protesto em Washington no domingo (31). Ele estava ao lado da mãe, que é professora.

Durante a marcha SOS (Salvem nossas escolas, na sigla em inglês), o ator foi questionado por uma repórter sobre a má influência da estabilidade no trabalho dos professores nos EUA. "Para os atores, não há estabilidade no emprego, certo? Há incentivo para dar duro, para ser um ator melhor, porque você quer ter emprego... Então por que não é assim para os professores?"

"Você acha que é a instabilidade no trabalho que me faz trabalhar duro? Eu quero ser um ator. Não é incentivo. O ponto é esse. Essa mentalidade de MBA, esse é o problema com a política educacional. Há uma visão intrinsecamente paternalista de problemas que são muito mais complexos. É como dizer que os professores vão ficar preguiçosos se tiverem estabilidade. Um professor quer ensinar. Por que mais alguém aceitaria um salário ruim de merda e muitas horas de trabalho, a não ser por realmente gostar dele?"

O câmera, então, diz que "dez por cento dos professores são ruins, 10% das pessoas em todas as profissões deveriam pensar em fazer outra coisa".

"Bem, OK, mas talvez você seja um câmera de merda, sei lá", conclui Damon.

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Professores mineiros recebem o pior salário do Brasil

Professores de Minas publicam contracheques para provar que estado é PSDB*


* PIOR SALÁRIO DO BRASIL
por Luiz Carlos Azenha
Depois de uma campanha midiática em que o governador Antonio Anastasia sugeriu que os professores em greve estavam mentindo sobre os salários pagos a eles pelo governo de Minas Gerais, os profissionais de Educação do estado decidiram publicar os contracheques e encaminhar um kit-salário para os jornais e outros meios de comunicação do estado.
Conversei com Beatriz Silva Cerqueira, a Bia, do Sindicato Único dos Trabalhadores de Educação em Minas Gerais, o SINDUTE. E, pelo que ela contou, existe um tremendo esqueleto no armário do atual senador e provável candidato ao Planalto, Aécio Neves, esqueleto agora administrado por Anastasia: o choque de gestão.
Mas, antes do esqueleto, a greve: a paralisação atinge, por decisão da Justiça, apenas 50% dos 380 mil trabalhadores em educação de Minas, em todas as regiões do estado.  Ela foi deflagrada, como a greve de Santa Catarina (onde os professores acreditam ter obtido uma importante vitória política), para garantir a implementação do Piso Salarial do Magistério, que é federal e foi considerado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal em abril deste ano (valor atual de R$ 1.187,00).
Hoje, em Minas, o professor que tem ensino médio ganha R$ 369,00 mensais de salário inicial; o professor com licenciatura plena, R$ 550,00.
Segundo Bia Cerqueira, este ano o governo Anastasia, a partir de uma lei estadual, decidiu aglutinar todas as parcelas que compõem o contracheque dos servidores em um subsídio, que os professores rejeitam considerar como piso salarial, mas sim o total da remuneração.
A adoção do subsídio, segundo Bia, provoca — entre outras coisas — o nivelamento da categoria entre os professores que tem 20 anos de carreira e os que estão começando agora. Uma situação parecida aconteceu em Santa Catarina.
A greve é por um piso salarial de R$ 1.597,00 para os professores de nível médio com jornada de 24 horas.
Bia Cerqueira diz que a política salarial de Minas Gerais em relação aos professores é de “controle” da remuneração, o que seria um dos princípios do “choque de gestão”, que começou a ser implantado pelo ex-governador Aécio Neves. “Você pode demorar 8 anos para começar a receber por uma pós-graduação que tenha feito, você pode demorar de 20 a 25 anos para receber por um mestrado”, ela exemplifica.
“O governo controla a remuneração [dos servidores] para que possa investir em outras áreas que dão retorno melhor para ele”, disse ela, provavelmente se referindo a retorno eleitoral.
Bia inicialmente não entendeu a minha piada: o choque de gestão, disse eu, teria sido de 220 volts, bem na veia do professorado!
Aliás, ela acredita que o tal choque fracassou redondamente. Três exemplos:
* Faltam 1,5 milhão de vagas no ensino básico em Minas Gerais;
* A média de escolaridade do mineiro é de 7,2 anos;
* No vale do Jequitinhonha, a média de escolaridade é de apenas 6,2 anos.
Além disso, o programa que é orgulho do atual governador, Antonio Anastasia, o Professor da Família, para dar apoio a alunos do ensino médio, é bastante precário.
* Por enquanto, atinge 9 dos 853 municípios de Minas Gerais, ou apenas 22 das 4 mil (eu disse quatro mil) escolas;
* Os professores contratados para implementar o programa, que visa dar aulas de reforço para alunos do ensino médio, têm formação de ensino médio, o que contraria a Lei de Diretrizes Básicas da Educação Nacional, que exige licenciatura plena.
“Os projetos não correspondem à realidade do estado de Minas Gerais”, diz ela.
Duas grandes dificuldades enfrentadas neste momento pelos grevistas: boicote ativo ou desprezo da mídia local e a postura do Poder Judiciário de Minas Gerais que, segundo a Bia, nunca decide em favor dos educadores.




Para acompanhar notícias da greve, vá ao site do SINDUTE.
Ou ao blog da Bia Cerqueira, aqui.
Acompanhe também no Blog do Euler, que tem vários vídeos (sugestão do comentarista Antonio).

PS do Viomundo: Diante da denúncia dos professores em greve de que são muitas vezes desconhecidos pela mídia mineira, pedimos a nossos leitores que nos ajudem a disseminar este post e outras informações sobre a greve no twitter e nas mídias sociais. Agradecemos.

No http://www.viomundo.com.br/denuncias/professores-de-minas-publicam-contracheques-para-provar-que-estado-e-psdb.html

"Sandy, não me engana que eu não gosto!"

Lungaretti: O peixe da Sandy já estava podre

SANDY, NÃO ME ENGANA QUE EU NÃO GOSTO!
por Celso Lungaretti, no Náufrago da Utopia
É possível extrair-se prazer de todo e qualquer exercício da sexualidade, até porque a pessoa não se entregaria a ele caso o desagrado fosse maior do que o agrado. Elementar.
Mesmo os masoquistas sentem prazer com a dor, embora, para a maioria, isto pareça bizarro.
Então, é de um ridículo atroz o auê que a revista Playboy armou para promover sua edição de aniversário, fazendo circular a informação de que a principal entrevistada, a cantora Sandy, afirmou ser possível sentir-se prazer com a sodomia. Além de escalar celebridades para, com suas declarações, darem maior quilometragem à besteirinha.
E daí? Não estamos mais na década de 1970, quando os brasileiros amaldiçoavam a censura ditatorial por lhes impedir de ver Marlon Brando simulando penetração anal em Maria Schneider, no lendário O último tango em Paris (d. Bernardo Bertolucci, 1972) — um filme que merecia ser reconhecido como ótimo drama e não se tornar um  sucesso de escândalo.
Quem viajava e assistia lá fora, era obrigado a contar tintim por tintim para os amigos.
Quando finalmente foi liberado, lá por 1980, eu estava entre os críticos de cinema convidados para a primeira cabine, antes da estréia.
O assessor de imprensa da empresa distribuidora nada viu de errado em trazer seu filho, que tinha uns 15 anos de idade. E não havia mesmo, salvo, talvez, o tédio que lhe deve ter causado.
Enfim, mais manjado e retrô do que este truque promocional da Playboy, impossível.
Afora  a escolha de Sandy para a jogada rasteira ter sido, obviamente, inspirada no espanto (choque de imagens) causado por sua participação nos comerciais da cerveja Devassa. Estão vendendo o mesmo peixe pela segunda vez. Já apodreceu.
É lamentável uma moça que sempre nadou em dinheiro estar se prestando a um papelão desses para reerguer uma carreira artística em baixa. Não tem sequer a atenuante da necessidade.
Sandy, não me engana que eu não gosto!

No http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/lungaretti-o-peixe-da-sandy-ja-estava-podre.html

Homofobia e racismo na política


Taras e perversidades do machismo


Homofobia e racismo são as doenças sociais mais discutidas e combatidas hoje em dia devido ao seu caráter mais escandaloso e aberto. Diante disso, a revoltante opressão moral que o machismo é capaz de produzir acaba relegada a segundo plano. Todavia, a mais breve análise desse tipo de perversidade social revela quanto ainda estamos distantes de um mundo em que a maior parte de sua população, representada pelo sexo feminino, seja respeitada.
A mulher, tanto quanto os negros, ganha salários inexplicavelmente menores, pois, na maioria dos casos, revela-se profissional até mais confiável em determinadas tarefas; como os homossexuais, é vitima de agressão verbal e física injusta e covarde motivada inclusive por interferência alheia em sua forma de ser. Quem não se lembra de Geyse Arruda, estudante da universidade Uniban que foi praticamente linchada por seus colegas ao usar um vestido curto?
Na política, porém, é que o machismo se expõe de uma forma tão inaceitável que chega às raias da loucura. E exemplos do por que não faltam. Não é preciso pensar muito ou recuar muito no tempo para colher tais exemplos. Estão aí todos os dias.
A mulher que hoje governa o Brasil sofreu uma campanha difamatória no processo eleitoral em que se elegeu presidente da República que homem algum teria sofrido. Nem Lula, contra quem já assacaram todo tipo de acusação, sofreu o tipo de ataque sofrido por Dilma Rousseff no ano passado. Em relação à mulher, acusações de cunho sexual constituem legítima tara, um tipo de perversão inexplicável e afiada como uma navalha.
Se for jovem e bonita, então, a mulher acaba virando alvo até mais fácil dos ataques sexistas. Chega a ser inacreditável a natureza da agressão que sofreu a hoje ministra-chefe da Casa Civil e senadora pelo PT do Paraná, Gleisi Hoffmann, quando substituiu Antonio Palocci no cargo. Apesar da carreira política brilhante e meteórica, explicável por fluência verbal digna de uma inteligência incomum, foi tratada como “bibelô”, “boneca” e outras imbecilidades.
Mas o que motiva este texto mesmo é exibição recentíssima de machismo na política que revolta porque mostra como uma mulher pode ser atacada por uma subjetividade quadrúpede de indivíduos vitimados pelo grau mais intenso dessa enfermidade social. Como algum ser humano pode se defender de ataque como o praticado pelo jornalista da Veja Ricardo Setti em seu blog, na postagem abaixo reproduzida?
—–
Do Blog de Ricardo Setti no portal da Veja
01/08/2011 às 19:58 \ Vasto Mundo
Cristina Kirchner e seu luto de luxo, levemente eleitoreiro
A recente visita a Brasília da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, mostrou o quanto de luxo tem o luto que ela invariavelmente traja desde que lhe morreu o marido, o ex-presidente Néstor Kirchner, em outubro do ano passado. Um luto pela partida de um companheiro de 35 anos de vida em comum, mas também um luto algo eleitoreiro – a presidente apresenta essa imagem compungida como uma das formas de comover o eleitorado argentino, já que concorre em outubro próximo à reeleição.
O fato é que a presidente apareceu, na capital, ostentando um vestido preto com saia levemente rodada, ligeiramente mais rodada do que o recomendável, cinto largo de couro, seu tradicional cabelão, mais adequado para uma mulher com bem menos que seus 58 anos de idade, sapatos com tacones, os saltos talvez 2 ou 3 centímetros mais altos do que deveria, brincos vistosos, pulseiras nos dois pulsos, anéis de pedras preciosas, um colar de pérolas gigantes e a tradicional maquiagem pesada, noturna.
Um luto de luxo, e de grife.
Um espanto.
—–
Não se passou nem um ano da morte do “companheiro de 35 anos de vida em comum” de Cristina Kirchner – Néstor, seu marido, faleceu em outubro do ano passado. Como Setti se mostra adepto de convenções sociais até sobre o estilo de roupa que uma mulher deve usar – quantas vezes você viu alguém considerar o traje de um presidente diferente do “recomendável”? – deveria levar em conta a convenção sobre o luto.
O luto é um conjunto de reações à morte de um familiar ou de uma figura pública querida e tem diferentes formas de expressão em culturas distintas. O uso de determinadas cores, por exemplo, pode indicar que um indivíduo ou grupo está em luto. Na maior parte da cultura ocidental, quando familiar de uma pessoa morre é comum ela usar roupas pretas para mostrar seus sentimentos de perda e respeito pela pessoa.
O comentário do jornalista da Veja ainda supõe que a presidente argentina não sente dor pela perda do companheiro. Sua alegação sobre os sentimentos mais íntimos daquela mulher ainda enxerga na aparência dela até o que seria mais “adequado” a “uma mulher de 58 anos”. Veja bem, leitor: o corte de cabelo (!). A insinuação é a de que simulação de dor pela separação esconde desejo de parecer mais jovem. Talvez queira conseguir outro homem…
Que homem recebe esse tipo de crítica? A aparência de Lula ou seu comportamento masculino estiveram entre os poucos aspectos de si que não foram atacados durante a sua tonitruante trajetória política, recheada pelos ataques mais baixos concebíveis. Mulher na política arca com todos esses ataques e mais aqueles que só elas sofrem. Fica fácil entender, portanto, por que há tão poucas mulheres na política.

No http://www.blogcidadania.com.br/2011/08/taras-e-perversidades-do-machismo/

"Defender a criação de uma CPI da corrupção no Brasil ou é mera chantagem política, ou falta do que fazer, ou absoluta desorientação sobre o que fazer. Ou então as três coisas ao mesmo tempo."

COMO ACONTECEU COM NELSON DE SÁ , RICARDO MELO ESTÁ PRESTES A PERDER O EMPREGO NA FOLHA DE SÃO PAULO. 

MOTIVO ? FALAR A VERDADE

RICARDO MELOGuichê ao lado

SÃO PAULO - Defender a criação de uma CPI da corrupção no Brasil ou é mera chantagem política, ou falta do que fazer, ou absoluta desorientação sobre o que fazer. Ou então as três coisas ao mesmo tempo.
Obviamente, não faltam crimes para investigar. O problema é inverso: o leque é tão amplo que uma comissão desse tipo precisaria funcionar como um tribunal. E quem iria julgar a quem? Com raríssimas exceções, o Congresso brasileiro é povoado de gente que em algum momento mamou nos cofres públicos.
De concessões de rádio e TV a ambulâncias, passando pelo mensalão, pela privatização das teles, votos pela reeleição, verbas de representação, pensões irregulares -tudo já foi e continua sendo objeto de negociatas no Legislativo.
É de provocar risos antecipados imaginar caciques do PT, do PMDB, do PSDB, do DEM, do PC do B e quem mais for posando de inocente ultrajado diante de alguma transgressão. Veja-se, a respeito, a coleta de assinaturas para criar a tal CPI.
O porta-voz do processo é um senador tucano que tentou amealhar aquela infame pensão de ex-governador. Não bastasse isso, um dos primeiros a retirar o nome da requisição foi justamente um parlamentar do... PSDB, a legenda-chefe da oposição. Agora ele diz querer assinar de novo, num vaivém revelador do grau de suas convicções.
Até os Dragões da Independência sabem que a demissão em massa no Ministério dos Transportes não tem chance de prosperar no resto da Esplanada. Se considerarmos a aliança que a elegeu, só se tiver vocação para o suicídio político Dilma irá investigar o restante do governo, a começar das fatias controladas pelo PT e pelo PMDB.
A acomodação generalizada dos partidos ao que há de mais convencional e apodrecido é a maior garantia de que o combate sério à roubalheira não tenha futuro no Congresso. Essa tarefa ainda depende, acima de tudo, da vigilância e da pressão da opinião pública -e das escolhas na hora de votar.

Plano de Inovação do Brasil - PIB

“Imagina, Míriam, o que é isso? Mas que bobagem. O que você está dizendo, você vai me perdoar, é uma grande bobagem.” José Serra

“Estadão” desmonta coluna de Miriam Leitão

Será que Serra tinha razão sobre o que diz Miriam Leitão?

Publiquei, hoje, no blog Projeto Nacional, um texto rebatendo a coluna da jornalista Míriam Leitão, que atacava o Plano Brasil Maior, lençado ontem pela Presidenta Dilma Roussef. Um dos pontos em que ela se apoiava para atacar o plano era o que seriam “favores” á indústria automobilística, com se fosse uma “doação” às grandes montadoras.
Agora à noite, o Estadão publica uma matéria que confirma o que dissemos ali: os benefícios são exclusivamente para as montadoras que fizerem investimentos e ampliarem o conteúdo nacional na fabricação de veículos.
“Medida Provisória publicada nesta quarta-feira, 3, vai permitir ao governo zerar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para as empresas que aumentarem o conteúdo nacional, elevarem investimentos e produzirem veículos inovadores (…)Pela nova medida, o governo vai abrir mão de parte da sua arrecadação, desde que a empresa apresente um projeto que envolva melhoria de competitividade. “O dinheiro será carimbado, ou seja, a empresa só poderá se beneficiar se tiver um projeto aprovado pelo governo”, diz um executivo do setor.”
(…)o governo quis acabar com a concessão de incentivos “gratuitamente”. Por isso, desta vez, foi colocada uma contrapartida para forçar a indústria a inovar e tornar o País um polo de engenharia automotiva. Técnicos dos Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio preparam as linhas do programa, como o porcentual de conteúdo nacional e as alíquotas de IPI. Não há prazo para a publicação de um decreto com as regras.
Dona Miriam precisa ler mais jornais e ter menos ódio político. Senão, vai acabar dando razão ao Serra, que disse a ela na famosa entrevista da campanha eleitoral: “Imagina, Míriam, o que é isso? Mas que bobagem. O que você está dizendo, você vai me perdoar, é uma grande bobagem.”

No http://www.tijolaco.com/

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Postado por Fernando Brito Comentar
O “Financial Times” e o FMI dão hoje o mesmo conselho ao Brasil: “tá tudo muito bem, tá tudo muito bom, mas vocês precisam botar o pé no freio”.
É mais ou menos a tradução que se pode fazer do que disseram:
“O desafio para o Brasil é como administrar seu sucesso”, diz o FT, segundo a BBC.
“As perspectivas para a economia brasileira são positivas, mas há sinais de superaquecimento, avaliou o Fundo Monetário Internacional”, segundo a Agência Reuters.
Ora, como diria o Nélson Rodrigues, até as pedras da calçada sabem que os riscos e problemas agudos da economia brasileira não são os internos, mas o do mundo desenvolvido que estes nossos “muy amigos” representam.
Não há pressão inflacionária interna – exceto a do etanol – digna de significação, o que há é pressão cambial sobre os juros brasileiros, porque não há o que fazer com o capital sobrante no mundo desenvolvido, cuja economia virou um atoleiro.
Parece que a Presidenta Dilma Roussef estava adivinhando que nos dariam estes conselhos e já dispensou a ajuda, em seu discurso de ontem:
Aos que pensam que, em um momento de incerteza internacional como o que vivemos, o mais prudente é não agir e esperar a onda passar, eu contra-argumento, amparada na experiência que tivemos durante o período do governo do presidente Lula, em 2008 e 2009: é justamente em uma situação de tensões no mundo que devemos mostrar, além do indispensável bom senso, uma boa dose de ousadia.
Em 2008, enfrentamos a crise com desonerações e estímulos ao consumo. Hoje a situação é outra, mas não estamos dispensados de ser ousados. É claro que não vamos abdicar dos fundamentos do nosso modelo de desenvolvimento, baseado no controle da inflação, no rigor fiscal, no crescimento econômico com inclusão social e na preservação do nosso mercado interno. Mas este é, sem dúvida, o momento certo para desenvolver tecnologia e inovação. Este é o momento certo de agregação de valor na indústria nacional.”
É isso aí. Nosso mercado, nossa indústria, nossos empregos, nossa renda e nosso consumo são os combustíveis para fazer a roda girar. Se abrirmos mão deles, se frearmos demais o carro, voltamos a ser o Brasil da Roda Presa.
 No http://www.tijolaco.com/

Só está faltando os telejornais da Globo reconhecer o talento que Dilma tem para ser uma excelente PresidentA

E AÍ ANÔNIMOS , DILMA E GLOBO TUDO A VER ?


http://natelinha.uol.com.br/img/pag/315x265/img20110801235452.jpg
A presidente Dilma Rousseff revelou em recente entrevista ao jornal "O Globo" que é fã da novela "Insensato Coração" e que sua personagem preferida é Natalie Lamour, interpretada por Deborah Secco.

A atriz se sentiu muito honrada com o elogio vindo do Palácio do Planalto. "Eu realmente fico muito feliz quando alguém aprecia o meu trabalho. E, em se tratando da presidenta do nosso país e também da primeira mulher a alcançar tão importante cargo, eu me sinto duplamente lisonjeada", disse a bela ao colunista Jorge Bastos Moreno, de "O Globo.

Os autores Gilberto Braga e Ricardo Linhares, também comentaram os elogios feitos à trama. "Mesmo uma presidente da República precisa de entretenimento. Fico especialmente orgulhoso de saber que ela gosta do meu trabalho, porque eu estou gostando muito do dela. Espero que ela nos acompanhe até o final e que fique satisfeita", disse Gilberto.

Já o parceiro Ricardo espera que sua história inspire a comandante do Brasil. "Não sabia que a presidente era fã da novela e fiquei muito orgulhoso. Tomara que embarcar na ficção a ajude a desanuviar, após as difíceis decisões que ela tem que tomar no seu dia a dia. Um dos temas da história é o combate contra a corrupção e a impunidade, o que encontra eco na faxina que ela está promovendo em alguns órgãos do governo", afirmou.

"Insensato Coração" chega ao fim no dia 19 de agosto, na Globo.
No http://aposentadoinvocado1.blogspot.com/

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Animação "O Matuto no cinema" de Jessier Quirino

Modo Dilma de governar encanta até a oposição

ESCRITO PELA PRÓPRIA OPOSIÇÃO , PARA DESGOSTO DOS "ANÔNIMOS"

Dilma, a nova fase

Cláudio Lembo
De São Paulo


Para Lembo, a presidente "tem componentes diferentes dos operadores políticos de todos os tempos" (foto Roberto Stuckert Filho/PR/Divulgação)

Em todos os ambientes, quando se fala em política, coloca-se uma pergunta: como vai o governo Dilma? É natural a indagação. No presidencialismo, mais que no parlamentarismo, a figura do supremo mandatário tem importância expressiva.
O Parlamento, por mais que mostre vocação cívica, jamais consegue atingir o espaço de expressão do Executivo. O Judiciário, apesar do atual ativismo, ainda é poder que exige provocação para agir.
O Executivo, ao contrário dos demais poderes, está sempre presente na vida do cotidiano das pessoas. A cidadania acompanha com acuidade todos os atos do mandatário. Eles repercutem no dia-a-dia de cada cidadão, mesmo que não incidam diretamente sobre os seus interesses imediatos.
Dilma Rousseff atingiu a Presidência da República como reflexo de uma personalidade carismática e bem sucedida. Mais ainda. Respeitada por todas as classes sociais, salvo poucas exceções.
Suceder a Luiz Inácio Lula da Silva seria tarefa difícil para o mais experiente político, mais dificuldade encontra um quadro técnico acostumado à direção direta de seus subordinados e definição precisa dos objetivos.
A política é caleidoscópio. Jamais é possível aquilatar a próxima imagem. Tudo é mutável e a volubilidade das vontades humanas se apresenta no cenário político com enervante constância.
Compreensível, pois, a idas e vindas dos primeiros meses do atual governo. Só encontrou situações complexas. Lula, o líder sindical, é homem de conflitos e acordos transitórios.
Uma técnica, que sempre ocupou cargos administrativos, não pode utilizar o mesmo meio de convicção. Não possui tradição política e nem sequer atrativo para falar sem atingir conclusões.
Daí as pequenas crises, particularmente no trato dos assuntos ministeriais. Agiu mal, cai. Esta forma de atuar não era habito no período presidencial anterior e nem sequer faz parte dos hábitos políticos brasileiros.
O costume - diga-se de passagem, secular - é transigir e conciliar. Tudo acontece mediante conciliação. Nunca se vai às últimas conseqüências. Dilma rompeu a maldição.
É claro que determinados segmentos se encontram incomodados. No entanto, é possível que a presidenta esteja inaugurando um novo ciclo na política nacional.
Colocar as coisas no devido lugar. Fazer com que os fatos se tornem claros, as falcatruas expostas e seus autores exonerados é novidade que deixa perplexa muita gente.
O erro dos políticos tradicionais é nítido. Esqueceram de examinar a trajetória da presidenta Dilma. Ela sempre mostrou liderança e lutou, de maneira inequívoca, pela democracia e moralidade administrativa.
Ofereceu, em seu passado, em holocausto a dignidade humana o seu próprio sacrifício pessoal. Sofreu em sua a integridade física e perdeu a liberdade. Permaneceu com seus princípios.
Erram, pois, os políticos, inclusive os mais experientes que, em governos passados, ocuparam cargos relevantes nos poderes da República, em procurar agredi-la - e a seu governo - com palavras ou bravatas.
Dilma tem componentes diferentes dos operadores políticos de todos os tempos. Possui coragem e destemor. Não é carreirista. Quer exercer com dignidade seu mandato.
Se tudo isto não fosse suficiente, a democracia plena em que se vive não permite a presença da imoralidade administrativa e nem das velhas técnicas de desestabilização dos governantes.
A opinião pública sabe diferenciar com precisão os bons e os maus atos dos administradores. As boas e as más condutas dos políticos. Terminou a fase do quem pode leva.
Hoje, é preciso respeitabilidade para o exercício das funções públicas. A sociedade é implacável e acompanha cada movimento dos detentores de cargos nos três poderes da República.
Dilma age como quer a maioria da cidadania: preserva a dignidade do cargo e afasta firmemente os de conduta frágil. Tudo isto é novidade. Dai alguma perplexidade de seus adversários e dos analistas deformados pela paixão ou interesses.


Cláudio Lembo é advogado e professor universitário. Foi vice-governador do Estado de São Paulo de 2003 a março de 2006, quando assumiu como governador.
 
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