domingo, 28 de novembro de 2010

"De repente me vi sem mãe, sem irmão, sem irmã (enviada para a França), meu pai morando no interior com outra família. Eu era a Angel que ficou para sobreviver, na atividade que sabia fazer, o jornalismo social, mas isso me custou o preço de eu ter de me calar e nem sequer refletir. Quando se vive num processo de muito medo você não reflete, só sobrevive. Eu consegui sobreviver tão bem que hoje eu falo. E vejo pessoas que deveriam estar falando, caladas." Hildegard Angel

Marcelo Tas pede BOPE no Congresso: quer reeditar o AI-5!

Hildegard Angel, R7 / Blog: Hildegard Angel
“Caiam pra trás! Vejam o que Marcelo Tas, o @marcelotas do twitter, propôs hoje: “E se o BOPE, a Polícia e as Forças Armadas, depois da operação no Rio, fossem limpar o Congresso Nacional?”. Que irresponsabilidade do suposto jornalista, com 1 milhão de seguidores no twitter, tentando reeditar o AI-5! E depois são eles que se dão ao desfrute de reclamar da falta de liberdade na imprensa. Há limite pra tudo, até pra tentar fazer graça sem graça…
O sr. Marcelo Tas passa um recibo de sua completa ignorância do quo e foram aqueles anos negros e truculentos, do sofrimento das famílias, dos horrores da obscuridade, da escuridão do pensamento, da falta de liberdade para ir, vir e até para pensar. Gostaria de saber se, num Brasil sem o Congresso Nacional, o sr. Marcelo Tas poderia ter aquele seu programa debochado e desrespeitoso, sem um pingo de consideração com qualquer pessoa, misturando o trigo com o joio, dando-se ao requinte de até destruir biografias importantes e sofridas que certamente desconhece…
O Congresso não é perfeito. Eleito pelo voto, ele reflete, tal e qual, a sociedade brasileira, com suas imperfeições e idiossincrasias, e esta é a regra democrática. Diferente disso, sr. Tas, é a ditadura, a tirania, o despotismo, a escuridão – sacou?…”
http://nogueirajr.blogspot.com/
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Mas todas as mães ,sem exceção, deram à luz grandes homens e se a vida as enganou em seguida, delas não foi a culpa. Boris Pasternak

Mãe conta como convenceu o traficante Mister M a se entregar

Nilsa Maria se ofereceu para acompanhar o filho até a delegacia.
‘Nenhum dos meus filhos seguiu esse caminho. Nunca aceitei isso’, disse.
Alba Valéria Mendonça Do G1 RJ
Mister M se entrega na 6a. DPMister M se entrega na 6ª DP (Foto: Alba Valéria Mendonça/ G1)

Foi com  frases doces e preocupação de uma mãe zelosa que Nilsa Maria dos Santos, de 53 anos, conseguiu convencer o filho Diego Raimundo Silva Santos, o Mister M, de 25 anos, a se entregar à polícia, na tarde deste sábado (27), no Rio. O traficante, também conhecido como 50 – por ser fã do cantor americando  Fifty Cent – era o segurança e braço direito de Pezão,  o chefe do tráfico do conjunto de favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio.”Disse pra ele: Diego vamos para casa com a mamãe. E ele respondeu: ‘Não, mãe. Se ficar em casa, eles vão me  prender’. E eu disse: então vai comigo e seu irmão que é cristão que eu vou te apresentar na delegacia. Ele aceitou”, contou dona Nilsa,  mãe de dez filhos e que trabalha num trailer vendendo comida na Vila da Penha, no subúrbio do Rio.Ela contou que nunca aceitou a entrada do filho no crime e que vivia tentando convencê-lo a mudar de vida. Disse que foi até a casa do filho, na favela da Grota, no Alemão, e desceu com ele pela Rua Joaquim de Queiróz, onde a polícia montou uma base para que traficantes se entreguem. Mas ela não parou lá.Anos atrás, Diego e alguns dos irmãos integraram o programa social Pró-Jovem, que tinha o delegado Luiz Fernando como um dos coordenadores. Ela procurou o delegado, que é adjunto na  6ª DP (Cidade Nova), mas que estava baseado na 22ª DP (Penha) e combinou a rendição do filho. Diego se apresentou na 6ª DP.
Nunca aceitei isso
“Nenhum dos meus filhos seguiu esse caminho. Nunca aceitei isso”, disse ela, acrescentando que tem filho pastor evangélico, estudante, motorista e o mais novo é jogador de futebol do juniores do Vasco da Gama.
Como cristã, ela disse que agradece a Deus a oportunidade de ter conseguido entregar o filho com vida à polícia e que tem certeza que de agora em diante, tanto ela quanto os irmãos e até mesmo Diego estão começando uma vida nova.
Para as mães de outros traficantes, ela deixa uma mensagem: “Agora estou feliz. Para os outros, aconselho que se convertam, que larguem isso porque contra a força de Deus não há resistência. Agradeço a Deus, em nome de Jesus,  eu consegui. Orei muito. Prefiro vê-lo agora preso. Sei que ele vai sair convertido”, disse dona Nilsa, acrescentando que Diego estava dentro da casa dele, na favela da Grota, no Alemão, dormindo quando ela foi até lá convencê-lo a se entregar.
No http://blogdadilma.blog.br/

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Aquele que conheceu apenas a sua mulher, e a amou, sabe mais de mulheres do que aquele que conheceu mil. Leon Tolstoi

Demografia da Mulher Brasileira
As razões para uma diminuição do crescimento demográfico no Brasil relacionam-se com a urbanização e industrialização e com incentivos à redução da natalidade (como a disseminação de anticoncepcionais). Embora a taxa de mortalidade no país tenha caído bastante desde a década de 1940, a queda na taxa de natalidade foi ainda maior.
Essa sensível diminuição nos últimos anos, pode ser explicada pelo aumento da população urbana — já que a natalidade é bem menor nas cidades, em conseqüência da progressiva integração da mulher no mercado de trabalho — e da difusão do controle de natalidade. Além disso, o custo social da manutenção e educação dos filhos é bastante elevado, sobretudo no entorno urbano.
No Brasil, a expectativa de vida está em torno de 68,3 anos para os homens e 76,38 para as mulheres,[3] conforme estimativas para 2007. Dessa forma, esse país se distância das nações paupérrimas, em que essa expectativa não alcança 50 anos (Mauritânia, Guiné, Níger e outras).
O Brasil não foge à regra mundial. A razão de sexo no país é de 98 homens para cada grupo de 100 mulheres,[3] conforme estimativas de 2008.
O número de mulheres, na população rural brasileira, pode-se dizer que no Nordeste, por ser uma região de repulsão populacional, há o predomínio da população feminina. Já nas regiões Norte e Centro-Oeste predomina a população masculina, atraída pelas atividades econômicas primárias, como o extrativismo vegetal, a pecuária e, sobretudo, a mineração.
O número de mulheres, na população rural brasileira, também tende a ser menor, já que as cidades oferecem melhores condições sociais e de trabalho à população feminina.
Wikipédia

Histórias como essas também me emocionam, Sr. Querido e Extraordinário Presidente Lula!

Se liga, mulher! Reaja a toda forma de violência contra você!

Alô mulher

O Ligue 180, central de atendimento à mulher do governo federal, superou a meta de 1 milhão de telefonemas, prevista para ser alcançada só em 2011. Foram 1.539.669 ligações até outubro, a maioria (407.019) com pedidos de informações sobre a Lei Maria da Penha. São Paulo responde por 17,9% dos atendimentos, e a Bahia (9,48%) vem em seguida.

A Secretaria de Políticas para as Mulheres diz que o grande número de atendimentos não reflete um aumento da violência, e sim do acesso a informações sobre o serviço. A central foi ampliada de 20 para 50 pontos e o tempo de espera caiu de 20 para seis segundos.
No http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

terça-feira, 23 de novembro de 2010

“É na educação dos filhos que se revelam as virtudes dos pais”. Coelho Neto

 A importância da educação

Breve resposta à mãe de um dos delinquentes autores do ataque da Av. Paulista no dia 14/11/2010

Esta senhora, ao sair da delegacia, se deparou com a vítima, abaixo, desfigurado por hematomas, cortes e graves riscos de cegueira, por cacos de vidro de lâmpadas fluorescentes. Ao vê-lo, destilou seu ódio, não ao filho querido, mas sim à vítima, talvez, por ter sido obrigada a interromper seu cotidiano e ter que resgatá-lo de um local nada confortável para sua classe social.
Sra. Soraia Costa, vosso filho é um animal, que me perdoem os animais, mas sabemos que algumas espécies, tem no instinto, o territorialismo, atacando outros da mesma espécie que não fazem parte da matilha, como seria o caso mais apropriado ao vosso “pimpolho”. Claro que lhe falta a educação e noções básicas de convívio em sociedade e que na verdade, locais como a Avenida Paulista, que é a “vitrine” de uma São Paulo próspera, segundo avaliação (sociopata) de pessoas como seu filho e seus “ilustres” amigos, deveria ser frequentada apenas por pessoas da mesma “tribo” : filhos de classe média, com roupinhas de grife e definição sexual idênticas. Para eles, a simples existência de pessoas que destoem de sua visão obtusa do padrão, é motivo para ataques, no caso, de forma covarde.

Porque covarde Sra. Soraia Costa ? Porque na verdade, não foi uma simples briga conforme reclamastes ameaçadoramente, à pobre vítima, que ousou fazer um boletim de ocorrência, conforme manifestastes. Foi um ataque traiçoeiro, pelas costas, gratuito (no vídeo vemos que as vítimas caminhavam cabisbaixas e tranquilamente), estando o atacado desarmado e distraído. Covarde também minha senhora, porque como todo animal capturado e acuado, seu filhote, chorou covardemente na delegacia, assim como o fazem os cães presos pela carrocinha, uivando e achando-se vítimas de injustiças.

No século passado, num período muito negro da Alemanha, decidiu-se que alguns cidadãos não eram merecedores de trafegar na mesma calçada que os “puros”. O final deste comportamento é de conhecimento geral.

A educação, minha senhora, começa na infância e se dá principalmente através do exemplo familiar. Não tentes relegar isto à educação do Estado ou ao Ensino Privado. Ninguém é obrigado à tolerar filhos de terceiros. Felizmente, alcançamos no Brasil, o status de funcionamento maduro das Instituições, e cenas deploráveis como estas, não terão mais vez em um país democrático .

Segue abaixo uma transcrição a respeito do valor da educação (no vosso caso a palavra correta seria adestramento) para quem sonha com a paz e convívio harmonioso, como deveria ser em um país que aponta para o crescimento social.
Não me leves à mal, temo que o crescimento da intolerância poderá fazer cada vez mais vítimas, entre elas vossa família, quando à duras penas, descobrimos que a dor do outro é idêntica à nossa.

“LICURGO FOI UM LEGISLADOR GREGO QUE DEVE TER VIVIDO NO SÉC. QUARTO ANTES DE CRISTO.
Convidado a proferir uma palestra a respeito de educação. Aceitou o convite mas pediu, no entanto, o prazo de seis meses para se preparar. O fato causou estranheza, pois todos sabiam que ele tinha capacidade e condições de falar a qualquer momento sobre o tema, e por isso o convidaram.

Transcorridos os seis meses, compareceu perante a assembléia em expectativa. Postou-se à tribuna e logo em seguida entraram dois criados, cada qual portando duas gaiolas. Em cada uma havia um animal, sendo duas lebres e dois cães.
A UM SINAL PREVIAMENTE ESTABELECIDO, UM DOS CRIADOS ABRIU A PORTA DE UMA DAS GAIOLAS E A PEQUENA LEBRE, BRANCA, SAIU A CORRER, ESPANTADA.
LOGO EM SEGUIDA O OUTRO CRIADO ABRIU A GAIOLA EM QUE ESTAVA O CÃO E ESTE SAIU EM DESABALADA CORRERIA AO ENCALÇO DA LEBRE. ALCANÇOU-A COM DESTREZA, TRUCIDANDO-A RAPIDAMENTE.
A cena foi grotesca e chocou a todos. Uma grande admiração tomou conta da assembléia os corações pareciam saltar do peito. Ninguém conseguia entender o que Licurgo desejava com tal agressão. Mesmo assim, ele nada falou.

TORNOU A REPETIR O SINAL CONVENCIONADO E A OUTRA LEBRE FOI LIBERTADA. A SEGUIR, O OUTRO CÃO.
O POVO MAL CONTINHA A RESPIRAÇÃO. ALGUNS, MAIS SENSÍVEIS, LEVARAM AS MÃOS AOS OLHOS PARA NÃO VER A REPRISE DA MORTE BÁRBARA DO INDEFESO ANIMALZINHO QUE CORRIA E SALTAVA PELO PALCO. NO PRIMEIRO INSTANTE, O CÃO INVESTIU CONTRA A LEBRE. CONTUDO, EM VEZ DE ABOCANHÁ-LA, BATEU-LHE COM A PATA E ELA CAIU. LOGO A LEBRE ERGUEU-SE E SE PÔS A BRINCAR COM O CÃO. PARA SURPRESA DE TODOS, OS DOIS FICARAM A DEMONSTRAR TRANQÜILA CONVIVÊNCIA, SALTITANDO DE UM LADO A OUTRO DO PALCO.
ENTÃO, E SOMENTE ENTÃO, LICURGO FALOU:
SENHORES, ACABAIS DE ASSISTIR A UMA DEMONSTRAÇÃO DO QUE PODE A EDUCAÇÃO. AMBAS AS LEBRES SÃO FILHAS DA MESMA MATRIZ, FORAM ALIMENTADAS IGUALMENTE E RECEBERAM OS MESMOS CUIDADOS. ASSIM, IGUALMENTE, OS CÃES. A DIFERENÇA ENTRE OS PRIMEIROS E OS SEGUNDOS É, SIMPLESMENTE, A EDUCAÇÃO”.

By Hector (22/11/10)


Leia mais em: O Ескердопата
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domingo, 21 de novembro de 2010

Análise literária também!

Análise “científica”, “caprichosa” e “garantida” do novo Mapa Eleitoral do Brasil !!! “VERMELHOU” !!!

” como em toda e qualquer pesquisa politico-eleitoral as “amostragens” são sempre de acordo com o gosto e a preferência do “con-tratante“, no caso, esse vosso “maquinista” de trem”

Desconsiderando e demonstrando total ignorância dos “pastoris” da eterna luta entre os cordões do “azul” e do “encarnado” ou do Boi de Parintins com a disputa do “Caprichoso” (azul) frente ao “Garantido” (vermelho), a velha mídia esquizofrênica, sem cura, golpista e venal deu de pintar o mapa do nosso Brasil com as cores das bandeiras norte-americana, inglesa, francesa ou paraguaia. Coisa de “branco” !!!… que é a cor subliminar que faltava !!!
Como sempre esse “trem” tarda mas não falha, daí que resolvemos então darmos a nossa versão-contribuição para essa desnecessária “borrada” de cores em pleno território nacional. Para isso “contratamos” especialistas “cientistas” políticos lotados por tempo indeterminado na “Universidade mista” da Penitenciária Barreto Campelo de Itamaracá – PE, que na falta do que fazerem “trabalharam” exaustivamente em sua “análise” eleitoral de conformidade aos irretocáveis padrões globais de pesquisa e rastreamento do conhecimento. Os dados e números aqui apresentados são “fidedignos de fé pública”, verdadeiros e oficiais e para requerer seus “acessos” não houve a necessidade de qualquer ação nas “justiças” civil e militar. Nossos “edis” serão aqui nominados publicamente para que não pairem dúvidas acerca das suas “catiguria” e reconhecida reputação. ( igualzinho na Globo !!! )
São eles:
Zé Roela, Zé Gaveta, Biu das Quengas, Luzia Boca, Geralda “me dá”, João “quero vê”, Bastianinha do Barranco, Galego da Escada, Maria Bagomole, as irmãs Teínha do obreiro baixo e Índia Kunanuca ( a dos pernão comprido ), Lalau chupa ôvo, Bililiu do Coque, Vado Pilôto, Orelina “vovouir”( a francesa ) e Rôxo. Sob a coordenação e orientação de Zé Raimundo – curador, curandeiro e rezador renomado com doutorado em “arriamento de despachos, prescrição e aviamento de ebós, configuração de demandas e descarrego de encôsto”. Também possui mestrado em “rogação de pragas, diz que disse, xeretagem e corte de coisa feita, olho ruim e mal mandado” que já profetizava em 2008 de que “em 2010 uma mulher virá do meio do povo pra danar de vez com a desgraceira” e também proferiu a célebre frase “o que veio dos inferno a terra come com gosto !!!” no auditório da Universidade de “Massaschupps – que é de U.V.A.” testemunhada pelo meu bom e tão querido Gilvan de Freitas do blog http://wwwterrordonordeste.blogspot.com/

Segue então com exclusividade e em primeira mão (de pilão) o preâmbulo da peça de análise da “cujuntura” ou como preferirem da “juntura” de tantos e variados “anais” acadêmicos :

“(parágrafo de um dedo) Eçe trabaio já cumessa “prego untano”:
- Fais idéia de quem ganhô em “Tucano” no interiô da Bahia?
DEU DILMA COM 80 % !!!
TUCANO – BA
DILMA 18.186 votos SERRA 4.882 votos
E na maior cidade com nome de candidato no Brasil localizada na periferia da Grande Vitória do Espírito Santo ?
DEU DILMA TOMÉM !!!
SERRA – ES
DILMA 118.657votos SERRA 75.963 votos

E na Paraíba? o Estado com maior quantidade de nome de Serra nas placas das suas entradas ?
DIIIILLLMMMAAAAAA !!!! Em “cuage” tudas elas !!!
SERRA GRANDE – PB
DILMA 1.308 votos SERRA 339 votos


SERRA REDONDA – PB
DILMA 2.995 votos SERRA 1.257 votos

SERRA BRANCA – PB
DILMA 4.446 votos SERRA 2.312 votos


SERRARIA – PB
DILMA 1.798 votos SERRA 1.285


VISTA SERRANA – PB
DILMA 1.253 votos SERRA 492 votos

Dilma só perdeu na Paraíba em “Serra da Raiz” mas aí é porque o nome do Serra já tava muito enraizado e enterrado nos miolo mole daquele fundão de mundo.
SERRA DA RAIZ – PB
SERRA 972 votos DILMA 861 votos

Mas pra afiar a peleja, Dilma cortou fundo o “sabugo liso” em “Serra Talhada”…
SERRA TALHADA – PE
DILMA 35.586 votos SERRA 3.604votos

… e esquartejô e distrinchô o sujeito em “Serranópolis”, “Serrita” e “Serrote” !!!
SERRANÓPOLIS – GO
DILMA 2.092 votos SERRA 1.644 votos


SERRITA – PE
DILMA 8.155 votos SERRA 1.494 votos

SERROTE – CE
DILMA 874 votos SERRA 131 votos

E no Estado governado pelo “malígno”, Dilma “lavou a burra” em “Itapecerica da Serra”
ITAPECERICA DA SERRA – SP
DILMA 47.185 votos SERRA 31.696 votos

Já na outra “Itapecerica”- a de Minas – deu Serra
ITAPECERICA – MG
SERRA 6.860votos DILMA 6.096 votos
Mas aqui carece de contar um “causo”. O prefeito de lá, por nome Lindolfo Pena Pereira é do PMDB mas ligado no tucano “Aecim”. Ele prometeu uma vitória espetacular do Serra mas não combinou com o povo. O resultado é que o Serra ganhou por pouco e no dia seguinte da eleição e já sabendo da vitória da Dilma, o “prefeitim” Lindolfo se assustou com a manchete do jornal local:
LINDOLFO DEU COM A CIDADE
DIVIDIDA

Na questão da guerra fria, como já era previsto e esperado Serra ganhou em “Americano do Brasil”
AMERICANO DO BRASIL – GO
SERRA 1.800 votos DILMA 1.773 votos

Só que a Dilma ( sem dó nem piedade ) lhe fincou a picareta nas costas em “Russas” no Ceará !!!
RUSSAS – CE
DILMA 28.334 votos SERRA 7.647 votos

Deu a lógica também dando Serra em “Presidente Médici”, “Bofete”, “Arroio dos Ratos”, “Trairão” e “Anta Gorda”
PRESIDENTE MÉDICI – RO
SERRA 5.634 votos DILMA 5.194votos


BOFETE – SP
SERRA 2.739 votos DILMA 2.179 votos

ARROIO DOS RATOS – RS
SERRA 4.534 votos DILMA 3.303votos
TRAIRÃO – PA
SERRA 2.789 votos DILMA 1.783 votos

ANTA GORDA – RS
SERRA 2.147 votos DILMA 1.894 votos


E como resultado da sua estratégia da campanha de rua e no corpo a corpo, Serra ganhou mesmo que apertado, em “Não-Me-Toque”…
NÃO-ME-TOQUE – RS
SERRA 5.138 votos DILMA 5.095 votos

…Mas bateu cabeça em “Pedra Mole” que com a vitória da Dilma naquela cidade já tem quem queira mudar o nome do lugar para “Bolinha de Papel” ou “Rôlo de Fita” !!!
PEDRA MOLE – SE
DILMA 1.187 votos SERRA 791 votos

Serra andou bem em “Vassouras”, “Varre-Sai”, “Passa e Fica” e “Passa Quatro”
VASSOURAS – RJ
SERRA 10.637 votos DILMA 9.660 votos


VARRE-SAI – RJ
SERRA 3.212 votos DILMA 2.213votos

PASSA E FICA – RN
SERRA 2.922 votos DILMA 2.332 votos
PASSA QUATRO – MG
SERRA 5.734 votos DILMA 4.055 votos

Mas Dilma virou e abufelou em “Passo Fundo”, “Passa Sete” e “Passa Vinte” !!!
PASSO FUNDO – RS
DILMA 56.485 votos SERRA 50.779 votos
PASSA SETE – RS
DILMA 2.475votos SERRA 897 votos

PASSA VINTE – MG
DILMA 788votos SERRA 681 votos

O bate boca do aborto não pegou em “Virginópolis” e “Cabaceiras”… Dilma ganhou !!!
VIRGINÓPOLIS – MG
DILMA 3.428 votos SERRA 1.952 votos

CABACEIRAS – PB
DILMA 1.909 votos SERRA 1.231 votos

Mas como a cidade é pequena e o padre de lá tem um penetração melhor com o seu rebanho, Serra cravou em “Reserva do Cabaçal”
RESERVA DO CABAÇAL – MT
SERRA 789 votos DILMA 613 votos

Virando a esquina a campanha Serrista faturou bem também em “Vacaria” e “Araputanga”
VACARIA – RS
SERRA 21.824 votos DILMA 12.354 votos

ARAPUTANGA – MT
SERRA 5.027 votos DILMA 3.313 votos

E como cada coisa tem o seu lugar, é certo que a Dilma só tinha que se dar melhor em “Pintópolis”…
PINTÓPOLIS – MG
DILMA 2.879 votos SERRA 679 votos

…Daí que pra acabar… Serra foi pras cabeças, deitou, rolou e se lambuzou em “Rolândia” simbolizando desta forma o que viria a ser o retrato fiel do seu final de carreira política !!!
ROLÂNDIA – PR
SERRA 23.235 votos DILMA 10.764 votos

TRISTE FIM PRA ELE !!! Porque pro povão TUDO CONTINUARÁ MUDANDO e o que mais deu gosto e motivo pra festa foi saber do resultado e do significado das vitórias de Dilma nas seguintes cidades: “Fartura do Piauí”, “Chã de Alegria” e “Garrafão do Norte” !!!
FARTURA DO PIAUÍ – PI
DILMA 2.324 votos SERRA 372 votos


CHÃ DE ALEGRIA – PE
DILMA 5.614 votos SERRA 1.983 votos

GARRAFÃO DO NORTE – PA
DILMA 7.726 votos SERRA 4.283 votos

Em Tempo: Em homenagem a tão simpáticas e representativas cidades do Brasil de dentro escolhemos “Cabaceiras” incrustada no sertão do Cariri do semi-árido paraibano para melhor representa-las. São controversas as explicações sobre a origem do nome do lugar, todavia há quem garanta que tudo começou com a chegada de senhoras das famílias tradicionais que ali iniciaram o cultivo, beneficiamento e comercialização da “cabaça” !!! Por ser cenário para mais de vinte filmes nacionais, o povo do lugar deu a “Cabaceiras” o título de “Roliúde Nordestina”. Terra de chuva rara, se tornou forte também com a criação de cabras e por isso todo ano se dá por lá a “Festa do Bode” com a eleição popular do “Bode Rei”. É uma festa e tanto e muito conhecida. Comem o bode !!! Apesar de não ser esse o tal “bode” que assina coluna na Veja. Aquele “um” é de “Dois Córregos”, coisa que na região não tem.
DILMA GANHOU EM “CABACEIRAS” !!! Mas como consolo ao derrotado, a cidade “bodal” elegeu também como “Rei” deste ano o bode “José” !!!
PARA OS TUCANOS… ALI TAMBÉM “DEU BODE” !!!

E VIVA O BRASIL !!!
Terra de “caba hômi” e a partir de agora liderada por uma grande mulher de “pêia” !!!

No http://blogdadilma.blog.br/

A consciência negra, aos poucos, está se formando.

Cordel: Um Herói Chamado Zumbi

 Autor: Antônio Héliton de Santana

- Você conhece Zumbi?
Zumbi, o grande guerreiro
Liderança de Palmares
Comandante derradeiro
Defensor da liberdade
Herói negro brasileiro?
- Zumbi herói nasceu livre
No Quilombo dos Palmares
Como pássaro na mata
Como golfinho nos mares
Como a voz que livre voa
Atingindo céu e ares

Num ataque ao Quilombo
O menino foi levado
Para o lugar Porto Calvo
A um padre foi doado
Ao padre Antônio Melo
Que o criou com cuidado


4- Batizou logo o menino
Com o nome de Francisco
Conto a história ligeiro
Nem pestanejo, nem pisco
Se penetrar nos meus olhos
Qualquer poeira ou cisco

6- Zumbi aprendeu a ler
Tornou-se até coroinha
O Português e o latim
Na memória ele tinha
Menino inteligente
- Zumbi herói nasceu livre
No Quilombo dos Palmares
Como pássaro na mata
Como golfinho nos mares
Como a voz que livre voa
Atingindo céu e ares
- Num ataque ao Quilombo
O menino foi levado
Para o lugar Porto Calvo
A um padre foi doado
Ao padre Antônio Melo
Que o criou com cuidado


Batizou logo o menino
Com o nome de Francisco
Conto a história ligeiro
Nem pestanejo, nem pisco
Se penetrar nos meus olhos
Qualquer poeira ou cisco


Ao completar quinze anos
Retornou para o seu povo
Voltando para o Quilombo
Quebrou a casca do ovo
Pra lutar por liberdade
Construir um mundo novo

Ele foi reconhecido
Francisco, era Zumbi
Menino, há muitos anos
Levado longe daqui
A esperança voltou O fato de ter voltado
Para a sua comunidade
Em nada atrapalhou
A relação de amizade
Com o tal de padre Melo
Seu amigo de verdade
Zumbi tornou-se guerreiro
Defensor da liberdade
Por isso ele foi morto
Esta é a pura verdade
Porém, continua vivo
Em todo que tem vontade

tem vontade e luta
Pelo bem desta nação
Para que haja justiça,
Emprego, casa e pão;
Terra para quem trabalha
Pra ter fim a servidão

O primeiro passo é
Com o povo se juntar
Se uma mão lava a outra
Comece a organizar
Mesmo o sal quando é pouco
Ajuda a temperar
O exemplo de Zumbi
Não é só pra ser lembrado
Ele continua vivo
Se você tem o cuidado
De defender bem a vida
Já lhe dei o meu recado


Comunique-se com grupos
Procure informação
Leia o que for possível
Importante a formação
Quem tem boca vai à Roma
Diga-me se é ou não

Agora é começar
Você é novo Zumbi
Essa idéia não morreu
Vive mexendo aqui
Dentro do meu coração
E mexe no seu aí.

Fonte: http://movimentonegropb.vilabol.uol.com.br/helitonzumbi.htm

Para ele pobre só deve andar de jegue

Ela foi professora de Dilma e de Serra. Adivinha em quem ela votou!

Uma grande brasileira! Uma excelente entrevista!

Marilena Chauí: “A mídia brasileira é uma das mais autoritárias do mundo”

A guerra se deu entre o preconceito e a verdadeira informação
Em entrevista à Carta Maior, Marilena Chauí avalia a guerra eleitoral travada na disputa presidencial e chama a atenção para a dificuldade que a oposição teve em manter um alvo único na criação da imagem de Dilma Rousseff: “o preconceito começou com a guerrilheira, não deu certo; passou, então, para a administradora sem experiência política, não deu certo; passou para a afilhada de Lula, não deu certo; desembestou na fúria anti-aborto, e não deu certo. E não deu certo porque a população dispõe dos fatos concretos resultantes das políticas do governo Lula”. Para a professora de Filosofia da USP, essa foi a novidade mais instigante da eleição: a guerra se deu entre o preconceito e a verdadeira informação. E esta última venceu.
da Redação de Carta Maior
Carta Maior:  Qual sua avaliação sobre a cobertura da chamada grande mídia brasileira nas eleições deste ano? Na sua opinião, houve alguma surpresa ou novidade em relação à eleição anterior?
Marilena Chauí: Eu diria que, desta vez, o cerco foi mais intenso, assumindo tons de guerra, mais do que mera polarização de opiniões políticas. Mas não foi surpresa: se considerarmos que 92% da população aprovam o governo Lula como ótimo e bom, 4% o consideram regular, restam 4% de desaprovação a qual está concentrada nos meios de comunicação. São as empresas e seus empregados que representam esses 4% e são eles quem têm o poder de fogo para a guerra.
O interessante foi a dificuldade para manter um alvo único na criação da imagem de Dilma Rousseff: o preconceito começou com a guerrilheira, não deu certo; passou, então, para a administradora sem experiência política, não deu certo; passou, então, para a afilhada de Lula, não deu certo; desembestou na fúria anti-aborto, e não deu certo. E não deu certo porque a população dispõe dos fatos concretos resultantes das políticas do governo Lula.
Isso me parece a novidade mais instigante, isto é, uma sociedade diretamente informada pelas ações governamentais que mudaram seu modo de vida e suas perspectivas, de maneira que a guerra se deu entre o preconceito e a verdadeira informação.
CM: Passada a eleição, um dos debates que deve marcar o próximo período diz respeito à regulamentação do setor de comunicação. Como se sabe, a resistência das grandes empresas de mídia é muito forte. Como superar essa resistência?

MC: Numa democracia, o direito à informação é essencial. Tanto o direito de produzir e difundir informação como o direito de receber e ter acesso à informação. Isso se chama isegoria, palavra criada pelos inventores da democracia, os gregos, significando o direito emitir em público uma opinião para ser discutida e votada, assim como o direito de receber uma opinião para avaliá-la, aceitá-la ou rejeitá-la.
Justamente por isso, em todos os países democráticos, existe regulamentação do setor de comunicação. Essa regulamentação visa assegurar a isegoria, a liberdade de expressão e o direito ao contraditório, além de diminuir, tanto quanto possível, o monopólio da informação.
Evidentemente, hoje essa regulamentação encontra dificuldades postas pela estrutura oligopólica dos meios, controlados globalmente por um pequeno número de empresas transnacionais. Mas não é por ser difícil, que a regulamentação não deve ser estabelecida e defendida. Trata-se da batalha moderna entre o público e o privado.
CM: Você concorda com a seguinte afirmação: “A mídia brasileira é uma das mais autoritárias do mundo”?
MC: Se deixarmos de lado o caso óbvio das ditaduras e considerarmos apenas as repúblicas democráticas, concordo.
CM: Na sua opinião, é possível fazer alguma distinção entre os grandes veículos midiáticos, do ponto de vista de sua orientação editorial? Ou o que predomina é um pensamento único mesmo.
MC: As variações se dão no interior do pensamento único, isto é, da hegemonia pós-moderna e neoliberal. Ou seja, há setores reacionários de extrema direita, setores claramente conservadores e setores que usam “a folha de parreira”. A folha de parreira, segundo a lenda, serviu para Adão e Eva se cobrirem quando descobriram que estavam nus.
Na mídia, a “folha de parreira” consiste em dar um pequeno e controlado espaço à opinião divergente ou contrária à linha da empresa. Às vezes, não dá certo. O caso do Estadão contra Maria Rita Kehl mostra que uma vigorosa voz destoante no coral do “sim senhor” não pode ser suportada.

No http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/marilena-chaui-a-midia-brasileira-e-uma-das-mais-autoritarias-do-mundo.html

Tire suas próprias conclusões sobre o tratamento racista sofrido por uma estudante de Direito!

Confira trechos de um dos e-mails:
“Fico feliz, pq agora, posso, sem peso na consciência, dizer: VAI SE
FUDER!!!”
“Ah, já que estamos falando de campanhas e tal, queria te apresentar uma
que só depende de vc, ela se chama: Meire, botas já!! É baseada no fato
de que estamos cansados de ter que ver o seu pé grotesco!! Sério! Vc
devia consultar um podólogo, tenho certeza que o SUS tem um, pq aquilo
não pode ser só um joanete, com certeza é uma forma alienígena de vida
que se acoplou ao seu pé!! Na boa, pela sua própria saúde, consulte um
médico!”
“Além disso, tbm acho que está na hora de vc trocar o produto que vc
usa para emplastar seu cabelo, pq esse já venceu, e o cheiro…. Na
boa….É insuportável!”
“Ah! Mas espero que vc não leve para o lado pessoal sabe?! Gosto muito
de vc! Vc alegra o meu dia e me faz dar muitas risadas, principalmente qnd
vc vem com meia calça estampada, saia de bolinhas e sapatos caramelo!
Uhaha! Hilário!”
“Ha, e só para fechar com chave de ouro, queria saber se vc não tem
nada mais pra fazer da vida dq propaganda política? Pq pessoalmente acho q
vc deveria se dedicar mais aos estudos, não?!
Mas hey! Oq eu estou falando vc já está bem encaminhada! Afinal, vc
pratica a profissão mais antiga do mundo (É a prostituição caso vc nao
saiba!)
Ou melhor.. acho que não Né?Pq, citando um político:
‘Vc nem pra prostituta serve pq é muito feia’ “
“Ufa! Obrigada mais uma vez por permitir esse meu desabafo! Com certeza
sairei mais leve desta faculdade!”


No http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/estudante-de-direito-e-vitima-de-racismo-na-puc-de-sao-paulo.html

Está mais que na hora de reassumirmos a educação dos nossos filhos!

Que fizemos com nossos filhos?


Não importa se o seu filho é decente. Todos os pais somos culpados por essa juventude que nas últimas semanas chamou atenção do país para o nível de degradação moral e para os instintos perversos que passou a exibir em sua parcela “bem-nascida”, que, portanto, não tem desculpa como a dos jovens carentes para agir de forma anti-social.
Até por omissão, no mínimo permitimos que amigos ou parentes ensinassem aos filhos intolerância e preconceito. Assistimos impassíveis a pessoas que conhecemos começarem a mutilar na infância o caráter desses jovens que estão dando shows deprimentes de intolerância, de racismo, de xenofobia, de homofobia e sabe-se lá mais do quê.
Todos sabemos que essas barbaridades preconceituosas são ditas há muito tempo por pais dessa geração que agora dá esse espetáculo dantesco. Claro que tomavam cuidado de só dizer isso em festas fechadas ou em reuniões familiares. Todavia, quantas vezes, para não “criar caso”, assistimos a tais atitudes e condescendemos com elas?
Quem não tem aquele sogro, cunhado, genro, tio, vizinho reacionário, preconceituoso que, eventualmente, propõe separar o Sul-Sudeste do Norte-Nordeste, ou que se refere a nordestinos como “baianos” ou “paraíbas”, ou que diz, inclusive diante das crianças, que teve vontade de ser violento com um homossexual ou, no mínimo, de insultá-lo?
E o que fizemos? Dissemos às crianças ou adolescentes presentes que não deveriam imitar quem acabara de pregar condutas tão imorais? Para não nos incomodarmos, para não passarmos por “encrenqueiros” ou por “chatos”, talvez tenhamos até rido de piadas racistas, xenofóbicas ou homofóbicas diante de nossos filhos ou dos filhos de outrem.
Aí está o resultado. Nas redes sociais na internet pode-se encontrar legiões de milhares de jovens propagando tais sentimentos degenerados como se estivessem recitando poesias.
Para os que como nós, pais, pertencem a uma geração que acalentava ideais de liberdade, de igualdade e de fraternidade na juventude, é vergonhoso que tenhamos cedido às perversões que a maioria de nós combateu quando tinha a idade dessas pouco mais do que crianças que estão chocando o país com as suas condutas perversas.
O que fizemos com os nossos filhos? Será que imaginamos que aqueles que estão mais perto do poder – por suas condições sociais – nutririam, quando crescessem, esse desprezo tão estarrecedoramente completo pelos seus semelhantes?
Claro que grande parte dessa geração que está para chegar ao poder não compartilha as idéias pervertidas que temos visto se espalharem, mas, como dizia Martin Luther King, “O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons”.
É na omissão que nos tornamos todos cúmplices. Tanto os que deram tais exemplos aos seus filhos quanto os que não deram mas permitiram que amigos ou parentes dessem, e que não agiram para mostrar àqueles filhos que aquela conduta não poderia jamais ser imitada.
Talvez jogando a luz do Sol sobre essas criaturas gestadas nas trevas morais erguidas por pais irresponsáveis ganhemos tempo para salvar alguma coisa da mentalidade de uma juventude apática de ideais e de valores que só pensa em ganhar dinheiro e em se “posicionar” socialmente junto aos “vencedores”. Talvez, mas só talvez…

No http://www.blogcidadania.com.br/2010/11/que-fizemos-com-nossos-filhos/

Não querendo fazer apologia a beleza que, me desculpe o poeta, não é assim tão fundamental, mas para que o negro se aceite como negro e, principalmente, para que a sociedade deixe de hipocrisia e admita ser formada por muito mais que três raças.

Desfile – Beleza Negra

Alexandre (2ªA) e Rose (1ªA)
O Carlina mais uma vez inovando, além do Garoto & Garota Carlina (não realizado este ano), o colégio promoveu o desfile da Beleza Negra, escolhendo os mais belos alunos negros do colégio que representassem mais fielmente a beleza africana. Os escolhidos foram: Alexandre França (2ªA) e Roselane (1ªA). Os alunos Maury Costa (1ªB – Técnico) e Cristefany Vasco (3ªA) foram os segundos colocados. A Direção parabeniza a iniciativa das professoras Edna Inô e Tereza Cristina e incentiva com a permanência do evento no calendário escolar.

No http://tassiodesigner.com.br/carlina/

NEGRA BRASILEIRA

NEGRA BRASILEIRA
Preto é lindo! Quem não vê?
Conceição Freitas
As gêmeas univitelinas Karen e Karina Ferreira Flores, negras, têm a perspectiva de começar uma carreira “em mercados comerciais da Alemanha e da Grécia”, diz Juliana Rife, booker internacional da Mega Model, agência de modelos de Brasília. O que significa possibilidade de trabalho em fotos, catálogos, showroom. Apesar da beleza, da altura (1,77m), do peso (50 kg), dos seios generosos, da boca carnuda, dos olhos oblíquos e de serem muito jovens, talvez elas não consigam chegar facilmente às passarelas. Quem explica a razão é o dono da HAD Models, de São Paulo, a maior agência especializada em modelos negros do Brasil. “Quem promove desfile de passarela acha que negro não veste roupa”, diz Helder Dias, espicaçando o preconceito que ainda persiste no universo fashion.

No ano passado, o Ministério Público de São Paulo forçou a organização do São Paulo Fashion Week a incluir nos desfiles pelo menos 10% de modelos negros, afrodescendentes ou indígenas, mas ficou só nisso. “Os eventos de moda no Brasil não são para os meus modelos negros. Eles não contratam negros e, quando contratam, é sem cachê. Participar ou não participar não muda muita coisa”, diz Helder Dias. É nas campanhas publicitárias que a cor da pele dos brasileiros vem mudando. “O negro passou a ter poder de compra, então o mercado despertou para a inclusão da pele escura”, explica Helder, que comanda 250 modelos negros e negras. “O preconceito não é só racial, é econômico também”, diz o empresário.

Há um complicador a mais para brasileiros e brasileiras afrodescendentes que queiram enfrentar a carreira de modelo — seja de passarela, publicidade ou marketing. Se a pele do candidato ou da candidata puxa para o preto, o funil é mais estreito. “As exigências são muito maiores. Elas têm que ser lindas, ter estilo, corpo muito bom, passarela impecável. As brancas também precisam de tudo isso, mas o rigor não é tão grande”, conta Juliana Rife. Mesmo assim, tem crescido o mercado para modelos afros em Brasília. Para cada 10 brancas, há três negras na agência de Juliana. Até há pouco tempo, a proporção era bem menor, nove para uma. Como as exigências são demasiadas, não é fácil superá-las.

As gêmeas têm conseguido vencer a rigidez do mercado para modelos negros, mas continuam sendo a exceção da exceção. “Mesmo com todos os avanços dos últimos anos, é raro ver um negro trabalhando em shopping, aparecendo na TV. Até aparecem, em número muito inferior ao da realidade racial brasileira”, diz a empresária Maria das Graças Santos, dona do primeiro salão especializado em cabelos étnicos do Distrito Federal, o Afro N’Zinga, que durante muitos anos funcionou no Conic e agora está no Venâncio 2000. “No fim dos anos 1970, começo dos anos 1980, era difícil encontrar alguém que soubesse cortar cabelo black. Encontramos na UnB uma estudante africana que nos ensinou o ponto afro [para trançado de cabelo] e começamos com uma cabeleireira e uma manicure”. Foi um sucesso, mas o Afro N’Zinga não era apenas um salão. “É um negócio, só que até hoje é visto como um movimento”, diz Graça, pioneira no ativismo das questões raciais na capital do país.

Bem depois do surgimento do Afro N’Zinga, surgiu no Centro de Ensino Médio de Taguatinga (CEMTN) um movimento de afirmação da beleza negra que há cinco anos se repete todo novembro, mês de Zumbi. No fim da tarde de sexta-feira passada, o júri oficial escolheu os 12 adolescentes negros (e nem tão negros) mais bonitos entre os cerca de 1,5 mil alunos da escola. Nos dias anteriores, o júri popular havia feito a sua própria escolha.

Os mais belos negros do CEMTN no gosto do júri popular foram, entre as meninas: Sayonara, Ana Alice e Letícia. Entre os meninos: Paulo, Benedito e Hendrix. O júri oficial escolheu Ana Alice, Sayonara e Gileade. E Raniere, Luiz Henrique e João Marcos. Parece exagero, mas a vida desses garotos dentro da escola e na comunidade vai mudar de agora em diante. “A gente percebe que há um aumento da autoestima deles, os outros alunos passam a vê-los de modo diferente e eles se transformam nos gatos e nas gatas da escola. Todo mundo quer namorar com eles depois do concurso [risos]”, conta a professora Elidete Teixeira da Silva, a organizadora.

Quando os alunos de pele alva reclamam da falta de uma promoção para a escolha dos mais belos entre eles, a professora explica que os brancos não precisam de estímulo para se reconhecem bonitos. “Ninguém questiona a beleza-padrão, a loira, a branca. Quem não se sabe belo é o negro. O que queremos é ampliar o conceito de beleza. Não estamos dizendo que o branco é feio, estamos dizendo que o negro é bonito.” O concurso de beleza do CEMTN é uma das atividades pedagógicas do projeto Sankofa, coordenado pela professora Elidete Teixeira. Sankofa é um ideograma africano que significa “nunca é tarde para voltar e pegar o que ficou para trás”.
No http://aposentadoinvocado1.blogspot.com/

Marca mesmo como? O que dizer, então, para os alunos e professores que acreditaram nos demais projetos e não mediram esforços pra que eles se concretizassem? Será que tudo foi em vão?

SEMANA CULTURAL 2010
Arte, cultura e cidadania...
A semana cultural é o evento mais esperado pela comunidade escolar por envolver ciência, arte, cultura e cidadania. Mas o que marca mesmo o evento é o festival de danças que este ano será realizado na quadra poliesportiva do IFBA – Instituto Federal da Bahia – Veja a programação: 17/11 – Feira das ciências (a partir das 14:00 horas) – Local: Colégio Carlina. 18/11 – Sarau de poesias (a partir das 15:00 horas) – Exposição Arte e artesanato (a partir das 19:00 horas) – Local: Colégio Carlina. 19/11 – Mostra cultural a “Africa está em nós” (a partir das 14:00 horas) – Local: Colégio Carlina. 20/11 – Campanha educativa na comunidade (a partir das 08:00 horas) – Local: Entornos do colégio – Feira do livro (a partir das 14:00 horas) – Local: Colégio Carlina – Festival de danças (a partir das 18:00 horas) – Local: IFBA. Acompanhe todo evento no blog: www.colegiocarlina.com.br/blog

No http://colegiocarlina.com.br/noticias_int2.asp?id=52

Discordo totalmente do exposto acima. Não quero desmerecer o Festival de Danças, até gosto dele, apesar de ter algumas ressalvas sobre sua estruturação, mas isso é assunto pra outra hora e lugar. 
Sou professora do Carlina desde 1997 e tenho testemunhado o surgimento de vários projetos de grande valor educacional, intelectual, social, artístico e cultural. Projetos esses que têm premiado Paulo Afonso, nos mais variados setores, com profissionais habilitados e competentes, que muito tem contribuído para o seu desenvolvimento. Sendo assim, destaco os projetos que jamais deveriam ter saído do fazer pedagógico do Carlina: "Ação Comunitária", "Descoberta de Talentos"; "Corrida Rústica"; "Show de Ciência", "Festival de Música", "Sarau de Poesia - com concurso de poesia", além dos atuais, que têm aspectos que precisam ser aprimorados. Destaco, também, a grandeza e o valor de cada um deles, não podendo um ser maior que o outro, pois potencializam diferentes competências e habilidades e atendem diferentes necessidades. 

 Por uma questão de justiça e valorização dos projetos integrantes da Semana Cultural e das pessoas que acreditam na importãncia de cada um deles e, por eles, deram o impossível de si, reescrevo o texto em questão:
SEMANA CULTURAL 2010
Arte, cultura e cidadania...
A semana cultural é o evento mais esperado pela comunidade escolar por envolver ciência, arte, cultura e cidadania. Mas o que marca mesmo o evento é o festival de boa vontade e querência de alguns profissionais e alunos (incluindo ex-alunos) que, não apenas este ano, extrapolaram, extrapolam e, com fé em Deus, extrapolarão o mero merecimento de salários e pontos, por acreditarem em si como pessoa humana e na sua importância enquanto parte elementar de um coletivo.Veja a programação: 17/11 – Feira das ciências (a partir das 14:00 horas) – Local: Colégio Carlina. 18/11 – Sarau de poesias (a partir das 15:00 horas) – Exposição Arte e artesanato (a partir das 19:00 horas) – Local: Colégio Carlina. 19/11 – Mostra cultural a “Africa está em nós” (a partir das 14:00 horas) – Local: Colégio Carlina. 20/11 – Campanha educativa na comunidade (a partir das 08:00 horas) – Local: Entornos do colégio – Feira do livro (a partir das 14:00 horas) – Local: Colégio Carlina – Festival de danças (a partir das 18:00 horas) – Local: IFBA. Acompanhe todo evento no blog: www.colegiocarlina.com.br/blog

Professora Tereza Cristina


Somos todos brasileiros, com DNA negro, indígena e europeu.

CONVERSA COM O MINISTRO

Eloi Ferreira de Araújo, da Seppir

"Não são passos na areia

É muito intenso o esforço que tem sido despedido pelo governo para mudar a realidade do negro no Brasil, mas num país com dimensões continentais, mesmo um grande esforço acaba sendo insuficiente. Será preciso um pouco mais de tempo. A demanda histórica é muito grande. Desde 2005, quando o ProUni, foi implementado, conseguimos colocar 700 mil jovens na universidade, e 50% deles são pretos e pardos. Nunca antes neste país tivemos tantos negros na universidade pública, especialmente naquelas que decidiram adotar o sistema de cotas. Mas estamos dando passos largos e consolidados. Não são passos na areia.

Resistência aos avanços

A população brasileira abraçou a política de cotas, o ProUni, a garantia do direito dos quilombolas à terra. A resistência que existe é localizada, quase tem nome e sobrenome. E o partido que resiste [o DEM] não tem nenhum deputado negro, pelo que sei. E só ele entrou na Justiça contra as políticas de acesso à universidade e de regulamentação das áreas quilombolas. O presidente Lula sancionou esse instrumento extraordinário, que é o Estatuto da Igualdade Racial. Quando converso com os que combatiam o texto aprovado, eles ficam surpresos com as conquistas nele asseguradas. ‘Rapaz, é isso?’, eles dizem. Agora só falta a regulamentação para dar concretude à inserção da população negra aos bens econômicos, culturais e sociais.

Vítima de racismo

Há algum tempo, minha mulher me pediu para ir a um mercado próximo de casa, no Rio. Coloquei a bermuda furada, o chinelão, a camisa do Vascão [risos] e fui. Entrei numa fila menor, com minhas poucas compras, e uma senhora quis entrar na minha frente com um carrinho cheio. Disse que alguém havia guardando o lugar dela. Argumentei que eu não havia visto ninguém guardando o lugar. Ela insistiu, e eu também. Como ela viu que não ia conseguir passar na minha frente, largou o carrinho e foi chamar o segurança. O homem chegou e a discussão se repetiu. Ela perguntou para o segurança: ‘Posso entrar?’. Eu reagi: ‘Não pode, nem que tivesse alguém guardando, isso não é certo’. Ela olhou bem pra mim e disse: “Sabe por que eu vou entrar na sua frente? Olha a cor da minha pele e olha a cor da sua”. Nisso, a caixa do supermercado, uma negra de cabelo de trancinha, começou a passar minhas compras. O homem que estava atrás de mim colou nas minhas costas e a senhora ficou falando sozinha."

Seppir
Criada em 2003, a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial é o instrumento mais emblemático do governo federal para a promoção dos direitos da população negra. Ligada ao Palácio do Planalto, é chefiada por um ministro.

Se Serra tivesse vencido, nossos maiores temores teriam se concretizado.

MARCOS COIMBRA: "SE SERRA TIVESSE VENCIDO , O QUADRO SERIA , COM CERTEZA , DIFERENTE"

Marcos Coimbra
Sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
marcoscoimbra.df@dabr.com.br
Vida normal em Brasília

Os temores de muitas pessoas sobre Dilma começam a se dissipar. Nada do que ela disse e fez depois de eleita os justifica: não está “escondida” sob a sombra de Lula, mostra ter iniciativa e capacidade de liderar

Com notável rapidez, a vida política brasileira se normalizou depois das eleições. Há apenas três semanas, o clima era de intensas emoções. Hoje, tudo está calmo.

Se Serra tivesse vencido, o quadro seria, com certeza, diferente. Os Três Poderes da República teriam entrado em compasso de espera, ninguém sabendo como ficariam e qual seria o jogo entre eles. O mais afetado seria o Executivo, por razões evidentes. O Planalto e a Esplanada estariam no meio de um turbilhão.

Para dizer uma coisa óbvia, a facilidade com que a rotina voltou a Brasília é um sinal de nosso amadurecimento democrático. Vivemos quase o século 20 inteiro atravessando instabilidades, golpes, contragolpes e ditaduras. Nas poucas eleições mais livres que fizemos até 1964, ainda era possível dizer que “se Fulano disputar a eleição, não vence; se vencer, não toma posse; se tomar, não governa”.

Após a volta das eleições diretas, já passamos por quatro transições presidenciais, algumas traumáticas, outras pacíficas. A passagem do poder de Sarney para Collor teve o imenso simbolismo do reencontro com a democracia, depois da mais longa ditadura de nossa história. Tudo naquele momento era extraordinário.

A posse de Itamar tampouco se compara às seguintes, pois aconteceu no auge da crise do impeachment. Ali, as jovens instituições da nova democracia brasileira se tornaram adultas.

De Itamar para Fernando Henrique, houve apenas uma mudança de guarda, sem sobressaltos. Embora entre os dois as coisas nunca tivessem sido tranquilas, para fins externos tudo parecia simples: um presidente saía e entrava outro, os dois farinha do mesmo saco, pois Fernando Henrique era o ex-ministro que Itamar havia indicado para sucedê-lo. À primeira vista, seria apenas uma continuidade ortodoxa, mas ela nada tinha de trivial, pois representava a bem-sucedida conclusão de um longo processo de recuperação da normalidade institucional.

Já a transição de Fernando Henrique para Lula teve mais drama. A biografia e a trajetória do eleito faziam com que a perspectiva de sua chegada ao poder deixasse o sistema político e a sociedade sob tensão. A incerteza sobre como seria seu governo levantou o valor do dólar e fez com que a inflação disparasse, mesmo depois da Carta aos Brasileiros e de sua garantia de que honraria os contratos e os compromissos assumidos.

Mas o mais importante era o sentimento da originalidade daquela transição, com o primeiro líder popular que chegava à Presidência. Tudo nela despertava a curiosidade e atraía a atenção do país.

Este ano, as coisas andam tão tranquilas em Brasília que o assunto da passagem de governo ocupa espaço relativamente pequeno na imprensa. Especulações a respeito do ministério, dúvidas quanto a mudanças de prioridades, fofocas sobre quem sobe e quem desce nas apostas relativas à composição do futuro governo continuam a existir, mas estão longe de ser a maior preocupação do momento.

Os temores de muitas pessoas sobre Dilma começam a se dissipar. Nada do que ela disse e fez depois de eleita os justifica: não está “escondida” sob a sombra de Lula, mostra ter iniciativa e capacidade de liderar, coordena (sem precisar de avalistas) o processo de montagem e de formulação das metas de sua administração.

Parece que Dilma será uma presidente diferente. Agora mesmo, na hora em que seus antecessores dedicavam a maior parte do tempo a conversações a respeito de nomes para integrar o governo, ela prefere se concentrar na discussão de programas. Em vez de tratar as promessas de campanha como águas passadas, tem cobrado dos assessores projetos que assegurem que sejam cumpridas.

Enquanto isso, a vida também segue normal no Congresso. As movimentações de alguns peemedebistas para fazer o “blocão” com outros partidos da base nada têm de novo e não significam que Dilma terá mais dificuldades que Lula para dialogar com senadores e deputados. São apenas brigas por espaço no próprio Congresso, que lá dentro serão resolvidas.

Por mais que alguns torçam para que a presidente enfrente problemas desde o início do governo, não é isso que a maioria da sociedade deseja. (O que é mais um fator favorável para que ela comece bem seu mandato.)
 
No http://aposentadoinvocado1.blogspot.com/

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Assim é a nossa presidenta: uma mulher como poucas!

A estreia de Dilma nos grandes salões
novembro 14th, 2010 | Autor: Daniel Bezerra editor geral

Discreta e reservada, a presidente eleita é apresentada por Lula aos líderes mundiais na cúpula do G20 – Milton Gamez, enviado especial a Seul – Istoé.

POMPA
Com Lula, Dilma é recebida como chefe de Estado

Um vento gelado invade o lobby do clássico Imperial Palace Hotel, um dos melhores cinco-estrelas de Seul. São três e meia da tarde da sexta-feira 12 e a porta da frente está aberta para a chegada de uma autoridade. A presença de seguranças e militares armados contrasta com a delicadeza do vestido cor-de-rosa de Julie, uma bela recepcionista coreana destacada somente para dar as boas-vindas aos hóspedes vips que passam por ali. Minutos depois, entra Dilma Rousseff. A presidente eleita do Brasil acaba de acompanhar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reunião de cúpula do G20, na qual foi apresentada aos mandatários de 20 paí­ses desenvolvidos e emergentes, como o americano Barack Obama e o chinês Hu Jintao. Cabeça erguida, ela passa rapidamente pelo hall e some no elevador que estava à sua espera, rumo à suí­te presidencial. Nem deu tempo de apreciar as delicadas porcelanas japonesas e inglesas do início do século passado, em exposição permanente sobre móveis antigos do hotel. A seis semanas da posse, Dilma já é tratada e se porta como aquilo que é: uma das mulheres mais poderosas do mundo.

A presidente eleita estreou no cenário externo justamente no último grande evento internacional do presidente Lula. O G20 é o grupo de elite dos países mais influentes da nova ordem econômica mundial, retrato de uma era marcada pelas dificuldades dos desenvolvidos e pela pujança econômica dos antigos emergentes, que agora começam a ser chamados de “países de alto crescimento”. Os presidentes dos Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido e Itália sentam lado a lado com os colegas do Brasil, da China, Rússia e Índia. Também participam os líderes da Coreia do Sul, da Argentina, da Austrália, da Turquia, do México e da Arábia Saudita, entre outros. Não foi por acaso que Lula escolheu esse fórum para exibir o troféu de sua sucessão. Dilma, prometeu o brasileiro aos colegas, não irá decepcioná-los. O Brasil está na melhor fase em décadas e Dilma já faz parte dessa história de sucesso, disse ele. “Estou tranquilo. O G20 nem sentirá falta do presidente Lula porque ela fará muito mais bonito”, afirmou, diante do olhar sisudo da eleita. “Agora, faltando um mês e meio, só cabe torcer para que ela monte um grande governo e possa ter mais sucesso do que eu tive”, afirmou.

Em sua passagem por Seul, Dilma mostrou-se um pouco tensa, quem sabe sentindo o peso da responsabilidade que se aproxima. Na manhã da sexta-feira, antes de sair ao encontro de cúpula, ela comentou o primeiro pensamento que teve nos macios travesseiros do hotel Imperial Palace: “O que penso todo dia quando eu acordo é que tenho de desempenhar esse papel para o qual fui eleita. É uma missão que vou desempenhar e levar a bom termo.” Dilma tomou o cuidado de não ofuscar o brilho de Lula, que há dois anos, na cúpula do G20 em Londres, foi descrito pelo então recém-eleito presidente Barack Obama como “o cara”. Ela evitou aparições em público, deu duas rápidas entrevistas coletivas e falou somente com os jornalistas brasileiros que a aguardavam no hall do hotel.

A revista americana “Forbes” a colocou em 16º lugar na lista das pessoas mais poderosas do planeta, aumentando a curiosidade dos presidentes do G20 sobre a próxima governante do Brasil. Na presença do mentor e padrinho político, recusou-se a vestir o papel de atração do encontro de cúpula. “Olha, eu acho que atração é o presidente no exercício do cargo. Presidente eleita não é atração, é notícia só.” Para não virar notícia na capital sul-coreana, Dilma despistou a imprensa na quarta-feira à noite e escapou para jantar no restaurante Bamboo House. Na quinta-feira, primeiro dia do encontro, achou tempo para uma rápida visita ao Palácio Imperial. Seu primeiro compromisso oficial foi o jantar no Museu Nacional da Coreia, onde Lula a apresentou a Obama e aos demais presentes. Nenhuma palavra vazou sobre as primeiras conversas de Dilma com os líderes do G20, ao contrário do que sempre costuma acontecer em grandes eventos desse tipo. Na manhã da sexta-feira, Dilma foi econômica nas declarações à imprensa antes de sair para as reuniões de trabalho do grupo, em companhia do presidente Lula. Mesmo assim, não se furtou a comentar o grande tema do momento, a chamada guerra cambial, na qual Estados Unidos e China são acusados de desvalorizar artificialmente sua moeda para fortalecer as exportações e crescer à custa de outros países. O Brasil é uma das vítimas colaterais dessa guerra – o real é uma das moedas mais valorizadas do mundo, o que reduz a lucratividade das exportações e coloca alguns setores em dificuldade. Dilma não gosta do que vê nesse campo de batalha. “Isso não é bom para o Brasil. Vamos ter de olhar cuidadosamente, tomar todas as medidas possíveis”, afirmou, sem dar maiores detalhes.

PROTAGONISMO
Dilma é apresentada ao presidente francês, Nicholas Sarkozy, durante reunião do G20,
e recebida como chefe de Estado pelo presidente sul-coreano,
Lee Myung-Bak, ao chegar a Seul para o encontro mundial

No geral, no entanto, o G20 não recomendou nenhuma grande medida para acabar com a guerra cambial. Falou-se apenas vagamente em criar, no primeiro semestre de 2011, “parâmetros indicativos” para medir os desequilíbrios das economias de alto crescimento. E foi sugerido que os países adotem taxas de câmbio de mercado, numa suave pressão para que a China, que tem o câmbio controlado, permita a apreciação do renmimbi. Traduzindo em miúdos, a guerra cambial vai continuar no primeiro ano do governo Dilma, provocando uma incômoda instabilidade na economia global. Isso não é o fim do mundo, mas certamente não é bom para o Brasil. A diferença é que, a partir de janeiro, ela vira autoridade de fato e o problema também será todo dela.

http://blogdadilma.blog.br/

Sou a favor da liberdade de expressão e digo NÃO para a libertinagem de expressão!

A mídia em debate

 
O Instituto Hypnos conversou com a jornalista Bernadette Siqueira Abrão para discutir a Mídia brasileira. No momento em que se encerra mais uma eleição e que se discute a regulamentação dos meios de comunicações, é mais do que necessário esclarecer alguns dos problemas que cercam a atividade jornalística. Baby, como gosta de ser chamada, é graduada e pós-graduanda em Filosofia (USP), formação que lhe permite lançar um olhar mais profundo e crítico sobre a comunicação. Além disso, tem experiência na editoração de livros didáticos e paradidáticos de filosofia, além de manter os blogues parallaksis.blogspot.com e parallakismundo.blogspot.com. Acompanhe a entrevista a seguir.
Hypnos – A imprensa é formadora de opinião? Qual foi a influência da mídia nesse processo eleitoral?
Baby – Vou falar em mídia, como um todo, não apenas em imprensa (a mídia impressa). Eu diria que ela não “forma” opinião porque seu objetivo não é a formação de ninguém. “Formar” é um conceito que envolve educação, estímulo à elaboração criativa, e a mídia está muito longe de proporcionar isso. O que ela faz é divulgar seu ideário em reportagens, editoriais, comentários, análises. Como a mesma mensagem é repetida à exaustão, em formatos diferentes, os leitores/ouvintes/telespectadores acabam se convencendo de que ela é verdadeira. Nesse sentido, o que a mídia faz é propaganda de sua ideologia. Isso não é formar opinião e sim impor ideias, valores. E não se trata de uma prática nova. É muito antiga e virou objeto de reflexão de muitos pensadores, como Niezstche, Marx e Engels, o pessoal da Escola de Frankfurt, Michel Foucault, Pierre Bourdieu, Noam Chomsky, Armand Mattelart, Gilles Deleuze, Jean Baudrillard… Para usar uma linguagem marxista, o que a mídia faz é impor a ideologia da classe dominante à classe dominada até que esta se convença de que essa ideologia é sua e a defenda, e a reproduza. Uma análise de Chomsky e Edward S. Herman da mídia estadunidense produziu um livro, Manufacturing Consent: The Political Economy of the Mass Media [Consenso fabricado: a economia política da comunicação de massa] e uma teoria: o modelo da propaganda. O livro é o resultado das análises que ambos fizeram sobre os meios de comunicação dos Estados Unidos e mostra que esses meios são corporações submetidas ao jogo competitivo do mercado. Como dependem dos anúncios (de empresas e do governo), colocam os interesses corporativos e políticos acima do interesse público. O modelo que Chomsky e Herman desenvolveram pode ser aplicado à indústria midiática da maioria dos países. Como indústria, ela precisa vender para lucrar; por isso, é guiada pela lógica e pelos poderes do mercado. Segundo Chomsky e Herman, isso a leva a selecionar as notícias que publica, bem como o tratamento que dá a elas.
Isso ficou claríssimo na campanha eleitoral deste ano. Os ataques à candidatura de Dilma Rousseff, a Lula e ao PT pareciam coordenados por um comando central que usava todos os meios à disposição (jornais, revistas, rádio, TV, internet) para divulgar e fazer repercutir as mesmas acusações, a mesma ladainha. Um pesquisador do futuro, que decida entender o Brasil por meio dessa mídia, concluiria que vivemos numa ditadura conduzida por terroristas, sem liberdades civis, com a consciência seduzida pelo programa Bolsa Família, com a mídia amordaçada. Esse pesquisador, ao confrontar o país produzido pela mídia com a realidade, teria enorme dificuldade em entender como os meios de comunicação que se diziam amordaçados tinham a liberdade de dizer tudo o que queriam; como o presidente criticado conseguia índices altíssimos de aprovação popular se era dominado por “forças terríveis”, como disse Serra em seu discurso de 31 de outubro, resgatando Jânio Quadros e a imagem que a mídia corporativa fazia de Lula; como uma terrorista conseguiu se eleger primeira presidente do Brasil e, o mais óbvio, como esse governo ditatorial, terrorista, manipulador, terrível, permitia a realização de eleições livres, o exercício sem restrições da democracia liberal. Esse pesquisador acabaria defendendo a tese de que a mídia, para impor sua ideologia, precisa distorcer a realidade.
H. A mídia não vê com bons olhos qualquer iniciativa do governo que vise melhorar a atividade jornalística, sob o argumento de que esse papel cabe apenas à sociedade. Por outro lado, o baixo nível educacional parece deixar essa mesma sociedade à mercê dos grandes grupos econômicos e de comunicação. Qual seria, então, o caminho para o aprimoramento do trabalho jornalístico?
B. Mas não é o governo que toma essas iniciativas, é a própria sociedade! As sugestões do Plano Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH3) e da 1ª. Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) foram dadas pela sociedade civil organizada, depois de muita discussão em consultas e audiências públicas em todo o país. A mídia corporativa – essa mesma mídia que grita a favor da liberdade de desinformar, de enganar o público, e chama isso de “liberdade de expressão”, “liberdade de imprensa” e outras expressões vazias, não explicitadas, não conceituadas – foi convidada a participar desses debates mas recusou-se. Essa é uma questão importante. Em vez de levar suas propostas para uma discussão democrática, a mídia preferiu continuar aquartelada em suas trincheiras, de onde dispara jargões por meio de suas metralhadoras giratórias (repórteres, “comentaristas”, cronistas etc.), frases de efeito que agradam a certa classe média desinformada, que não conhece nem mesmo a história recente de seu país, que nunca ouviu falar dos pensadores que mostraram o funcionamento do jogo capitalista e em que tipo de manipulação, de imposição ele se apoia. É um pessoal carente de cultura, de ideias, acrítico, que repete o que lê e assiste sem nunca parar para pensar se isso corresponde ou não à realidade. São os fantoches mergulhados na hiperrealidade, conceito de Jean Baudrillard que cabe com perfeição na mídia corporativa brasileira. Baudrillard também afirmou que os meios de comunicação de massa são um “discurso sem resposta”. A comunicação, diz, pressupõe troca, interlocução e responsabilidade por aquilo que se diz, e isso não existe na relação mídia-público. O problema, para Baudrillard, está no modelo elaborado pelo linguista suíço Ferdinand de Saussure (1857-1913), que se baseia na simples transmissão e recepção da informação. Nesse modelo, aquele que transmite a mensagem é ativo, ao passo que quem a recebe tem um papel passivo: apenas recebe, ou “sofre” (para usar um termo aristotélico), a ação. Quando o receptor se transforma em transmissor, repete a mensagem recebida, reproduzindo o modelo. Veja como isso é sério, seriíssimo: esse tipo de comunicação não permite o diálogo, excluindo “a reciprocidade e o antagonismo entre os interlocutores”, como escreve Baudrillard no artigo Requiem for the Media [Réquiem para a mídia]. Por não permitir a troca, as mídias de massa promovem a não comunicação. Elas falam, mas impedem a fala do outro. É essa “natureza unilateral” da comunicação, segundo Baudrillard, a responsável pelo sistema que integra poder e controle social. Como esse modelo se reproduz no mundo político e econômico, o público não tem espaço para se expressar, debater e influir nas decisões que afetam sua vida. Quando ele faz isso formalmente, em audiências públicas previstas pela legislação brasileira, a mídia corporativa desvirtua as propostas do público e as ataca como riscos à tal “liberdade de imprensa”. Ora, isso é fazer propaganda de seu próprio ideário, é impedir o debate democrático de fatos, modelos, ideias. É a tentativa de impedir a liberdade do público de se manifestar. Ou seja: a mídia pode falar e fazer o que quiser, o público não. Se isso for a democracia propalada pela mídia corporativa, fujamos dela!
Outra questão importantíssima é a concessão de licenças para rádio e TV. Vamos entender um pouco isso. Para funcionar, rádios e TVs dependem de sinais eletromagnéticos, que constituem um espectro que é público, isto é, de todos nós, cidadãos brasileiros (no caso do Brasil, óbvio). Esses sinais são concedidos às redes de rádio e TV pelo governo – que concede as licenças para uso dos sinais como representante dos cidadãos. Acontece que os critérios para a concessão de tais licenças são tudo, menos cidadãos. Só as consegue quem tiver ligações políticas privilegiadas, poder, muito dinheiro. Na verdade, essas pessoas – incluindo políticos, o que é proibido por lei – obtêm as concessões para transformar as estações de rádio e TV em empresas privadas submetidas ao jogo do mercado, que fabricam os produtos que bem entendem, vendendo-os aos anunciantes por preços altíssimos. Esses preços são baseados na média de audiência dos produtos, isto é, os programas. Ou seja, além de ser alijado da concessão das licenças, de não influir nos critérios para essas concessões, o público, com sua audiência, dá lucro às grandes redes de rádio e TV. E em troca, o que recebe? Uma programação que chega a ser bizarra, que usa e estimula o preconceito, a intolerância, o bullying, a violência… As exceções são muito raras. Os chefes de programação costumam dizer que o público gosta das bobagens que vão ao ar. Falácia. O público não tem é escolha. Não há um único canal comercial com programas realmente alternativos ao padrão que as próprias redes criaram. Então a cidadã e o cidadão que chegam em casa cansadas(os), que vão preparar o jantar para a família e querem uma distração, ligam a TV ou o rádio e acompanham o que lhe é oferecido. Dizer que isso é escolha é falsear a realidade.
No momento em que o público decide tomar para si o seu direito de dar ou renovar as concessões, que impõe critérios para ceder as licenças de uso do espectro eletromagnético, a mídia corporativa grita como se tivesse sido golpeada de morte. Ora, o que quer o público? Vejamos algumas das propostas da Confecom. Elas dizem respeito à veiculação de conteúdos nacionais e regionais produzidos de maneira independente e de conteúdos educativos, culturais, informativos e ambientais de países latino-americanos; à criação de núcleos comunitários de comunicação, para fornecer aparatos técnicos e instrumentais à sociedade e permitir que ela construa, socialize e discuta suas próprias produções; à criação de programas educativos, para jovens, que abordem os direitos das mulheres e coíbam a violência de gênero; à fiscalização e à punição para rádios e TVs que desvalorizem, depreciem ou estigmatizem crianças e minorias historicamente discriminadas e marginalizadas (negros, LGBTs, comunidades de terreiro, mulheres, pessoas com deficiência, idosos e indígenas, entre outros); a criação de redes locais e regionais de rádios públicas, estatais e comunitárias. Ou seja, são propostas que levam à abertura e à diversidade, ao respeito do outros, do diferente, à participação do público na programação, que retiram da mídia o que ela tem de estigmatizador e preconceituoso, que privilegiam a liberdade cidadã, não a imposição da ideologia dominante. É por isso que a mídia grita. Porque a ela não interessa veicular conteúdo cidadão. Por quê? Porque esse conteúdo, teoricamente, ao não reproduzir a ideologia dominante, abrirá espaço para que as pessoas conheçam outros pontos de vista, outras realidades culturais, o que as levará a comparar, a distinguir – enfim, a pensar, e a pensar criticamente. E a exigir cada vez mais qualidade e isenção de uma mídia interessada apenas em seus próprios lucros e em seu próprio poder.
Esse mesmo público, e não o governo, propôs, na Confecom, a criação de Conselhos de Comunicação nos âmbitos federal, estaduais e municipais, com membros eleitos, para garantir o direito humano à comunicação, a regulação de conteúdos veiculados pelas mídias, as políticas de concessão de licença de funcionamento de rádios e televisões. A mídia tem é que brigar com o público, não com o governo. Mas como brigar com o público significa perder audiência e, portanto, lucro, a mídia bate no governo e convence a audiência a ficar contra algo que só irá beneficiá-la. Isso é a “democracia” da mídia? Mais uma vez: fujamos dela.
Uma programação culturalmente diversificada, como quer a sociedade civil, não resolve o problema da educação no Brasil, mas ajuda a exercitar o pensamento ao oferecer informações variadas, pontos de vista diferentes – meios para o público fazer comparações, discernir, escolher aquilo com que se identifica e entender o porquê da identificação. Além disso, o público transforma o monólogo em diálogo ao participar diretamente da programação, ao elaborar conteúdo para ela. Tudo isso amplia o horizonte cultural de uma sociedade. A mídia, ao se opor a essas propostas, opõe-se a essa ampliação do horizonte cultural da sociedade brasileira. É preciso denunciar isso.
H. A imprensa se diz livre e democrática. Entretanto, casos como o da demissão da colunista Maria Rita Kehl do Estadão depois de publicar o artigo Duas medidas – que se opunha ao editorial de apoio a Serra -, parecem contradizer isso. Como você analisa esse aspecto comum à mídia brasileira?
B. É evidente, por tudo que foi dito até aqui, que a mídia só pode mesmo reivindicar a liberdade de desinformar, de impor seu ideário, de manter um monólogo prejudicial à sociedade. Ao distorcer as notícias segundo seus próprios critérios, a mídia impede o público de conhecer os vários aspectos que compõem um acontecimento, um fenômeno. Privado disso, da informação completa, isenta dos filtros midiáticos, o público não tem como exercer seu direito de livre pensamento, de livre expressão, de livre escolha. Suas avaliações ficam prejudicadas porque se baseiam em apenas um lado da história: o que a mídia quer que ele saiba. Seu conhecimento, sua capacidade de julgamento e sua consciência, portanto, são manipulados. Discuto esses tópicos e os perigos a que eles levam no meu novo livro, que sairá no ano que vem e que ainda não tem título definitivo.
Quanto à Maria Rita Kehl, para ser muito sincera, nunca entendi como o Estadão a convidou e menos ainda como ela aceitou o convite. São propostas de vida e de pensamento opostas, como ficou claro no episódio do desligamento dela do corpo de colaboradores. Uma pena, porque a Maria Rita é das poucas cabeças inteligentes com espaço na mídia corporativa. A situação esclareceu o que o jornal entende por “liberdade de imprensa”. É essa a liberdade que queremos? Claro que não. Por isso é preciso discutir conceitos. O que é liberdade? O que é informação? O que é liberdade de informação? O que é liberdade de expressão e de imprensa? Quando essas coisas vierem a debate, a máscara da mídia cairá.
H.  Qual a importância da internet para disponibilizar e democratizar o acesso à informação? Os jornalistas que se opõem à chamada grande imprensa utilizam a web para se comunicar?
B. Veja você que interessante é analisar a internet. É o típico exemplo que foge ao maniqueísmo, ao modelo que reduz a multiplicidade da vida a “bem” ou “mal”, a “bom” ou “mau”. Analisar a internet é ser obrigado a colocar esse modelo de lado, a juntar bom e mau, bem e mal, a aprofundar a reflexão, levando-a ao campo da diversidade de premissas e de argumentações, a chegar a conclusões às vezes conflitantes e a elaborar um novo tipo de crítica. Isso leva ao exercício do pensamento, que faz muito bem à elaboração de juízos independentes do consenso fabricado e imposto pela mídia. A internet é tudo aquilo que a crítica diz dela, mas também é tudo aquilo que os aficcionados afirmam dela. Bem, mal, mais ou menos – enfim, tudo cabe nela. Na campanha eleitoral, por exemplo, só ficávamos sabendo da verdade dos fatos pela internet, pelos blogueiros independentes. A única exceção, em relação à mídia, é a Carta Capital, revista semanal dirigida por Mino Carta e com um corpo de jornalistas excelentes, que fazem jus ao título de jornalistas. Vão atrás da notícia e veiculam tudo que descobrem, sem sofrer censura do patrão e sem a orientação de publicar apenas aquilo que privilegia alguns e detona outros, segundo os caprichos dos acordos corporativos da classe dominante. Fora a Carta Capital e o Brasil de Fato – este francamente à esquerda no espectro político –, foi nos blogues que a gente conseguia saber o que realmente acontecia nos bastidores das campanhas. Aí era possível ter a dimensão da tragédia, no sentido das alianças políticas, dos apoios, do que havia por trás de cada manchete da mídia corporativa. Foi nos blogues e na Carta Capital que soubemos, por exemplo, do apoio da TFP e de grupos monarquistas à candidatura Serra, e dos factoides criados por esse pessoal de extrema direita – é preciso arranjar outro termo para classificá-los, porque “extrema direita” não diz exatamente quem é essa gente e o que postula; fascistas é uma expressão que talvez os defina mais adequadamente – para tumultuar e impedir o debate político, afastando os temas realmente relevantes naquele momento para apresentar visões dogmáticas e reducionistas de assuntos que remetem diretamente à laicidade do Estado e ao direito que cidadãs e cidadãos têm a decisões que dizem respeito a sua própria vida. É engraçado que as Igrejas, ao condenar o sexo antes do casamento e o uso da camisinha, ao satanizar as mães solteiras, obrigando muitas ao aborto, venha posar de “defensora da vida”. Ora, que vida? A da mãe não conta? E o que é vida? Coisas assim devem ser estabelecidas por lei ou pela consciência de cada um? Religião e Estado podem dizer ao cidadão quais devem ser suas preferências sexuais, com quem manter união conjugal, obrigá-lo a ter filhos indesejados? Será que ao Estado não compete pôr em prática políticas públicas de proteção a todos os segmentos da sociedade, não apenas àqueles que obedecem a um certo padrão cultural, de base judaico-cristã?
Voltando a nosso tema, quem denunciou o uso político dos preconceitos foram os jornalistas independentes, em seus blogues, e a mídia “não alinhada” ao poder corporativo midiático. Eles forneciam munição para nós, militantes, rebatermos as acusações da direita explicando o que havia por trás das ditas “denúncias”. Esses jornalistas permitiram o desmonte dos factoides da mídia corporativa. Ao informar corretamente, eles prestaram um enorme serviço à república e à democracia, permitindo que a verdade viesse à tona e entrasse no debate, que de outro modo seria pautado pela mídia dominante.
A internet permite que isso aconteça. Eu, por exemplo, tenho dois blogues – um de defesa dos direitos dos palestinos e da Palestina , outro com análises sobre o mundo feitas por gente séria e renomada sem espaço na mídia corporativa () – que veiculam coisas que a mídia omite. Muita gente que tinha uma noção distorcida e fabricada da Palestina, do Hamás, do Hizbollah, me diz que só ficou sabendo do que acontecia no Oriente Médio, de verdade, depois de acompanhar meu blogue. Era gente que acreditava na propaganda sionista – e os sionistas dominam a indústria da comunicação e do entretenimento, entre outros setores-chave, dando somente a sua versão dos fatos. Não fosse a internet, essa propaganda danosa não só aos palestinos, mas ao mundo, continuaria soberana.
O drama é que o acesso à internet ainda é restrito, não alcança todo o público. Por outro lado, muita gente que navega procura portais da própria mídia corporativa. Assim, além de popularizar o acesso à web, é preciso mudar a educação, as bases da educação, o modo como ela é exercida, para que os cidadãos possam realmente se beneficiar da internet, como usuários e como elaboradores de conteúdo. Lembremos, porém, que tudo é processo: não existe “fim da história” e a ideia iluminista de progresso com happy end foi para o rol das utopias há muito tempo. Por isso, mãos à obra sempre, sem descanso, para ampliar os nossos espaços, o espaço público, deste país.
Outro fenômeno importante, forte, sobretudo nos EUA, é o fim dos jornais impressos, que passam a existir apenas na internet. Eles foram perdendo leitores até se tornar inviáveis economicamente, e a internet significa uma redução brutal de custos. Aqui, o Jornal do Brasil já adotou essa solução para continuar existindo. O que ainda precisa ser pesquisado é se os jornais e as revistas impressos perderam leitores porque é possível ler notícias na internet ou se as notícias obtidas na internet, de fontes múltiplas, acabaram revelando a pobreza dos noticiários de jornais e revistas, o que levou o público a parar de lê-los. Seja como for, a base dessa mudança radical foi e é, sem dúvida, a internet.

About the Author - Graduado e Mestrando em Filosofia pela PUC-SP, é professor da rede de ensino paulista. twitter.com/felixideia.  Enviado pela Vila Vudu – Extraído de Instituto Hypnos


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